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domingo, março 01, 2009

granado explica o duro fim do rocky

O António Granado comenta (e revela ter muito jeito para a coisa, nota-se que é professor) e mostra este vídeo impressionante sobre o fim do jornal Rocky Mountain News, um jornal prestes a comemorar o 150º aniversário, repleto de prémios recentes e dinamismo tecnológico, sediado no Colorado. Foi um fim triste e lamentável que dá, e muito, que pensar que futuro espera os jornais em geral. Um mau sinal, portanto. E mais um indício que me faz desejar por organizações sem fins lucrativos para lideraram jornais.




Final Edition from Matthew Roberts on Vimeo.

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

tvindependente24 por 24


Ainda não vi com pormenor o novo canal TVI24. Uns minutos não dão para avaliar coisa nenhuma, só tenho acompanhado os comentários via Twitter. Ainda assim faz-me particular confusão como é que num país como o nosso, de brandos costumes e sem uma carga noticiosa muito grande, possam subsistir 3 canais a passarem notícias 24 horas por dia. Vão todos repetir as mesmas notícias? Não me parece propriamente, ainda assim é um abuso...


TVI24 em 8.º lugar

O novo canal de notícias TVI24 foi visto por uma média de 22.700 espectadores nas cinco primeiras horas de existência, tendo sido o 8.º canal mais visto em Portugal, segundo a Marktest. À frente do canal em estreia ficaram a SIC Notícias, que liderou as preferências do cabo com 4,1% de share, ou seja, uma média de 48.200 pessoas, e os canais de séries AXN e Fox.

domingo, fevereiro 15, 2009

tem dias e alturas



"El periodismo es un oficio cruel."


Eugenio Scalfari, in El Pais

segunda-feira, janeiro 05, 2009

mec todos os dias

E a grande notícia ali para os lados da Rua Viriato, a abrir o ano em grande, é:
Miguel Esteves Cardoso é o novo cronista do Público, todos os dias!


Como é só para assinantes, deixo a primeira crónica completa aqui:

Tu não nos morras
05.01.2009, Miguel Esteves Cardoso
Quando eu era ainda mais novo do que sou hoje, julgava que os velhos do Beckett eram personagens abstractos. Se tinham cabelo branco até à cintura, cabeças caídas e passos vagarosos era porque Beckett imaginara-os assim.
Agora vejo que não era por isso que são universais. Era por serem mesmo velhos: os velhos que, se tivermos sorte, muitos de nós ainda havemos de ser. A morte da senhora de 115 anos, Maria de Jesus, não deve ter sido boa notícia para Augusto Moreira. Este era uns bons três anos mais novo. Mas agora, com os mesmos 112 que tinha, passou a ser o mais velho de Portugal.
Em contrapartida, nós os mais novitos - toda a população - adoramos estas histórias. Fazem-nos sentir jovens. Dão-nos esperança de chegar, vá lá, aos 90. Então se o "segredo" é um vício, deliramos. O do Sr. Moreira é um cálice de Porto por dia. Que nós logo convertemos, em termos etários, para nosso próprio consumo, para uma garrafa de tinto.
O Sr.Moreira não é perfeito: não fuma. Mas come "sopas fortes". De resto, como contou Ana Cristina Pereira no PÚBLICO de ontem, "quase não anda, quase não ouve, quase não vê, quase não fala." No entanto, na noite de sexta para sábado, chamou muitas vezes pela filha. Que queria ele? "Quero uma saia", respondeu ele uma vez. E, doutra: "Quero debulhar milho." Tenho de reler Beckett. Se calhar não era tão bom como eu pensava.

domingo, janeiro 04, 2009

quando a arbitragem passa a ser o mais importante *

João Lopes, para além de um crítico de cinema exímio e de uma contemporaneidade impressionante, tem ainda o dom da análise social justa e em perspectiva daquilo que o rodeia. É um dom que tem tudo a ver com a foto inicial desde blogue, onde é possível ver o planeta Terra de fora, na perspectiva da Lua. Exemplo disso é esta análise sobre o mediatismo exagerado que uma decisão errada (na minha opinião) do árbitro mais frontal em Portugal, Pedro Henriques, num jogo com o Benfica deu durante mais de 15 dias.


"
Durante vários dias, um golo anulado ao Benfica no jogo com o Nacional foi tema insistente nos espaços desportivos das televisões, a começar pelos jornais das oito da noite. Resultado: a informação transformada em depressão colectiva.
(...)
Entre alarmismo e catastrofismo, há sempre quem consiga ver um sintoma de conspiração em tudo o que mexa. Por vezes, há mesmo um belicismo que justifica a pergunta: que é feito do prazer do jogo pelo jogo?
(...)
Que pedagogia mediática e social se está a exercer cada vez que se transforma uma decisão de um árbitro em pretexto para uma guerra de acusações e insinuações?"
João Lopes, in Sound + Vision


* O facto do campeonato português ter estado interrompido durante tanto tempo fez com que o último jogo do lamentável interregno de Inverno fosse o único que ficasse na memória durante tanto tempo...


segunda-feira, dezembro 29, 2008

jornais ainda com menos dinheiro




Os anúncios da administração pública vão deixar de ser obrigatoriamente publicados na imprensa, segundo um decreto-lei que o Governo está a ultimar e a que o PÚBLICO teve acesso. O Estado deverá poupar mais de dez milhões de euros por ano, mas a decisão é encarada com apreensão pelas empresas jornalísticas.

sábado, novembro 22, 2008

o instrumento real à distância de um arbusto




Ser figura pública é não ter descanso, mesmo num dos actos mais naturais da natureza. O príncipe William, numa estadia na África do Sul onde fazia trabalho de solidariedade e num dos campos onde estava, aproveitou para fazer uma mijinha. Por entre os arbustos, claro, estava um paparazzo que não perdeu a oportunidade de fotografar o instrumento real. Para satisfazer a curiosidade de paparazzis e compradores de revistas cor de rosa, todas as figuras públicas deveriam fazer uma colecção de nús assim que ganham fama, para não haver tanto assédio no resto das suas vidas.



sábado, setembro 20, 2008

o que a tsf faz é notícia neste estaminé *




É já esta semana que a TSF inicia a nova programação. Têm novos programas, muitos deles que parecem ser entusiasmantes. O site (cada vez mais visitado) está muito dinâmico dando à rádio ainda mais motivos de interesse, bem fora do domínio das ondas hertzianas. Vai passar a existirem sites ou blogs sobre cada um dos programas.


Estou curioso para ouvir o programa TSF Motores, de Paulo Tavares, ligado ao mundo automóvel e o debate Governo Sombra. Este último vai acontecer às sexta-feiras (entre as 19h e 20h), moderado por Carlos Vaz Marques e reúne Ricardo Araújo Pereira, o director-adjunto da revista TimeOut, João Miguel Tavares, e o director da Cinemateca Portuguesa, Pedro Mexia, para debater com ironia a actualidade nacional e internacional.
Há ainda o Lido e Relido, com João Paulo Baltazar (5.ª feira, 20h) e mantém-se o excelente Tubo de Ensaio, do Bruno Nogueira (também escrito por João Quadros).


TSF ultima nova grelha
'Rivais' na TV e unidos na TSF
TSF investe na procura de noticiário próprio





Ainda no mundo dos media, neste caso da televisão, os Gato Fedorento estão de volta à SIC a 5 de Outubro, com um programa diferente do Diz Que é uma Espécie de Magazine, é um novo formato, e terá o nome de Zé Carlos. Vai existir uma rubrica parecida com os Tesourinhos Deprimentes e convidados musicais ("Vão ser bandas descobertas por nós e que achamos que vão dar muito que falar", disse ao JN RAP). Curiosamente a RTP continua com o site dos Gato bem vivo e a ocupar as noites a partir da meia noite com repetições do Diz Que é uma Espécie de Magazine (está a dar neste momento).

“Vão ser bandas descobertas por nós e que achamos que vão dar muito que falar”





* Estaminé é uma uma palavra demasiado em voga... brrrk... que tal planície informática.

domingo, agosto 10, 2008

novidade televisiva da semana

O concurso Roda da Sorte, que passou no início dos anos 90 na RTP1, era incrivelmente divertido e ao mesmo tempo muito simples e sincero. Herman volta a uma formato onde se deu bem. Quem sabe não estará de volta aos bons velhos tempos? Espero que traga menos lantejoulas e camisas brilhantes, do que tem trazido para o concurso de música que actualmente apresenta na SIC.



Herman José regressa à Roda da Sorte em Setembro
Herman José vai voltar ao concurso "Roda da Sorte" em Setembro, na SIC. O humorista e apresentador regressa, a 8 de Setembro, com o que chama “um remake” de "Roda da Sorte". A rentrée da SIC vai apostar no humorista/apresentador para um horário a definir, mas que colocará novamente Herman José de segunda a sexta-feira nos ecrãs.Herman José acha que “já passou tempo suficiente para ter a sensação de estar a fazer um remake, para voltar a pegar numa ideia” e dar-lhe novo fôlego. Em conversa telefónica hoje com o P2, disse estar “muito contente” por mais um regresso, desta feita a um formato que conhece bem, dos anos 1990, na RTP1.Na "Roda da Sorte", três concorrentes tentam adivinhar uma frase, ditado ou título letra a letra, girando a roda do título para determinar o valor dos prémios. Um original norte-americano de 1975 que já passou em dezenas de países, criado pelo conceituado apresentador americano Merv Griffin, esteve no ar entre 1990 e 1993 na RTP1. O chamariz era Herman José, que encetou ali a sua carreira na apresentação. Cândido Mota era a voz-off, Ruth Rita era a assistente e o público fixo funcionava como caixa de ressonância das canções e piadas, rapidamente ritualizadas e absorvidas pela cultura popular, de Herman José.




O último programa do Roda da Sorte na RTP1 foi memorável:

domingo, maio 04, 2008

dois magnatas da comunicação à distância de um carro

Há semanas assim. Semanas em que numa terça-feira, pelas 19h45, saimos do trabalho e vemos um belo BMW Série 7, lustroso e lindíssimo a sair das instalações da SIC. Vamos a andar bem (quando se ouve Maximo Park no carro isso tem tendência a acontecer) e o BMW vem atrás de nós. Pelo espelho retrovisor vejo um senhor de certa idade a conduzir e a rir-se abundamente apesar de estar sozinho no carro (deveria estar a falar pelo auricular). Era Pinto Balsemão. Na entrada para a A5 eu segui para o lado de Lisboa e ele de Cascais. Algo que, na altura, me pareceu bem simbólico relativamente à situação na vida e à posição de um e outro na sociedade.


No dia seguinte, também ao final do dia, pelas 18h. Estava de folga e por Lisboa. Quando subi do Marquês de Pombal para as Amoreiras, vi um Mercedes Classe S enorme, mesmo ao estilo limosine, a entrar ilegalmente pelo corredor dos autocarros (que fica mesmo separado da estrada principal). Achei curioso e espreitei para ver quem era o condutor. Joaquim Oliveira.

Dois dias e apanhei pela estrada dois magnatas da comunicação em Portugal. Coincidência? Sem dúvida.

sexta-feira, março 14, 2008

lucros e prejuízos

Há pessoas com sorte, em trabalharem em grupos de comunicação destes, com tanto lucro...
Lucro da Cofina cresce 4,5% para 10,1 milhões de euros

Espera aí! Eu trabalho neste grupo!! O mesmo onde os cortes nas redacções são constantes e preocupantes...

Curioso como há uma diferença grande entre empresas de comunicação social e as outras; é que grande parte das outras costumam tratar melhor os funcionários (especialmente aqueles cujo trabalho é dos mais importantes para terem um produto) quando estão muito bem financeiramente, as de comunicação tratam as redacções como se estivessem na penúria. Curioso. Muito curioso. E triste também. Mais um exemplo de como faz muita falta uma Ordem dos Jornalistas.



PS: Hoje descobri um blog muito desactualizado chamado Ordem dos Jornalistas Portugueses, que alegamente pertente à Associação dos Jornalistas Portugueses (coisa que nunca ouvi falar na vida nem sei para que serve, se é que serve para alguma coisa).



PS2: Hoje criei um blog novo (mais um) sem qualquer objectivo definito à partida, só porque sim... como se estivesse a marcar uma posição com isso.
É este: Ordem-Jornalistas.blogspot.com.
Pena que o ordemdosjornalistas.blogspot.com já estivesse ocupado com a Ordem dos Jornalistas de São Paulo, no Brasil.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

o que é ser futurólogo?


[Alvin e Heidi Toffler têm essa profissão/missão. Será uma espécie de astrólogos? Nem por isso mas, na verdade, ambas as profissões tentam descobrir o que o futuro nos reserva, de formas e em domínios vem distintos. ]



A sociedade de massas está a caminho do fim
por João Pedro Pereira, in Público
Numa entrevista conjunta, Alvin e Heidi Toffler fazem aquilo a que estão habituados:
lançar ideias sobre o futuro. Uma das tendências é a formação de novas "e estranhas" religiões

O casal de futurólogos Alvin e Heidi Toffler esteve esta semana em Portugal, para uma conferência organizada pela Ordem dos Biólogos. A biotecnologia, disseram, vai ajudar a transformar a sociedade e a economia.
A que ponto vai a biotecnologia moldar o futuro?
Alvin Toffler: A biotecnologia é muito importante. É parte de uma quarta vaga. Mas não é a única tecnologia do futuro. Terá que ser combinada com a nanotecnologia e com a tecnologia no espaço para conseguirmos dar grandes saltos. Muitas pessoas não sabem que quando usam o multibanco, ou quando vêm televisão, estão de facto dependentes de tecnologia que está no espaço. Muitos pensam que o espaço não é importante, que é uma brincadeira, ou que é um assunto militar. Mas não é. É o início de uma parte fundamental da economia do futuro.

(...)
A biotecnologia será característica de uma quarta vaga. Isso quer dizer que já estamos na terceira vaga que descreveram no vosso livro?
A: Não. Estamos no limiar da mudança, que vai demorar provavelmente uma geração.
H: Um dos exemplos são os jornais. Os jornais estão a assistir a um declínio da publicidade, que está a ir para a Internet. Isso é um desenvolvimento típico da terceira vaga. E a transição é o que está a causar o problema. Ainda não sabemos como nos adaptar a estas mudanças.
A: Enquanto alguém que adora a imprensa e que fica coberto de tinta preta todos os dias ao pequeno almoço e que escreveu para jornais, acho triste que a imprensa vai de facto...


Há décadas a antecipar o futuro
Alvin Toffler lançou o primeiro livro em 1964

sábado, maio 19, 2007

find maddie


Parece que todos estão a dizer: somos muitos milhões neste planeta, nem todos somos más pessoas, por isso toca a não deixar que esta criança seja raptada para sempre. Para isso, há que mediatizar a situação o máximo possível. Só assim todos os olhos estarão bem abertos e os nojentos que a raptaram poderão ficar com medo em mantê-la.



In the days since she disappeared, the Madeleine campaign has, for scale of involvement, outdone anything that's gone before.


Donativos
Os maiores donativos chegam do Reino Unido: são milionários e querem ajudar na investigação de Madeleine McCaan, desaparecida há onze dias da Praia da Luz, no Algarve. Uma das últimas figuras a doar uma grande quantia foi a autora de Harry Potter, J.K. Rowling, que se junta a nomes como Wayne Rooney, Philip Green, dono das lojas Topshop, Richard Branson, fundador do Virgin Group, o jurado do «American Idol» Simon Cowell ou Stephen Winyard, escocês residente no Mónaco. Ao todo são quatro milhões de euros de recompensa a quem tenha informações que possam levar à localização de Madeleine.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

sensacional em baixo

[Será um sinal? Só se for por lá...]

Imprensa sensacionalista britânica está a perder leitores
A imprensa sensacionalista britânica está a perder leitores a um ritmo muito mais rápido do que a «de qualidade», segundo uma análise da empresa de assessoria OC&C Strategy Consultants citada hoje pela revista The Economist.
As publicações sensacionalistas perderam em média 2,1% de leitores por ano entre 1984 e 2000. A partir de 2001, essa média aumentou para 2,6%.
Já a circulação dos chamados jornais «sérios», como The Times e The Guardian, caiu muito ligeiramente nos últimos anos.

reportagem num jornal em queda

O DN pode estar muito mal, com tiragens e audiência pelas ruas da amargura, no entanto, consegue ter reportagens curiosas, originais e que não vejo em mais lado nenhum. No aborto conseguiu ter também as capas mais criativas e bem conseguidas, mesmo que não tenham sido as mais compradas.




Quando os euros não pagam as expectativas
Reportagem de Isabel Lucas
Marco, Paula, Margarida, Inês e Bruno não constam do número de licenciados inscritos nos centros de emprego. Eram 42 mil em 2005. Marco, Paula, Margarida Inês e Bruno têm entre 23 e 30 anos, têm uma licenciatura, têm um emprego, mas nenhum dos cinco exerce a função para a qual recebeu formação. Rima. Rima também com frustração e uma lista de sacrifícios para que ao fim do mês sobre alguma coisa e não falte estímulo para continuar à procura de um lugar compatível e que alguns, apesar de tudo, acham que o mercado ainda tem para lhes dar. Escusado será dizer que, dos cinco, nenhum tem é independência. Essa não se compra com 300, 400, 500 ou mesmo 600 euros, sobretudo quando se vive em Lisboa e se quer comprar casa e carro. Nenhum conseguiu. Apesar do curso superior, o tal canudo que, como refere Inês, "os governantes e os pais" lhes vendem como garante de um futuro mais digno.

A trocar o dinheiro dos outros ou como viver com 650 euros entre o Barreiro e o Cacém sem tempo para olhar a cidade entre o sono da ida e da volta
650€ - Marco Afonso. Funcionário de uma casa de câmbios. 27 anos. Licenciatura em História Moderna e Contemporânea pelo ISCTE, terminada em 2006.

A Mulher-a-dias do texto ou como viver com 300 euros a transformar em prosa as palavras que os outros dizem
300€ - Margarida Ferra. Transcrição de entrevistas. 29 anos. Licenciatura em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.

Enquanto a publicidade não vem Paula repõe 'stocks' em prateleiras de um supermercado em troca de 403 euros por mês e insiste em não aceitar um 'não' como resposta a tantas habilitações
403€. Paula Cardoso. Funcionária de supermercado. 28 anos. Licenciatura em Relações Públicas e Publicidade, pelo Instituto de Novas Profissões, terminada em 2000


Inês aprendeu a gostar de livros a mesma Inês que queria ser jornalista, só não aprendeu a perceber um mercado que a rejeita por aquilo que acha que vale
560€. Inês. Relações Públicas. 30 anos. Licenciatura em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social, terminada em 2001

O homem das palavras Ditas ou escritas, Bruno não as deixa de cultivar. Se não der para escrever, sempre servem para vender. É poesia com muito de prosaico
675€. Bruno Leonardo. Vendedor. 23 anos. Licenciatura em Sociologia pelo ISCTE e frequência de mestrado em Comunicação


Boas capas durante o Referendo do Aborto:







investir nas redacções

O conselho de António Granado: "OS PATRÕES da comunicação social faziam bem em ler este estudo que aparecerá no número de Abril do Journal of Marketing: Investing in the Newsroom is Good for Business"

domingo, fevereiro 18, 2007

ny times sem edição impressa

O Ponto Media faz referência a uma conversa entre um editor do New York Times e um jornalista do Haaretz. Basicamente fica claro que o NY Times poderá ficar sem edição em papel dentro de cinco anos, até porque neste momento já tem 1,5 milhões de leitores online contra 1,1 milhões leitores da versão impressa - diariamente.
Faz-me confusão o seguinte: os jornais gratuitos portugueses têm 3 vezes menos leitores que o NY Times, mas redacções 590 vezes mais pequenas.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

adeus ou olá ao dn?

[Estou quase chocado... isso acontece mais porque tenho receio que a empresa de Joaquim Oliveira queira mudar, em demasia, o conceito do DN. Acho que o jornal tem muito por onde pode e deve mudar, mas não quero fique pior.]

Pedro Tadeu vai dirigir jornal gratuito da GlobalNotícias
O demitido director do 24 Horas, Pedro Tadeu, vai dirigir um jornal gratuito a lançar pela GlobalNotícias, disse esta sexta-feira à Agência Lusa fonte ligada ao processo.
As direcções do Diário de Notícias e do 24 Horas, dois dos títulos diários da GlobalNotícias, foram demitidas por Joaquim Oliveira, presidente do grupo, alegadamente por estar insatisfeito com os resultados das vendas. Uma fonte contactada pela Lusa referiu que a GlobalNotícias está a projectar o lançamento de um diário gratuito, para o qual convidou Pedro Tadeu.
As demissões das direcções dos dois matutinos foram conhecidas quinta-feira à noite.
A Agência Lusa tentou contactar António José Teixeira, director do DN, e Pedro Tadeu, do 24 Horas, mas até agora não foi possível obter qualquer reacção. Contactados pela Lusa, Eduardo Dâmaso e João Morgado Fernandes, da equipa de António José Teixeira, escusaram-se a comentar a demissão.
Em 2006 a circulação média paga do DN foi de cerca de 35 mil exemplares, o que representou uma quebra de 3,4% relativamente a 2005. O 24 Horas, que em 2005 vendia mais de 50 mil exemplares, registou em 2006 uma acentuada quebra de 16,6%, caindo para 42.336 exemplares. A GlobalNotícias é proprietária do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias, do 24 Horas, de O Jogo e da rádio TSF.



Joaquim Oliveira faz reestruturação do ‘Diário de Notícias'
Direcção do DN demitida em bloco

(...) Na redacção do ‘DN’, o nome do director do ‘Correio da Manhã’, João Marcelino, é referido com insistência para substituir o director demitido, uma vez que Oliveira nunca escondeu o seu interesse em o ter à frente do jornal. Marcelino deverá levar três jornalistas consigo e poderá ir dirigir a totalidade das publicações.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

novo público sem cultura

Ao terceiro dia de novo Público reparo que a página da Cultura tem uma página - com o Festival de Berlim - e não existe página dos Media. Acho mal.

domingo, fevereiro 11, 2007

hora h

hora

Parte 1 Parte 2 Parte 3 Parte 4 Parte 5 - no You Tube

Já foi para o ar o primeiro episódio do Hora H, do Herman. Estava à espera de melhor.
Ainda tem muito por onde pode evoluir, mas o primeiro impacto não é o mais positivo. O conceito em geral tem a sua piada mas, para já, não está ao nível dos conceitos do Herman Enciclopédia ou do Tal Canal - embora existam semelhanças.

Acho que está mais novelesco do que o Herman Enciclopédia, mas parece não resultar tão bem quanto uma série como a excelente (com um conceito genial) Paraíso Filmes. Existem personagens com grande potencial, o Yuri, especialmente. O pivot Armando fez-me lembrar, claramente, o Will Ferrel no filme The Anchorman. Acho que se poderia dar uma vertente mais nacional à personagem deste Armando. Quero com isto dizer que poderia ter mais tiques de pivots nacionais, para dar uma certa comédia de reconhecimento. Para dar um exemplo, poderia-se colocar este Armando a escrever romances de toda a espécie e feitio, nas horas livres entre os noticiários. Ou a escrever argumentos para cinema [José Rodrigues dos Santos ou Rodrigo Guedes de Carvalho fazem-no] - existe uma belo universo por explorar. O que parece mais faltar nesta comédia é esse reconhecimento (ou comparação) com a realidade actual - aquela que pode ser parodiada. Não tem de ser actualidade, mas costumes portugueses. Talvez seja aí que esteja a falhar mais...

O Herman está, de facto, muito atolado em personagens que não poderão interagir - ou dificilmente - e isto é novelesco, por isso faria sentido isso acontecer. Acho que o estagiário teve protagonismo a mais, especialmente porque aquele actor não me parece ser a melhor opção [parece-me fraquinho]... Gostei da personagem do Manuel Marques e tenho pena que a Ana Bola e Maria Rueff não tenham tido personagens mais fortes - para já...
Falta alguém ao nível de um Joaquim Monchique, José Pedro Gomes, António Feio, Miguel Guilherme...

É o início e aposta numa comédia à Herman, com ideias diferentes das antigas, e em caminhos diferentes dos Gato Fedorento - o que até é positivo. Mas, para já, falta-lhe demasiado para competir no mesmo horário que os Gato. O humor deles, mais para o lado dos Monty Python e com "caixas" que prendem bastante, está cada vez mais na moda e com razões para isso.