Mostrar mensagens com a etiqueta profissões a memorizar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta profissões a memorizar. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, abril 07, 2009
o emprego da década
Eu também quero o melhor emprego do mundo. 12,5 mil euros por mês e um emprego num sítio paradísiaco ao largo sul da Austrália com Internet!
Labels:
profissões a memorizar
terça-feira, janeiro 13, 2009
quem quer ter o melhor emprego do mundo?
Para muitos o emprego de sonho é aquele onde ganhariam mais dinheiro, onde teriam maior estatuto, onde mandariam em mais pessoas, onde receberiam mais presentes, onde fariam o que mais gostam e ainda poderiam ganhar muito dinheiro. Mas a BBC foi mais longe e descobriu aquele que é considerado o "melhor emprego do mundo". Como os pretendentes começam a ser muitos, o site informativo disponibiliza uma lista de dicas para conseguir o emprego. E qual é este emprego de sonho?

Este emprego inclui uma vivenda de três quartos junto à praia com piscina e um salário de 80 mil euros por um contrato de seis meses. O funcionário não terá patrão mas estará encarregue de explorar de vez em quando o cenário idílico, escrever posts semanalmente num blogue, fazer um registo de fotos e auxiliar entrevistas dos media.
Está tudo explicado por aqui.
Ser uma espécie de caseiro na Ilha Hamilton na Grande Barreira de Corais da Austrália.
Este emprego inclui uma vivenda de três quartos junto à praia com piscina e um salário de 80 mil euros por um contrato de seis meses. O funcionário não terá patrão mas estará encarregue de explorar de vez em quando o cenário idílico, escrever posts semanalmente num blogue, fazer um registo de fotos e auxiliar entrevistas dos media.
Está tudo explicado por aqui.
Labels:
devaneios,
divagações,
ilhas,
natureza,
profissões a memorizar
quinta-feira, agosto 28, 2008
o nome do dia
Herlander Descalço
jardineiro de profissão (entrevistado num programa de profissões da RTP2)
Labels:
curiosidade,
nome do dia,
profissões a memorizar
sexta-feira, junho 06, 2008
tal como os jornalistas *
Ordem dos Dentistas pondera impedir acesso à profissão
A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou o bastonário da classe, Orlando Monteiro da Silva.
* Ou não. No jornalismo não há nada que controle ou queira controlar o acesso à profissão por haver muito mais oferta do que procura. Não há Ordem, há sim comissões, sindicatos, clubes...
A Ordem dos Médicos Dentistas pondera impedir o acesso à profissão, caso continuem a não existir soluções de emprego para estes profissionais, revelou o bastonário da classe, Orlando Monteiro da Silva.
* Ou não. No jornalismo não há nada que controle ou queira controlar o acesso à profissão por haver muito mais oferta do que procura. Não há Ordem, há sim comissões, sindicatos, clubes...
Labels:
jornalismo,
profissões a memorizar
sábado, maio 31, 2008
pescadores de portugal, pesquem em terra! *
Os pescadores perceberam que fazer greve causa uma comichão demasiado ligeira ao país e ao governo. É coisa mais perto de picada de mosca do que propriamente picada de abelhão. A pesca portuguesa, embora tenhamos um potencial marítimo incrível, sofre do mesmo problema que a agricultura portuguesa: é pobre, insignificante e muito minoritária quando se trata de servir o país. Nós, por cá (como diz uma rubrica informativa da SIC), preferimos recorrer ao estrangeiro. É assim que os governos têm agido com essas áreas consideradas terceárias, até porque a agricultura e pescas eram áreas primárias do Estado Novo, e como isso parece ser tabu, desde então que se deixou cair toda essa indústria. É um problema antigo de estrutura e de base...
Voltando à pescaria e à greve dos pescadores, como viram que se ia mas era comprar a Espanha o peixinho começou a haver peixeirada da grossa. Tudo começou, claro, em Matosinhos, onde peixeiradas são prato do dia, sempre pronto a ser servido a qualquer hora e em qualquer estabelecimento. Os pescadores andaram a atirar o peixinho espanhol pelo chão.
No Algarve os pescadores em greve, com muito tempo entre mãos e um ganha pão em risco para salvar, mostrarem-se hábeis em seguir uma nova profissão: fiscalizadores da ASAE (esses mesmo, que são tão criticados por pescadores e outros). Na saída das docas, onde muitos iam buscar peixinho para restaurantes e coisas do género, os pescadores fizeram uma espera. Cada carro que passava era obrigado a parar, para os pescadores, ou deverei dizer os fiscalizadores, puderem inspeccionar a bagageira do carro em busca de peixe.
Os pescadores mantiveram-se na sua actividade principal: procurar peixe. Mas em vez de ser no mar, agora procuram o peixe em terra. É que a gasolina está cada vez mais cara, especialmente em Portugal, por isso há que fazer adaptações à profissão. Parece-me legítimo e bem pensado.
O que é mais cómico neste país e neste governo é que os pescadores podem fazer greve, mas só se estão a prejudicar (se só fizerem greve e não andarem aí a fazer peixeiradas a sério). É que com eles a fazer greve, todos começam a perceber que sai mais barato ir buscar peixe a Espanha. É que os hipermercados, os restaurantes, os mercados e a cozinha do primeiro-ministro já perceberam que compensa ir ali a Espanha comprar peixinho ligeiramente mais barato (já que o IVA lá é bem mais baixo que em Portugal). É que ainda podem abastecer o depósito ao preço da uva mijona (muito mais barato do que por cá) e só isso já paga a viagem e ainda dá uns belos trocos de ganhos. Tudo isto é possível graças ao governo e à conjuntura actual (especialmente à portuguesa visto que Espanha também faz parte do planeta Terra, segundo ouvi dizer). Ora aí está um belo cenário que se arranjou aqui neste canto da Penísula Ibérica e que pode dar uma notícia deste género num futuro próximo: portugueses passam a comprar maior parte dos produtos em Espanha. E os hipermercados que se ponham a pau! Porque não tarda e as compras grandes passam a ser feitas também em Espanha, em fins-de-semana familiares a que se junta um passeio patrocinado pelo combustível barato espanhol. Bonito, hein!
NOTICIA DE ÚLTIMA HORA: A Câmara de Tavira poupa 250 euros por dia por ir abastecer os seus autocarros a Espanha! Já que o Estado ganha, por litro, uns 50%, é legítimo dizer que a Câmara acaba por "roubar" ao Estado para poupar nas suas próprias contas. O que tenho a dizer sobre isto? Acho bem!!!
* Talvez possam começar a pescar ali para os lados de São Bento. É só uma sugestão. Ouvi dizer que o primeiro-ministro tinha arcas e arcas com peixinho espanhol pronto a ser despachado para os seus restaurantes lisboetas preferidos.
Voltando à pescaria e à greve dos pescadores, como viram que se ia mas era comprar a Espanha o peixinho começou a haver peixeirada da grossa. Tudo começou, claro, em Matosinhos, onde peixeiradas são prato do dia, sempre pronto a ser servido a qualquer hora e em qualquer estabelecimento. Os pescadores andaram a atirar o peixinho espanhol pelo chão.
No Algarve os pescadores em greve, com muito tempo entre mãos e um ganha pão em risco para salvar, mostrarem-se hábeis em seguir uma nova profissão: fiscalizadores da ASAE (esses mesmo, que são tão criticados por pescadores e outros). Na saída das docas, onde muitos iam buscar peixinho para restaurantes e coisas do género, os pescadores fizeram uma espera. Cada carro que passava era obrigado a parar, para os pescadores, ou deverei dizer os fiscalizadores, puderem inspeccionar a bagageira do carro em busca de peixe.
Os pescadores mantiveram-se na sua actividade principal: procurar peixe. Mas em vez de ser no mar, agora procuram o peixe em terra. É que a gasolina está cada vez mais cara, especialmente em Portugal, por isso há que fazer adaptações à profissão. Parece-me legítimo e bem pensado.
O que é mais cómico neste país e neste governo é que os pescadores podem fazer greve, mas só se estão a prejudicar (se só fizerem greve e não andarem aí a fazer peixeiradas a sério). É que com eles a fazer greve, todos começam a perceber que sai mais barato ir buscar peixe a Espanha. É que os hipermercados, os restaurantes, os mercados e a cozinha do primeiro-ministro já perceberam que compensa ir ali a Espanha comprar peixinho ligeiramente mais barato (já que o IVA lá é bem mais baixo que em Portugal). É que ainda podem abastecer o depósito ao preço da uva mijona (muito mais barato do que por cá) e só isso já paga a viagem e ainda dá uns belos trocos de ganhos. Tudo isto é possível graças ao governo e à conjuntura actual (especialmente à portuguesa visto que Espanha também faz parte do planeta Terra, segundo ouvi dizer). Ora aí está um belo cenário que se arranjou aqui neste canto da Penísula Ibérica e que pode dar uma notícia deste género num futuro próximo: portugueses passam a comprar maior parte dos produtos em Espanha. E os hipermercados que se ponham a pau! Porque não tarda e as compras grandes passam a ser feitas também em Espanha, em fins-de-semana familiares a que se junta um passeio patrocinado pelo combustível barato espanhol. Bonito, hein!
NOTICIA DE ÚLTIMA HORA: A Câmara de Tavira poupa 250 euros por dia por ir abastecer os seus autocarros a Espanha! Já que o Estado ganha, por litro, uns 50%, é legítimo dizer que a Câmara acaba por "roubar" ao Estado para poupar nas suas próprias contas. O que tenho a dizer sobre isto? Acho bem!!!
* Talvez possam começar a pescar ali para os lados de São Bento. É só uma sugestão. Ouvi dizer que o primeiro-ministro tinha arcas e arcas com peixinho espanhol pronto a ser despachado para os seus restaurantes lisboetas preferidos.
Labels:
humor,
opinião,
país,
política,
profissões a memorizar
sábado, abril 05, 2008
jornalistas especialistas
"Com Bolonha, o mestrado em Jornalismo faz cada vez mais sentido para quem vem de fora da área da Comunicação e quer entrar na profissão. Os licenciados em Jornalismo, que querem seguir a profissão, devem procurar outras formações complementares e não necessariamente mestrados em Jornalismo."
António Granado, in Ponto Media
António Granado, in Ponto Media
Labels:
jornalismo,
profissões a memorizar
sexta-feira, março 14, 2008
profissões a memorizar
Vice President of Product Management EMEA
Quem? Mário Queiroz (brasileiro a residir em Londres)
Onde? Google
Descrição: "As Vice President of Product Management for Europe, Africa, and Middle East (EMEA) at Google, Mario Queiroz develops and implements the product strategy for Google in the region. Mario's first assignment at Google was to lead the company's global IT product strategy and development. Prior to Google, Mario was with Hewlett-Packard for 16 years. He last served as Vice President of Operations for key elements of HP's global IT infrastructure. This followed marketing, operations, and R&D management positions in HP's PC and printing businesses in the United States and Europe. Mario holds Bachelor of Science and Master of Science Electrical Engineering degrees from Stanford University. He is a Brazilian national and currently resides with his wife and two daughters in London, England."
Quem? Mário Queiroz (brasileiro a residir em Londres)
Onde? Google
Descrição: "As Vice President of Product Management for Europe, Africa, and Middle East (EMEA) at Google, Mario Queiroz develops and implements the product strategy for Google in the region. Mario's first assignment at Google was to lead the company's global IT product strategy and development. Prior to Google, Mario was with Hewlett-Packard for 16 years. He last served as Vice President of Operations for key elements of HP's global IT infrastructure. This followed marketing, operations, and R&D management positions in HP's PC and printing businesses in the United States and Europe. Mario holds Bachelor of Science and Master of Science Electrical Engineering degrees from Stanford University. He is a Brazilian national and currently resides with his wife and two daughters in London, England."
Labels:
africa,
profissões a memorizar
segunda-feira, março 10, 2008
aquelas profissões :: arrumador
"Depois de arrumar o carro a um quilómetro do Bessa e quando me preparava para carregar com 3 quilos de informática e outro tanto de papel e quinquilharias às costas. O arrumador recolheu a minha nota de 5 euros, deu-me 4 euros de troco e despediu-se assim: "Ok, tá feito, 75 euros, vou até ao café comer uma francesinha e beber a minha caneca enquanto vejo o jogo".
- Rendeu o dia, disse eu.
- Nem por isso. Quando a Espanha jogou aqui ganhei 250 euros numa hora, respondeu o jimbras."
por Eugénio Queirós
- Rendeu o dia, disse eu.
- Nem por isso. Quando a Espanha jogou aqui ganhei 250 euros numa hora, respondeu o jimbras."
por Eugénio Queirós
Labels:
profissões a memorizar
sexta-feira, fevereiro 29, 2008
o que é ser futurólogo?
[Alvin e Heidi Toffler têm essa profissão/missão. Será uma espécie de astrólogos? Nem por isso mas, na verdade, ambas as profissões tentam descobrir o que o futuro nos reserva, de formas e em domínios vem distintos. ]
A sociedade de massas está a caminho do fim
por João Pedro Pereira, in Público
Numa entrevista conjunta, Alvin e Heidi Toffler fazem aquilo a que estão habituados:
lançar ideias sobre o futuro. Uma das tendências é a formação de novas "e estranhas" religiões
O casal de futurólogos Alvin e Heidi Toffler esteve esta semana em Portugal, para uma conferência organizada pela Ordem dos Biólogos. A biotecnologia, disseram, vai ajudar a transformar a sociedade e a economia.
A que ponto vai a biotecnologia moldar o futuro?
Alvin Toffler: A biotecnologia é muito importante. É parte de uma quarta vaga. Mas não é a única tecnologia do futuro. Terá que ser combinada com a nanotecnologia e com a tecnologia no espaço para conseguirmos dar grandes saltos. Muitas pessoas não sabem que quando usam o multibanco, ou quando vêm televisão, estão de facto dependentes de tecnologia que está no espaço. Muitos pensam que o espaço não é importante, que é uma brincadeira, ou que é um assunto militar. Mas não é. É o início de uma parte fundamental da economia do futuro.
(...)
A biotecnologia será característica de uma quarta vaga. Isso quer dizer que já estamos na terceira vaga que descreveram no vosso livro?
A: Não. Estamos no limiar da mudança, que vai demorar provavelmente uma geração.
H: Um dos exemplos são os jornais. Os jornais estão a assistir a um declínio da publicidade, que está a ir para a Internet. Isso é um desenvolvimento típico da terceira vaga. E a transição é o que está a causar o problema. Ainda não sabemos como nos adaptar a estas mudanças.
A: Enquanto alguém que adora a imprensa e que fica coberto de tinta preta todos os dias ao pequeno almoço e que escreveu para jornais, acho triste que a imprensa vai de facto...
Há décadas a antecipar o futuro
Alvin Toffler lançou o primeiro livro em 1964
Labels:
entrevista,
jornalismo,
media,
profissões a memorizar,
tecnologia
sábado, fevereiro 16, 2008
domingo, janeiro 13, 2008
domingo, outubro 28, 2007
tenho 65. e agora?
O Público tem uma lista curiosa sobre os desejos de pessoas com mais 65 anos (se tudo correr mais ou menos bem, lá chegaremos todos), isto no Dia Mundial da Terceira Idade...
65 desejos depois dos 65
Morar em Paris, ter enfim elevador no prédio, recuperar a vista. Distracções, tempo, companhia. Pensões mais altas. Lares e viagens.
Tudo vontades dos mais velhos. Hoje é Dia Mundial da Terceira Idade
O mundo é cada vez mais deles, mas estará o mundo a contar com eles? Em Portugal há mais de um milhão e 800 mil idosos - representam já 17,3 por cento da população total, segundo as últimas estimativas (os jovens são 15,5 por cento). Bem ou mal, entram nestas contas todos os que têm 65 anos ou mais. Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística no final de Setembro, lembram que nos próximos 25 anos o número de idosos poderá mais do que duplicar o número dos que têm menos de 14 anos.
Aos 65 anos a esperança média de vida é agora de 19,8 anos para as mulheres e 16,3 para os homens. E a população com 80 anos ou mais aumentou, no país, 35 por cento entre 1990 e 2006.
Vive-se muito mais, mas nalguns casos podia viver-se muito melhor. Hoje, Dia Mundial da Terceira Idade, 65 portugueses com idades a partir dos 65 anos, na sua esmagadora maioria reformados (aqui referidos com as profissões que exerceram), dão conta do que gostariam de ver acontecer nas suas vidas. Uns mais do que outros, são todos idosos. O mundo é cada vez mais deles. E, se eles mandassem, o mundo que os rodeia seria assim:
1. "O meu maior sonho era ter uma casinha com um quintal para plantar salsa e coentros"
Joaquim Dias Diogo, 72 anos,
funcionário público
2. "A primeira coisa que fazia era aumentar as pensões. E depois dava muito carinho, muito amor... Porque os idosos são como as crianças: precisam que olhem para eles com amor"
José Barros, 84 anos,
funcionário dos CTT
3. "Multas - e pesadinhas - para quem deixa os cães sujar os passeios"
Amoroso Ferreira, 78 anos,
trabalhador portuário
4. "A única coisa de que preciso é de tempo: queria que o dia tivesse 48 horas para fazer tudo o que me pedem. Para já continuo a trabalhar, a dar conferências e a viajar. Só não consigo ver muito bem o número das portas do Terminal 2 do Aeroporto da Portela, porque os puseram em contraluz. Mas isso não é da idade: ninguém consegue"
Daniel Serrão, 80 anos, médico
e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
65 desejos depois dos 65
Morar em Paris, ter enfim elevador no prédio, recuperar a vista. Distracções, tempo, companhia. Pensões mais altas. Lares e viagens.
Tudo vontades dos mais velhos. Hoje é Dia Mundial da Terceira Idade
O mundo é cada vez mais deles, mas estará o mundo a contar com eles? Em Portugal há mais de um milhão e 800 mil idosos - representam já 17,3 por cento da população total, segundo as últimas estimativas (os jovens são 15,5 por cento). Bem ou mal, entram nestas contas todos os que têm 65 anos ou mais. Os dados mais recentes, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística no final de Setembro, lembram que nos próximos 25 anos o número de idosos poderá mais do que duplicar o número dos que têm menos de 14 anos.
Aos 65 anos a esperança média de vida é agora de 19,8 anos para as mulheres e 16,3 para os homens. E a população com 80 anos ou mais aumentou, no país, 35 por cento entre 1990 e 2006.
Vive-se muito mais, mas nalguns casos podia viver-se muito melhor. Hoje, Dia Mundial da Terceira Idade, 65 portugueses com idades a partir dos 65 anos, na sua esmagadora maioria reformados (aqui referidos com as profissões que exerceram), dão conta do que gostariam de ver acontecer nas suas vidas. Uns mais do que outros, são todos idosos. O mundo é cada vez mais deles. E, se eles mandassem, o mundo que os rodeia seria assim:
1. "O meu maior sonho era ter uma casinha com um quintal para plantar salsa e coentros"
Joaquim Dias Diogo, 72 anos,
funcionário público
2. "A primeira coisa que fazia era aumentar as pensões. E depois dava muito carinho, muito amor... Porque os idosos são como as crianças: precisam que olhem para eles com amor"
José Barros, 84 anos,
funcionário dos CTT
3. "Multas - e pesadinhas - para quem deixa os cães sujar os passeios"
Amoroso Ferreira, 78 anos,
trabalhador portuário
4. "A única coisa de que preciso é de tempo: queria que o dia tivesse 48 horas para fazer tudo o que me pedem. Para já continuo a trabalhar, a dar conferências e a viajar. Só não consigo ver muito bem o número das portas do Terminal 2 do Aeroporto da Portela, porque os puseram em contraluz. Mas isso não é da idade: ninguém consegue"
Daniel Serrão, 80 anos, médico
e membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida
Labels:
profissões a memorizar
sábado, outubro 13, 2007
paraliterário
A Profissão Dominante
Meu Deus como eu sou paraliterário
à quinta-feira véspera do jornal
nadando em papel como num aquário
ejectando a minha bolha pontual
de prosa tirada do receituário
onde aprendi o cozido nacional
do boçal fingido o lapidário
- fora algum deslize gramatical-
receio que me chamem extraordinário
quando esta é uma prática trivial
roçando mesmo o parasitário
meu Deus dá-me a tua ajuda semanal
Labels:
poesia,
profissões a memorizar
sexta-feira, setembro 07, 2007
to be or not to be a jornalist *
À chegada à profissão de jornalistas, os jovens ou menos jovens que se estreiam na classe deveriam ser avisados do seguinte:
- Caro iniciante, para poderes ser jornalista há uma coisa que tens de obrigatoriamente fazer, cumprir e saber (apenas uma), tens de pagar uma módica quantia todos os anos à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
- Mas qual é o objectivo da Comissão? Ajuda os jornalistas?
- Não, nada disso, não diga babusices. A Comissão serve para receber o dinheiro, acima de tudo, e depois passar uma carteira que é uma espécie de recibo, em como o jornalista pagou.
- Mas porque é que eu tenho de pagar para exercer uma profissão?
- Não faça perguntas tolas iniciante! A resposta é óbvia: porque agora está na lei e é mesmo obrigatório pagar, não fazer perguntas! Agora, passe para cá os papéis preenchidos e o dinheirinho e tenha um bom dia.
* O título deste post é em homenagem ao professor Nélson Traquina, o homem que sabe falar e ensinar jornalês - a língua dos jornalistas
- Caro iniciante, para poderes ser jornalista há uma coisa que tens de obrigatoriamente fazer, cumprir e saber (apenas uma), tens de pagar uma módica quantia todos os anos à Comissão da Carteira Profissional de Jornalista.
- Mas qual é o objectivo da Comissão? Ajuda os jornalistas?
- Não, nada disso, não diga babusices. A Comissão serve para receber o dinheiro, acima de tudo, e depois passar uma carteira que é uma espécie de recibo, em como o jornalista pagou.
- Mas porque é que eu tenho de pagar para exercer uma profissão?
- Não faça perguntas tolas iniciante! A resposta é óbvia: porque agora está na lei e é mesmo obrigatório pagar, não fazer perguntas! Agora, passe para cá os papéis preenchidos e o dinheirinho e tenha um bom dia.
* O título deste post é em homenagem ao professor Nélson Traquina, o homem que sabe falar e ensinar jornalês - a língua dos jornalistas
Labels:
jornalismo,
profissões a memorizar
sábado, dezembro 17, 2005
old professions
SIC emite no 'Jornal da Noite' 'Trabalhadores do Sexo Uni-vos'
A reportagem SIC de hoje intitula-se Trabalhadores do Sexo Uni--vos, e pretende abordar se será o movimento sindical a solução para os problemas ligados à mais antiga e mais maldita profissão do mundo. Um trabalho de Miriam Alves, transmitido a partir da 20.00, durante o Jornal da Noite, na SIC.Em Trabalhadores do Sexo Uni--vos a jornalista dá a palavra a profissionais do sexo sindicalizados, que desmontam o discurso habitual sobre o negócio do sexo. O objectivo desta reportagem passa por deslocar o debate sobre o trabalho sexual do quadro moral para o quadro laboral, tendo como personagem principal Ana Lopes, uma antropóloga portuguesa que levou o sindicalismo ao mundo desconhecido e subterrâneo do trabalho sexual. Ana Lopes fez do seu projecto de doutoramento uma proposta de investigação/acção e assumiu-se como catalisadora de um processo pioneiro no Reino Unido e na Europa. Ou seja, a conquista de representação sindical para os trabalhadores da imensa indústria do sexo.
Labels:
profissões a memorizar
domingo, outubro 23, 2005
notas a correr
[Procura-se: especialista de tipografia, que queira montar uma máquina de notas falsas. Ofere-ce 50% dos ganhos. Tudo com a máxima confidencialidade. Ganhos semelhantes ao Euromilhões. Mais informações ligar para 112, pedir para falar com responsável departamento de notas falsas da PJ.
Porque será que nenhum Estado se lembrou ainda de fabricar dinheiro falso. Agora que temos os Euros, não teria de ser propriamente falso, visto que se fabricam euros em Portugal. Bastaria o Estado português criar uma Casa da Moeda secreta e paralela à existente, e depois fazer uma pequena lavagem de dinheiro em Espanha, França, Alemanha, Suíça, Málaga, Bélgica, Holanda, tudo num sistema controlado e disseminado, para não levantar suspeitas. Seria uma forma fantástica de reduzir o défice, aumentar os salários ao nível europeu e ainda baixar considerávelmente os impostos. O que é que o Sócrates pensa que os outros grandes países europeus fazem???
Engraçado, sem ter graça nenhuma, como aquilo pelo qual a maior parte de nós luta durante tantos meses, tantos anos na sua profissão é pelo dinheiro que ela dá, as notas e moedas que nos permitem comprar coisas, independentemente de fazermos aquilo que gostamos ou não, o dinheiro, bocados de papel e metal, são o nosso pão para a boca, água (menos a dos rios), fruta, bolos, cama, luz... (menos a do sol). ]
Milhões de notas falsas em circulação
São mais de nove mil milhões as notas de banco falsas, diz o director da Europol
Estão em circulação pelo mundo cerca nove mil milhões de notas falsas, com o dólar e o euro a encabeçarem o papel de divisas mais contrafeitas. Mas a moeda da União Europeia (UE) é agora a mais apetecível para os falsificadores, revelou na sexta-feira o director da Europol Max-Peter Ratzel durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian sobre "Investigação Criminal no Contexto Internacional", integrada nas comemorações do 60.º aniversário da Polícia Judiciária. O director da Interpol, Ronald Noble, acrescentou que estão em circulação mais de 15 milhões de passaportes falsos, avisando que os Estados de direito mostram-se incapazes de acompanhar a "velocidade" dos criminosos.
Em 2004 foram apreendidas na UE apenas 850 mil notas de banco falsas, 40% das quais pelas autoridades policiais. Mas a preocupação centra-se nos mais de nove mil milhões em circulação. "É uma actividade de baixo risco e de altos rendimentos", disse Max-Peter Ratzel, dando conta do encerramento, no ano passado, de uma tipografia na Holanda. Segundo este responsável, o combate contra a contrafacção de moeda é, actualmente, um dos maiores desafios para as polícias da UE.
Porque será que nenhum Estado se lembrou ainda de fabricar dinheiro falso. Agora que temos os Euros, não teria de ser propriamente falso, visto que se fabricam euros em Portugal. Bastaria o Estado português criar uma Casa da Moeda secreta e paralela à existente, e depois fazer uma pequena lavagem de dinheiro em Espanha, França, Alemanha, Suíça, Málaga, Bélgica, Holanda, tudo num sistema controlado e disseminado, para não levantar suspeitas. Seria uma forma fantástica de reduzir o défice, aumentar os salários ao nível europeu e ainda baixar considerávelmente os impostos. O que é que o Sócrates pensa que os outros grandes países europeus fazem???
Engraçado, sem ter graça nenhuma, como aquilo pelo qual a maior parte de nós luta durante tantos meses, tantos anos na sua profissão é pelo dinheiro que ela dá, as notas e moedas que nos permitem comprar coisas, independentemente de fazermos aquilo que gostamos ou não, o dinheiro, bocados de papel e metal, são o nosso pão para a boca, água (menos a dos rios), fruta, bolos, cama, luz... (menos a do sol). ]
Milhões de notas falsas em circulação
São mais de nove mil milhões as notas de banco falsas, diz o director da Europol
Estão em circulação pelo mundo cerca nove mil milhões de notas falsas, com o dólar e o euro a encabeçarem o papel de divisas mais contrafeitas. Mas a moeda da União Europeia (UE) é agora a mais apetecível para os falsificadores, revelou na sexta-feira o director da Europol Max-Peter Ratzel durante uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian sobre "Investigação Criminal no Contexto Internacional", integrada nas comemorações do 60.º aniversário da Polícia Judiciária. O director da Interpol, Ronald Noble, acrescentou que estão em circulação mais de 15 milhões de passaportes falsos, avisando que os Estados de direito mostram-se incapazes de acompanhar a "velocidade" dos criminosos.
Em 2004 foram apreendidas na UE apenas 850 mil notas de banco falsas, 40% das quais pelas autoridades policiais. Mas a preocupação centra-se nos mais de nove mil milhões em circulação. "É uma actividade de baixo risco e de altos rendimentos", disse Max-Peter Ratzel, dando conta do encerramento, no ano passado, de uma tipografia na Holanda. Segundo este responsável, o combate contra a contrafacção de moeda é, actualmente, um dos maiores desafios para as polícias da UE.
Labels:
profissões a memorizar,
será?
segunda-feira, julho 04, 2005
aviação apetecível
Voar com a TAP sem sair do Museu da Cidade
Descobrem-se as profissões ligadas à aviação, apertam-se os cintos de segurança e pilotam-se aviões...
Foi a pensar nas famílias que não querem passar o Verão numa praia cheia de gente e que procuram formas de lazer alternativas que a TAP e o Museu da Cidade organizaram uma série de actividades até ao fim de Agosto. Mediante marcação prévia, os fins-de-semana podem ser passados a pilotar virtualmente um Dakota, o primeiro avião da TAP, a construir modelos em origami ou a falar com os profissionais da aviação.
"A procura das actividades foi tal que os horários se estenderam também às sextas-feiras, destinadas às ATL (Actividades de Tempos Livres) ou a grupos organizados de crianças", explica Helena Roxo, do Serviço Educativo da TAP. A enquadrar todo este programa há uma exposição comemorativa dos 60 anos da Transportadora Aérea Portuguesa, no Pavilhão Preto do Museu da Cidade. Desde 1 de Abril, a exposição já recebeu 9500 pessoas.
As actividades dirigidas aos mais pequenos dividem-se em dois grupos um relacionado com as profissões, em que as crianças têm uma pequena conversa com um mecânico, um piloto, um assistente de bordo ou uma hospedeira. "O mecânico mostra a sua mala de ferramentas, o piloto os manuais... Cada profissional vem devidamente fardado e traz consigo os objectos pessoais que leva sempre consigo", resume a responsável. Para que as crianças percebam que "andar de avião" não é só passear e que às vezes custa estar sempre longe de casa, há na exposição um objecto curioso: um pequeno urso de peluche que acompanhava as viagens do piloto Benjamim de Almeida, nos anos 40.
O outro tipo de actividades é mais prático, apelando à participação das crianças. "Como voam os aviões" e "Apertem os cintos de segurança" são ateliers dirigidos à faixa etária entre os sete e os 12 anos, em que se constroem modelos em balsa e cartolina ou em origami e onde se aprende também a mímica utilizada nas instruções de salvamento.
No entanto, a actividade mais procurada, pelo menos pelos rapazes, parece ser a pilotagem virtual de alguns modelos históricos da TAP. Entre eles, o Dakota, o Caravelle, o Boeing 747, o Lockheed Tri-Star e o Airbus A340, o maior de todos os aviões da TAP. "A partir dos nove ou dez anos, algumas crianças já sabem distinguir os modelos", assegura Helena Roxo. As emoções fortes da pilotagem são orientadas por um instrutor sempre aos sábados à tarde, mas o João Pedro, de sete anos, quis experimentar mesmo sozinho, dirigindo-se ao joy stick da exposição. Ser piloto é uma das seis profissões que este rapaz - que "só" andou de avião três vezes na vida, mas que gostou muito - quer ser quando for grande.
ver mais in DN, por Ana César Costa
Labels:
profissões a memorizar
segunda-feira, abril 18, 2005
exército dá trabalho
Exército alicia jovens com garantia de bom emprego
"Procuramos jovens dinâmicos, com espírito de aventura e que pretendam uma experiência profissional diferente. Oferecemos: remuneração compatível com o posto e função, apoio social e ainda um conjunto de incentivos capazes de assegurarem futuro profissional." É com publicidades como esta que o Exército português procura atrair jovens entre os 18 e os 24 anos para as suas fileiras e preencher os seus quadros, após o fim do Serviço Militar Obrigatório (SMO) em Novembro do ano passado.
Ao longo de 2005 serão realizadas mais de mil actividades de promoção da carreira militar como uma profissão de futuro. É a luta pelo recrutamento de praças e a mensagem para os jovens é que vejam a tropa como "um emprego seguro e com condições apetecíveis".
Os alvos poderão ser confrontados com a oferta militar em diversos locais escolas, certames de emprego, feiras regionais (em especial nos distritos do interior), publicidade na comunicação social e até acções em centros comerciais e, no Verão, nas praias. O Exército assume-se com uma fonte de emprego e afiança que tem obtido receptividade, ancorada na crise que deixa muitos jovens sem mercado de trabalho. Para muitos, a carreira militar é uma porta para fugir ao desemprego.
Com uma banca atractiva, com projecção de imagens e informação tratada como marketing, dois sargentos passaram cinco dias no Shopping Bom Sucesso, em pleno centro do Porto. A zona comercial onde o Exército se instalou não era a melhor. Junto ao supermercado, a maioria das pessoas que passavam eram mulheres e homens com idade fora dos requisitos. Tal não significa tempo perdido.
São os pais ou familiares mais velhos que se interessam e pedem informações. Maria Marques, 50 anos, portuense, foi uma das interessadas. "Vi isto e pensei que pode ser uma oportunidade de emprego. Tenho uma amiga com dois filhos, ambos com formação superior, desempregados. Não conseguem nada e resolvi levar estes folhetos. Pode ser uma saída profissional. Pelo menos, por agora", disse ao DN.
Esta explicação é a mais comum entre os interessados. Existem duas vias de recrutamento um ano em regime de voluntariado, ou seis anos em regime de contrato, com cada escalão a ter duração de dois anos. A remuneração oferecida a um soldado é de 582, 90 euros, após ter efectuado as cinco semanas de instrução básica, em que recebe 176,21 euros, e a instrução na especialidade.
(...)
Para tal, a política de recursos humanos foi alterada, porque agora "o Exército tem de ir ao mercado de trabalho concorrendo com o mundo empresarial". Mas o benefício com a crise de emprego não é assumido. "Essa é uma forma enviesada de ver as coisas. As condições de mercado são as existentes. Se mudarem, vamos ver o que acontece", responde o oficial.
Entre os militares, prefere-se sublinhar que "as condições são apetecíveis". Muitos jovens alimentam o desejo de integrar uma missão no estrangeiro (aliciados por mais altos vencimentos), a segurança no posto de trabalho, o ordenado "certo, sem falhas", a hipótese de completar os estudos e a possibilidade de integrar as forças de segurança. Hoje a GNR tem o Exército como exclusiva fonte de ingresso. Curiosamente, para os novos praças o quadro do Exército só reserva uma quota de 30 por cento. --- in DN
Labels:
profissões a memorizar
terça-feira, março 08, 2005
mulheres jornalistas
Redacções têm mais mulheres mas poucas em lugares de chefia
Por Carlos Pessoa - Público
A imprensa de referência dá espaço a temas que as redacções mais "masculinas" não tratam.
O número de mulheres nas redacções dos media aumentou 20 por cento nas duas últimas décadas, representando cerca de 39 por cento dos jornalistas com carteira profissional. "É um sinal muito positivo numa luta pela democracia genuína na sociedade em geral e nas instituições dos media em particular", afirma Maria João Silveirinha, professora do Instituto de Estudos Jornalísticos da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, num artigo publicado na última edição da revista Media & Jornalismo (Outono-Inverno 2004). A má notícia é que essa realidade não significa que "partilhem os mesmos direitos e as mesmas responsabilidades", sobretudo nos lugares de chefia. Além disso, afirma a investigadora, "a presença das mulheres na produção dos textos mediáticos (tal como na sua audiência e no seu conteúdo)" também dificilmente faz "a diferença que as mulheres há muito reclamam".
"O jornalismo trabalha sobre a realidade social. Se esta é desigual e hierarquizada do ponto de vista da mulher, a jornalista não pode deixar de ser confrontada com isso", declarou ao PÚBLICO. Dá um exemplo: em Portugal, há poucas mulheres na política, realidade que a jornalista dificilmente pode mudar de forma directa. No entanto, está sempre ao seu alcance "ouvir mais mulheres, procurando outras fontes de informação fora dos habituais centros de decisão".
O fenómeno da "feminização" e da "juvenilização" do jornalismo - consequência directa da evolução das mulheres para crescentes níveis de escolarização ao nível superior - levou os mais optimistas a acreditarem que o trabalho das mulheres nos media contribuiu para "uma redução dos problemas de representação que muitas mensagens mediáticas colocam". Maria João Silveirinha discorda: "Se analisarmos uma notícia, muito dificilmente vemos se ela é escrita por um homem ou por uma mulher." Para esta situação concorrem dois factores: a objectividade imposta à prática jornalística, e a rotina profissional, traduzida na selecção das notícias e na escolha das fontes ouvidas para a respectiva construção. Tudo somado, escreve a articulista, "a abordagem "objectiva" à profissão leva as mulheres jornalistas a interiorizarem um conjunto de regras como próprias da profissão: o que é importante é a informação oferecida e não está em causa alguma eventual perspectiva de género sobre essa informação".
Perante estas condicionantes, o que pode fazer uma mulher jornalista? "Depende dos projectos editoriais", responde Maria João Silveirinha. "A imprensa de referência - é o caso do PÚBLICO - dá espaço às mulheres para elas tratarem certos temas que as redacções mais "masculinas" não tratam". Mas, adverte, "não se pode exigir às mulheres que elas, só por si, façam a situação mudar, pois a sua participação no jornalismo faz parte de um processo mais vasto de participação das mulheres na vida colectiva".
in Público
Labels:
jornalismo,
profissões a memorizar
Subscrever:
Mensagens (Atom)
