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segunda-feira, dezembro 31, 2018

e algumas das histórias que contei em 2018 foram...

O ano chega ao fim e nós podemos contribuir com um verso. À falta de versos, este ano contou com o contar de algumas histórias que deram algum gozo a escrever e conhecer. Umas mais especiais do que outras. Aqui ficam algumas delas. Espero que gostem (incluindo tu, futuro eu).

































































sábado, janeiro 03, 2009

o que se faz mas não se diz

Os conselhos de Bruno Nogueira para o novo ano, por aqui:

"Engordar.
Mas engordar com tudo o que pareça um ataque cardíaco servido num prato.
E acompanhar as refeições com um copo de óleo Fula fresquinho.
Fumar mais. E melhor.
Fazer o mínimo de desporto possível.
Ou menos ainda.
Não visitar os amigos que insiste em anestesiar com um: "temos de combinar um jantar pá!"
Se esse jantar não aconteceu em 2008 tem tudo para não acontecer em 2009.
Não dar mais atenção aos filhos."




quinta-feira, janeiro 01, 2009

reveillon longe das ondas hertzianas




Um périplo pela televisão antes da passagem de ano e uma bela desilusão.
Na RTP1 assuntos "muito interessantes" e repletos de história não trazem nenhuma alegria para os momentos antes da passagem de ano, nem a Catarina Furtado ajuda.
Na SIC os Gato Fedorento tinham um conceito jeitoso (passar directamente para 2010) mas voltaram a mostrar-se algo atabalhoados e ainda com menos piada do que o ano passado, na RTP1. Já para não falar que os instantes antes da passagem para "2010" foram demasiado sossegados e com piadas tão privadas e falhadas... é pena. Os convidados musicais e respectivas novas letras escritas foram um tiro ao lado... muito longe da energia e piada da passagem do ano anterior.
Na TVI os gritos da voz estridente da Júlia Pinheiro davam um ar perturbante à passagem... não dava para estar mais do que 5 segundos por ali, mas ainda deu para ver um Manuel Luís Goucha ainda mais desajeitado (preferi o Manuel Luís Goucha dos Gato Fedorento, que estava... grávido!).

Muito pouco. O que confirma, a passagem de ano não é, definitivamente, coisa para a televisão.

ho ho ho, merry 2009



Ano novo, vida nova. Mais ou menos. Que tal vida para melhor?
É isso!

2008 foi... de avião

2008 trouxe visitas brevíssimas (só uma não foi em trabalho) a:

Espanha (Madrid e zona circundante de Barcelona)
Marrocos (Fez)
Alcácer do Sal
Áustria (Salzburg)
Londres

Foi um ano único na minha vida, em viagens de avião. A minha primeira viagem de avião foi em 2007...

quarta-feira, dezembro 31, 2008

deus fabricou gente para ir aos novos centros comerciais do país

Antes do Natal os Centros Comerciais estiveram a abarrotar, mais do que nunca, incluindo os muitos novos que passaram este ano pelo seu primeiro período natalício/consumo frenético. Na véspera de Natal, os mesmo Centros estavam a abarrotar e a vender os restos.

Vi, com estes olhos que a terra NÃO há de comer (espero), uma senhora a levar uma peça meio partida porque não havia mais nenhuma... nem as senhoras da loja estavam muito inclinadas em vender, mas ela queria era comprar.

Passou o Natal e as lojas continuam cheias! Agora chegam os saldos, que conseguem ter quase tanto sucesso quanto as urgências dos hospitais no último fim-de-semana. O consumismo continua bem vivo, há muito para adquirir, comprar, espreitar e admirar, ah e, claro, trocar (o que foi oferecido no Natal). O que eu não percebo é como é que é possível (três "és" seguidos é obra), com tantos novos centros comerciais, existir gente para encher por completo os velhos e também os novos! Será que somos mais uns milhões, de ano para ano, a querer comprar mais e mais e mais?

carros e mulheres (só o 1º está em crise)

big three auto bailout shitty cars photo


O anúncio de final de ano da GM, Chrysler e Ford. Empresas à beira da falência e cujos impostos dos norte-americanos irão salvar do fim.
Na verdade, e falo por experiência, a maior parte dos carros norte-americanos (e excluo daqui a Ford) são, de facto, muito mauzinhos.
A foto foi tirada da selecção de Melhores Fotos do Ano da Treehugger onde jaz, por exemplo, esta publicidade:



Gisele bundchen ipanema sandals nearly nude water dress photo

Brazilian supermodel Gisele Bundchen donned this water dress to help promote her new line of rubber sandals for Ipanema. The advertising campaign was designed to help promote awareness about conscious use of water. And it wasn't the only time Gisele nearly bared all for green causes; a different campaign supported forest recovery, and she also started a green blog.






domingo, dezembro 28, 2008

teria que ser inventado *

Há qualquer coisa neste período, de Natal e Passagem de Ano que se não existisse, teria de ser inventado de qualquer outra forma.
É um tempo para pôr as coisas (o que se faz, o que se pode fazer, o sentido da vida) em perspectiva. É um tempo para comer e não fazer grande coisa, ou pelo menos para tentar fugir à rotina do dia-a-dia. Aquela que nos ocupa diariamente, que nos afasta muitas vezes da família mas que já está entranhada em nós. Há quem entre em modo automático e, neste período, nem sinta muito a diferença do resto do ano. Mas eu gosto de saborear a diferença, o que faz deste período tudo menos normal (não é Flipe?!).


E o melhor deste período?
Não fui a um centro comercial, loja ou às compras em geral uma única vez!!!!!!!! Yupi. Boicote ao consumismo.



No Natal as pessoas enviam e-mails e sms's umas às outras. No Natal as pessoas são todas muito amigas e dizem maravilhas umas das outras. No Natal as pessoas realçam em mensagens a amizade e evidenciam que desejam um Feliz Natal. No Natal convém dizer coisas giras. No Natal, como no resto do ano, às vezes falta a imaginação e escolhe-se uma daquelas mensagens que circulam por aí, reencaminhando-se para a lista completa ou para uns quantos nomes mais especiais. No Natal as pessoas criam procedimentos para isto, chega a ser mecânico e visto como obrigação (o que é assustador). No Natal usam-se mensagens padronizadas. Daquelas que se lê, se sorri e se apaga (em cerca de 98% dos casos lê-se, encolhe-se os ombros, e apaga-se).
Não estou a criticar, nem poderia. Só a constatar um facto frequente. Na verdade faço quase o mesmo.

Todos os Natais digo a mim mesmo:
"Emot (sim, eu trato-me a mim mesmo por emot), este ano não envias mensagens para ninguém, fazes autêntico boicote ao Natal"... não sei porquê apetece, volta na volta, ser diferente.
Escusado será dizer que nunca cumpri esta ordem interior. Vejo nesta altura do ano uma óptima oportunidade de dizer "olá" a pessoas que não vejo há muito tempo ou "olá" a pessoas que acabei de conhecer. Só envio mensagens ou e-mails a pessoas de quem realmente gosto e prezo, de uma forma ou de outra. É regra.


Felizmente gosto de muita gente e prezo muita gente - já amigos tenho poucos.
Depois tenho algumas manias que venho a cumprir nos últimos anos:

- A amigos mais chegados chego a ligar, na véspera de Natal, por norma umas horas antes do jantar, a mandar um abraço, perguntar como vai tudo e desejar um Feliz Natal. Faço-o mesmo que tenha falado no dia anterior com esse mesmo amigo. Será estranho? Talvez, mas faço-o quase por tradição. E gosto de o fazer.
- Envio e-mails (também na véspera de Natal) para malta simpática e, por norma, tento aliar à mensagem semi-natalícia (é mesmo semi) uma imagem esquisita e pouco comum. Este ano foi uma imagem minha (foi uma estreia) ao lado de dois pais natais a beber cerveja em Portobello Road.
- Sms's a desejar um bom Natal só envio durante a Consoada (na noite da véspera da Natal). Embora comece a receber várias alguns dias antes do Natal, não respondo logo. Invento à hora de jantar um texto meio estapafúrdio, bem ao meu gosto, e envio para algumas pessoas. Nem todos "levam" com a mesma mensagem. Depende da pessoa.
- Fico-me por aqui. No ano novo já não tenho paciência. Já não faço questão de enviar nada para ninguém. Chego a enviar uma ou outra, mas não faço questão. Não sei bem porquê... e daí talvez saiba.


* Pergunta: É "teria que ser inventado" ou "teria de ser inventado" ou qualquer uma dá?

fotos que marcaram 2008



Maasai warriors cover a battle field as they clash with bows and arrows with members of the Kalenjin tribe in the Kapune hill overlooking the Olmelil valley located in the Transmara District in Western Kenya on March 01, 2008.






Australia July 6, 2008. Oakley-Surfing Life Big Wave Awards in Sydney.



MAIS FOTOS DO ANO POR AQUI

sábado, dezembro 27, 2008

as despedidas finais

Harold Pinter recebeu o prémio Nobel da Literatura no mesmo ano em que morreu. Chegou até ao Natal...

Deixo de seguida uma pequena lista de nomes de pessoas que desapareceram este ano:

Sydney Pollack, realizador norte-americano
António Alçada Baptista, escritor português
Heath Ledger, actor australiano
Paul Newman, actor norte-americano
Milu, actriz portuguesa
Charlton Heston, actor norte-americano
Badaró, comediante brasileiro
Alexis II, patriarca russo ortodoxo
Jörg Haider, político austríaco
Anthony Minghella, realizador britânico nascido na Ilha de Wight
Luiz Pacheco, escritor mordaz português
Dino Risi, realizador italiano
Torcato Sepúlveda, jornalista português

terça-feira, janeiro 01, 2008

where were you on 1984-1985?



Fim-de-ano em Sydney (Austrália).





Fim-de-ano em Lisboa (Portugal). Onde eu passei.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

receita de ano novo



O meu mundo em 2007 foi igual e diferente. Sintra, Algarve, Dornes, Tomar, Barcelona, Roma. Estes locais marcaram, de uma forma ou de outra, o ano na secção de viagens, que foi verdadeiramente impulsionada. Mas mais importante ainda foram os locais habituais, entre Lisboa e as Caldas da Rainha. Em Lisboa há um local novo que foi, já em Dezembro, muito especial: o Teatro São Luiz. Para o ano há mais... espero.
2007 foi difícil em vários aspectos, mas olhando em retrospectiva (uma bela palavra) foi bem melhor do que parecia inicialmente. As coisas boas nem sempre têm o mérito que deviam.
Ano novo, vida nova. Será?




Receita de ano novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumidas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade










Junho de 2007. A compra do ano.

A todos os visitantes deste blog, que façam de 2008 um excelente ano nas vossas vidas.

reminiscências

Porque é que o ano novo tem menos simbolismo do que o Natal?

A resposta está ao alcance da experiência pessoal de cada um.

terça-feira, dezembro 25, 2007

2007.

Tomar.
Barcelona.
Milão.
Roma.