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segunda-feira, novembro 16, 2015

o fascínio por ilhas remotas

"I imagined my island as and idyllic place, a utopia. My dream promised that if this perfect place could be found, it would be possible to start afresh and do everything differently, far from the pressures of the mainland. It would be a place to find peace, the find oneself, and to finally be able to concentrate on the essentials again." 


Atlas of Remote Islands, Judith Schalansky. 

Fifth Islands I have not visited and never will. 


sábado, maio 15, 2010

à cagadinha

Mais uma ida à Feira do Livro e trago na bagagem dois dicionários, um do Calão, outro do Nome das Terras, no grupo ainda vem um romance de grande volume de Susanna Clarke.

O do Calão interessa-me sobremaneira. Porquê?

À barba longa - Sem olhar a despesas, sobretudo quando é outrem a pagar [comer à barba longa]

À cagadinha - Aos poucos; a pouco e pouco [o mesmo que às mijinhas; aos soluços; aos bochechos; às pinguinhas]

Bóias - Mamas.

sexta-feira, agosto 28, 2009

aquelas frases

"O ser humano inventou Deus e depois escravizou-se a Ele"
José Saramago, ao Público


sábado, agosto 22, 2009

mr. palin e os livros

"You don’t need to plug a book in, charge it up or replace the batteries". "You can pick one up anywhere in the world and simply open the pages."

Michael Palin, sobre as novas tecnologias e os livros (o que diria a Isabel Coutinho sobre isto?)


quarta-feira, julho 29, 2009

in kerouac we trusted



"The air was soft, the stars so fine, the promise of every cobbled alley so great, that I thought I was in a dream."

- Jack Kerouac, On the Road, Part 1, Ch. 7



domingo, julho 12, 2009

leituras sábias

O que lêem os grandes autores, como Aldous Huxley? O El País explica.


domingo, julho 05, 2009

viajar com um livro na mão

Viajar pode assumir muitas formas. Desde que o livro Código Da Vinci atingiu um sucesso planetário, que se iniciaram rumarias aos locais descritos no livro. Longe do mediatismo desse livro, existem outras viagens literárias disponíveis e bem interessantes. O jornal Telegraph dá conta de algumas disponíveis no Reino Unido e com autores britânicos.

Great British literary walks

Great British literary walks


We follow in the footsteps of the bards along the best literary trails in Britain.
WILLIAM BLAKE - Central London
Reading Blake by Peter Ackroyd (Vintage, £9.99)
Distance 2.5 miles

segunda-feira, março 30, 2009

história de portugal fora dos livros escolares

Os Homens Bons. Basicamente era uma espécie de organização nas aldeias, ao estilo de uma junta de freguesia actual, que já existia na zona de Portugal na altura em que os cristãos locais viviam sob o jugo árabe, antes do ano 1000.

Os árabes não impunham a sua crença aos cristãos locais e havia um acordo tácito para todos conviverem em harmonia.
Os muçulmanos que controlaram a Ibéria, e fizeram dela um pólo de desenvolvimento eram muito pouco extremistas e os cristãos que ficaram preferiam viver sob o seu jugo do que sob o comando dos bispos e padres, autênticos senhores feudais e ditadores.
Os portugueses, liderados por Afonso Henriques, só conseguiram conquistar Lisboa aos Mouros graças às tropas cristãs vindas da zona da Grã-Bretanha, França e Alemanha. Muitas semanas depois de batalha para tentar ocupar Lisboa, os soldados violaram, roubaram, mataram (incluindo cristãos que viviam do lado muçulmano) os habitantes. O saque pertencia-lhes, tinha sido esse o acordo com Afonso Henriques. Portugal ficou com a cidade.


Dados lidos no livro The First Global Village - How Portugal Changed the World, de Martin Page (conhecer o senhor Page aqui e aqui).




sexta-feira, fevereiro 13, 2009

biblioteca florestal

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Imagens que deslumbram.






segunda-feira, dezembro 29, 2008

compras em londres

Em Londres, onde sempre ouvi que tudo é mais caro do que por cá, encontrei livros bem mais baratos do que em Portugal, mas também DVD's e afins. Com a desvalorização da libra ficou mais barato comprar coisas em Inglaterra, o que é de aproveitar! Basicamente, o périplo que se segue começou em Portobello Road (Notthing Hill) e passou ainda por Oxford Street e Picadilly Circus.






Numa pequena livraria curiosa de Portobello Road. Foi uma visita muito breve (havia pressa), pelo que só comprei um livro de poemas de William Blake (por duas libras!).



Este já é o périplo por Picadilly Circus, na loja Zavvi (uma espécie de Fnac), onde encontrei belos achados. O primeiro é a série completa dos Friends, as 10 temporadas por 49,99 libras (que são uns 55 euros, nos dias que correm) - na Amazon é mais caro, e sem incluir portes!



Haviam várias coisas sobre o malogrado Heth Ledger. Para além de livros sobre o actor australiano, havia ainda t-shirts (por 10 libras) com a cara da personagem Joker, do filme The Dark Knight.


Mais uma série completa, agora o Sexo e a Cidade (as seis temporadas), também por 49,99 libras).


Uma pechincha, o livro do polémico comediante britânico (que participou no filme que me levou a Londres e a quem consegui meter, na conferência de imprensa, uma pergunta semi-provocatória) Russell Brand.




Esta calhamaço enorme dos Sopranos (uma boa prenda para ti, Cláudio, mas já não havia espaço na mala... - algo que evitou que comprasse algumas coisas), cheio de fotos e afins de todas as temporadas, por cá nunca custaria menos de 35 euros, lá custa 7 libras!



Álbum dos Dwarves, por 10 libras.



Mais um calhamaço, agora do Elvis. Em Portugal estes livros grandes e muito ilustrados com fotos atingem preços exorbitantes. Por lá encontrei este bem grande por 12 libras (ou seja, o preço de um livro pequenito e barato por cá).




Um postal londrino bem irónico! Adorei. 2 libras. Não comprei.






Livros biográficos sobre John Lennon, os Beatles e os Rolling Stones, todos por 8 libras.




O Monopólio, por lá, tem edições de tudo e mais alguma coisa. Vi esta do Tottenham, não encontrei do Chelsea, do Fulham ou do Arsenal.



Existia um autêntico reino de T-shirts numa das paredes da loja. Encontrei esta do Borat, mas também de bandas como os Guns, Led Zeppelin...








Encontrei ainda preciosidades autênticas como esta t-shirt dos Thundercats e a dos Goonies (que não resisti e comprei!)








Esta é do Joker do novo Batman... tive mesmo para comprar... (1o libras)




Dos Beatles.



O jogo do Top Gear! 30 libras.



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Lobo Antunes: "Livros em Portugal são indecentemente caros"
O escritor António Lobo Antunes considerou sábado no Porto que os livros em Portugal são "indecentemente caros", referindo que "há países com maior poder de compra onde são muito mais baratos", como Alemanha, Holanda e Noruega.

sexta-feira, novembro 21, 2008

adeus à byblos...

[byblos.bmp]


Quando o passo é maior do que a perna acontece isto: Byblos, a maior livraria do país, fecha antes de cumprir um ano.


quarta-feira, outubro 01, 2008

how portugal changed the world




Estou a ler o livro The First Global Village: How Portugal Changed the World, do jornalista britânico Michael Page e está-se a revelar uma leitura de tal forma entusiasmante que não consigo parar de ler assim que começo. Nem que fique até altas horas de madrugada acordado, é impossível ficar indiferente e não continuar a ler até ao fim do capítulo este relato bem escrito sobre os portugueses e o local onde Portugal foi edificado.
Já li bastante e só agora cheguei à parte sobre a ocupação árabe da Península Ibérica... D. Afonso Henriques ainda nem sequer era um projecto de embrião, quanto mais querer revoltar-se contra a mãe e fundar Portugal. É curioso verificar as diferentes influências que ficaram dos povos que passaram por cá...
Na verdade, os Lusitanos eram os habitantes iniciais. O "povo" deste canto da Ibéria, mesmo depois dos romanos terem destruido a organização lusitana, manteve-se sempre mais próxima desse génese Lusitana. Após a ocupação romana (os romanos foram, ao que se sabe, expulsos pelos próprios habitantes após muitos abusos) a Ibéria acabou por passar a não ter um governo definido, era o cristianismo / catolicismo que governava a maior parte das povoações. Depois chegaram os Visigodos, vindos da germânia, que tentaram dividir o governo da península com os católicos, mas pouco depois chegou a ocupação árabe, que perdurou na zona de Portugal por 400 anos e na zona do sul de Espanha por mais 250. No entanto, foi uma ocupação que satisfez a maioria dos habitantes da zona de Portugal, porque lhes dava mais liberdade. A ocupação árabe foi mais económica do que religiosa e rigída, o que lhes permitiu ficar tanto tempo nesta zona.



terça-feira, setembro 16, 2008

saramago estreou-se nos blogues



Pode ter 85 anos, ter estado às portas da morte recentemente e ser um escritor de créditos firmados e que pouco tem a acrescentar à sua longa carreira, mas José Saramago lançou-se no mundo dos blogs. Parece-me uma iniciativa brilhante, aliciante e arrojada. Parabéns. Uma série televisiva recente chamada Californication e que retrata um escritor chamado Hank Moody (interpretado por David Duchovny) mostra essa mesma tendência. O escritor a atravessar um momento de pouca inspiração mostra o seu talento quando lhe sugerem que escreva num blogue.




quarta-feira, agosto 27, 2008

long john silver

"Uma vida que não continue após a morte, de um ou outro modo, através da imprensa ou na boca do povo, é caca de mosca. Ou o orvalho que se evaporou."

Cavaleiro da sorte (vulgo pirata), de seu nome Long John Silver, no livro de Björn Larsson, Long John Silver.




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"Um capitão pode ser destituído, mas ninguém destitui John Silver."
idem



sábado, julho 05, 2008

a luta dele :: as palavras que ficam





Curioso como o livro Mein Kampf, de Adolf Hitler, tem páginas e páginas introdutórias, antes de entrar no discurso directo de Hitler. Mais curioso é ver um livro sobre o amor entre Eva Braun e Hitler, intitulado A Vida Perdida de Eva Braun, de Angela Lambert. A capa é uma foto caseira do casal. O que diria Eva às torturas e perseguições perpetradas pelo seu Adolf? Concordaria com elas? Digamos que estou a ficar bastante interessado no tema.

Nem de propósito: Homem corta cabeça de figura de cera de Hitler




Os livros (dinheiro gasto) mais recentes são (o último já há muito tempo que queria comprar):

Os Templários, Barbara Frale
The First Global Village - How Portugal Changed The World, de Martin Page
(aqui fica o obituário do autor: Obituary: Martin Page Media The Guardian)





sexta-feira, junho 20, 2008

afinal nem todos somos apanhados pelo 'segredozinho'

[Se eu desejar muito, pedir muito, acreditar muito, que o senhor Bob Proctor vai transferir 90 % da sua fortuna para a minha conta pessoal será que isso vai acontecer? Era bom que sim!]



Bob Proctor esteve em Lisboa a ensinar a ser rico
Pensar positivo, acreditar nas capacidades pessoais, saber rodear-se das pessoas certas.
Dicas de um dos mestres d’O Segredo que, afinal, não conseguiu encher o Pavilhão Atlântico
"Se eu desejar muito o meu SMS aparece no ecrã? Obrigada pela fantástica experiência." Foi a mensagem que Tânia Marechão, 24 anos, a trabalhar num rent-a-car, enviou por SMS durante a conferência O Segredo em Portugal, que aconteceu na quarta-feira à noite no Pavilhão Atlântico, em Lisboa.
Segundo a organização, mais de 6500 pessoas compraram bilhetes, que variavam entre os 30 e os 60 euros (o pavilhão tem tem uma capacidade permanente entre 8000 e 10700 lugares, dados da Parque Expo), para durante quatro horas e meia ouvir Bob Proctor, um dos "mestres" que participou no livro e no filme O Segredo, de Rhonda Byrne, bestseller mundial de auto-ajuda que em Portugal vendeu 350 mil exemplares.
Mas a estrela desta conferência, que trouxe a Lisboa pessoas de todo o país, não conseguiu encher o pavilhão nem evitar que muitos o abandonassem antes do fim. Rita Mendes, apresentadora de televisão, foi a anfitriã, o "motivador pessoal" Adelino Cunha foi o orador da primeira parte, seguido de Bob Proctor e, no final, houve perguntas da assistência.
A mensagem de O Segredo é "Peça, acredite, receba. Você pode ter tudo aquilo que deseja" e, por isso, como seria de esperar, o SMS de Tânia apareceu no gigantesco ecrã do Pavilhão Atlântico: foi a última das dez "melhores" perguntas escolhidas entre as "mais de cinco páginas" que a organização recebeu.

quarta-feira, maio 28, 2008

feira do livro de lisboa :: hoje















by seremot

quarta-feira, maio 14, 2008

depois da américa, a austrália?

Portugueses descobriram a Austrália? Uma dúvida curiosa e histórica.



Debate a propósito do livro "Para Além de Capricórnio"
“Os portugueses estiveram na Austrália; os ingleses descobriram-na”
Há onze anos, João Oliveira e Costa foi à Austrália em trabalho. Querendo avaliar as necessidades da comunidade portuguesa instalada nos nossos antípodas, o historiador da Universidade de Lisboa resolveu perguntar aos compatriotas o que é que eles precisavam. “Equipamentos de mergulho”, responderam. “Porquê?”, terá perguntado. “Queremos ir buscar ao fundo do mar as provas de que os portugueses foram os primeiros a chegar cá”, responderam eles.

quinta-feira, abril 10, 2008

estórias de uma crónica a pedido

"No dia 23 de Março de 1996 foram publicadas as primeiras CIBER-ESCRITAS no suplemento do PÚBLICO, Leituras & Sons. A crónica foi-me pedida pelo meu editor na altura, Torcato Sepúlveda. Ele já tinha o nome da dita coluna, eu só teria que inventar o conteúdo.
O nome, contou-me na altura, tinha-lhe sido sugerido por
Francisco José Viegas, director da revista Ler. Ficaram CIBER-ESCRITAS para sempre."


Isabel Coutinho conta como foi criada a crónica que escreve desde 1996 no Público sobre livros no novo blog Ciberescritas

sábado, abril 05, 2008

dentistas da nossa vida

Duvido muito que existam muitas pessoas neste planeta que vão ao dentista e levam para ler Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant. Eu fui. Hoje. Não tinha comigo o habitual livro do dentistas, um sobre piratas, então recorri ao já lido (para a escola) vernáculo de Kant. Poderia dizer que foi para me preparar para a dor do dentista, provocando antecipadamente outra dor, mas não. Foi mais por curiosidade, para relembrar porque é que achei o livro filosófico de Kant tão difícil de entender e ler no secundário. Para ser sincero quase não preciso de lê-lo novamente, tal é a quantidade brutal de notas à volta do texto que fiz.

Uma coisa parece-me certa, Kant não era normal, mas eu também não sou muito normal por levar aquele pequeno livro para a sala de espera do dentista. Para a próxima dou a espreitadela pela Caras e afins.