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quarta-feira, fevereiro 29, 2012

can't you see the wonder at your feet




Can't you see the wonder at your feet
Your life's complete
Follow me down

Can't you see me growing, get your guns
The time has come
To follow me down

Follow me across the sea
Where milky babies seem to be
Molded, flowing revelry
With the one that set them free

Tell all the people that you see
It's just me
Follow me down

THE DOORS - TELL ALL THE PEOPLE

sábado, setembro 10, 2011

mar salgado

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Fernando Pessoa



Carlos Tê usou este poema na canção Praia das Lágrimas, para o álbum Auto da Pimenta, de Rui Veloso:

sexta-feira, julho 22, 2011

in a most delightful way



Incrível como há momentos do cinema (e da música) que têm tanto significado, mesmo sendo para criancinhas. Esta bela melodia é facilmente transposta para a vida em geral. A bela, melodiosa, divertida e inspirada Mary Poppins, em estrofes muito simples pensadas para crianças, está-nos a dar a fórmula certa para a vida! Qual livros d'O Segredo, qual carapuça!
Uma colher de açúcar ajuda o remédio a ir para baixo, sem dúvida. Da mesma forma que uma bela melodia como esta nos ajuda a fazer as tarefas mais chatas do dia a dia. Um tipo com uma melodia destas nos ouvidos, juntando um assobiozinho e o belo cantarolar consegue fazer qualquer coisa. Qualquer coisa, I tell you. É magia verdadeira.
Não há preguiçosos, só há gente que não tem a música ideal a tocar nos ouvidos ou na cabeça para GET THE JOB DONE. E pronto. Esta é a minha nova teoria de vida. Sintonizem em 2012, que talvez surja outra, ou não.

Obrigado Miss Julie.

A Spoonful of Sugar
Performed by: Mary Poppins (Julie Andrews)


In ev'ry job that must be done
There is an element of fun
you find the fun and snap!
The job's a game

Nad ev'ry task you undertake
Becomes a piece of cake
A lark! Aspree!
It's very clear to me

That a...
Spoonful of sugar helps the medicine go down
The medicine go down-wown
The medicine go down
Just a spoonful of sugar helps the medicine go down
In a most delightful way

A robin feathering his nest
Has very little time to rest
While gathering his
Bits of twine and twig

Though quite intent in his pursuit
He has a merry tune to toot
He knows a song
Will move the job along

For a...
Spoonful of sugar helps the medicine go down
The medicine go down-wown
The medicine go down
Just a spoonful of sugar helps the medicine go down
In a most delightful way

terça-feira, agosto 31, 2010

novo dicionário do calão...

O Zé apanhou uma bruta Japona e foi levado por um grupo de amigos às Jacas mas como estava com uma incrível Jaquina não conseguiu o Jacto.


Jacas - prostitutas
Jacto - ejaculação
Japona - bebedeira
Jaquina - bebedeira

quarta-feira, junho 23, 2010

touch the hand



Hey, Touch the Hand, by BA. Na minha categoria de músicas da pré-adolescência (10 anos).


touch the hand of the man who'll make ya woman!



Este videoclip tornou-se inesquecível na mesma altura, vindo do mesmo álbum, Waking Up The Neighbours. Sim, porque um miúdo como eu o que queria mais era acordar os vizinhos (mesmo quando eles estavam a uns bons 200 metros de distância)...


segunda-feira, dezembro 07, 2009

coisas do dia a dia

Por um hotel de Paris, saio do elevador e na sala principal onde estão jornalistas de vários países europeus ouve-se Amália Rodrigues (passou um álbum inteiro)... Intrigado e sem encontrar portugueses à vista perguntei à recepcionista francesa quem é que estava a cantar. Respondeu: Amália Rodrigues, cantora portuguesa. Explicou que costumam por jazz, Sinatra, Cesária Évora e Amália no hotel. Passou o teste.


domingo, outubro 18, 2009

cat cat cat cat



Cat Stevens continua bem presente em Yusuf Islam. A inesquecível Father & Son cantada recentemente, só como ele sabe.
Estás a ver pai, o Cat continua em forma mesmo nos dias de hoje!


sexta-feira, agosto 28, 2009

in morrison we trust

Jim Morrison aventura-se na 7.ª arte... quase.


quarta-feira, agosto 19, 2009

is everybody in? the ceremony is about to begin... wake up!

Era ao som de Jim Morrison e das suas longas e profundas orações, em plena madrugada e num quarto de janela com vista para a Rua Ferreira Lapa, 33 (entre a Av. Duque de Loulé e a Rua do Conde Redondo - Lisboa) que um jovem português planeava conquistar o mundo (que mais não fosse, o seu).


"We want the world and we want it... now!"


domingo, agosto 02, 2009

hallelujah senhor coen



(texto escrito quinta-feira à noite para Destak.pt)


Concerto
Leonard Cohen «és o nosso homem»
Chama-se Leonard Cohen, inspirou músicos, letristas, poetas e meros apreciadores de música ao longo de várias gerações e esta noite a sua voz única inundou de sorrisos um Pavilhão Atlântico quase lotado. Despediu-se a dizer desejando o «mais difícil», «sejam bondosos».

A voz inimitável, grave como poucas e muito melodiosa. Os poemas inspirados e que tocam as profundezas humanas. A boa música tocada e cantada por uma banda de excepção – que incluiu uma colaboradora em algumas letras, de timbre notável. O senhor Coen, anfitrião da casa que é a sua voz, tornou a noite de 30 de Julho de 2009 especial para os 12 mil espectadores que estiveram no Atlântico.

Dono de um charme que parece em vias de extinção e um à vontade e entrega a cada canção como se fosse a última, Leonard Cohen cantou, tocou, dançou, ajoelhou-se e fez ainda uma oração muito especial. O senhor Cohen, quando canta, fá-lo para cada um de nós. Mesmo num local com tantas pessoas. Em palco, o senhor que criou álbuns como Songs of Love and Hate, Death of a Ladies' Man e I'm Your Man ainda sorriu, agradeceu ao público «demasiado amáveis», alterou a letra de uma canção para colocar a palavra «Lisboa» e ainda fez questão de apresentar a sua banda de amigos (com CV’s incluídos) duas vezes.


http://www.austinchronicle.com/binary/8509/Leonard_CohenBLOG1.jpg


Por entre espanhóis, canadianos, holandeses e, claro, muitos portugueses, os seguidores desta espécie de religião Leonard Cohen vibraram mais com três belos momentos em três belas canções. Tower of Song foi o primeiro auge da noite. A mais energética e famosa (até pela cover de Jeff Buckley) canção/hino, Hallelujah, tornou-se no momento mais especial deste concerto de três horas (com um intervalo simpático pelo meio). Memorável e perfeita foi ainda a interpretação de I’m Your Man, durante a qual um convidado da casa Cohen gritou acertadamente: «és o nosso homem».

Para o final difícil era estar-se sentado… tal era a energia e a inspiração que fluía pelo “lar” onde Leonard Cohen nos acolheu – ele no palco, nós, público, nas bancadas. A partir de Hallelujah não faltaram as ovações de pé, interacções alegres com a banda e até flores para o senhor Cohen.

Em alguns seres humanos o talento é como um bom vinho, fica apurado com a idade. Leonard Cohen, canadiano que cumpre em Setembro 75 anos, é o exemplo claro de que a velhice não tem de ser o caminho para a perda de capacidades, mas pode ser o continuar do auge. Esta noite, em Lisboa, viu-se e acima de tudo sentiu-se, o auge.



sexta-feira, junho 26, 2009

it's close to midnight

Thriller começa assim:


"It's close to midnight and something evil's lurking in the dark
Under the moonlight, you see a sight that almost stops your heart"


Dadas as horas em Portugal, a música acertou... MJ morreu porque o coração lhe parou, perto da meia noite (por cá)




De recordar ainda Don't Stop till you get Enough:





Já está a ser pensado um biópico sobre Michael Jackson há uns anos. Johnny Depp quer fazer de MJ há também algum tempo. Agora o processo ganha força.


quinta-feira, junho 25, 2009

adeus mj

Jackson 5’s rise to stardom




Michael Jackson Is a Dancing Machine



Adeus Michael. As músicas incríveis dos anos 80 que marcaram a minha infância irão ficar.

Michael Jackson RIP.

A vida em fotos na Life e no LA Times, que confirmou a sua morte esta noite (tarde em Los Angeles).
Thriller, vídeo para recordar.





terça-feira, junho 16, 2009

momentos revivalistas



Sean Lennon, Moby, & Rufus Wainwright cantam Beatles: Across The Universe.

terça-feira, maio 19, 2009

twist and shout

[Beatles.jpg]

Beatles, em 1964. Numa praia perto de si. Nem por isso.



sexta-feira, maio 15, 2009

penny lane


Os Beatles, em 1963, num quintal perto de si.

domingo, abril 19, 2009

memórias auditivas




Auto da Pimenta, cantado por Rui Veloso, com letras do inevitável Carlos Tê - que se inspirou em vários textos e "estórias" portuguesas.
Este foi o segundo CD que comprei na vida, no início dos anos 1990 - adquirido através de um Vale CD que tinha recebido no meu 10.º aniversário. Foi adquirido na loja de música do Centro Comercial da Avenida das Montras, nas Caldas da Rainha - numa altura em que ainda havia memória dos sítios onde comprávamos a música que ouvíamos em casa. Tinha 10 anos.
Só comprei este Auto da Pimento porque o meu pai insistiu bastante, garantia-me que era muito bom, que não me ia arrepender. Fiquei arrependido durante dois ou três anos e sempre culpei o meu progenitor pela compra, que não me tinha entretido nada - também dei-lhe poucas oportunidades, diga-se.

Tudo mudou dois ou três anos mais tarde, numa aula de português, no Liceu (Escola Raul Proença, Caldas da Rainha). Isto porque um dos textos que tivemos de trabalhar, era uma canção de Rui Veloso chamada País do Gelo, exactamente deste álbum - a que nunca tinha prestado grande atenção.
Fiquei fascinado pela história que existia na letra e foi isso que me fez ir à prateleira dos CD's lá de casa procurar, com dificuldade, o Auto da Pimenta.
Com o belo álbum nas mãos (é feito de cartão, com um óptimo e inspirado booklet e espaço para os dois CD's - na altura era raro ver coisas destas -, passei várias horas a ouvir as canções, ler e cantar as letras... imaginando toda a vida que estava ali projectada... deambulando pelas histórias incríveis e fascinantes lá descritas, com tanto pormenor, cor, sabor e cheiro que dava para me sentir ali, no século XV, XVI e XVII, em plenos Descobrimentos, a viajar para África, Brasil, Índia, China, País do Gelo.

Nunca mais larguei aquele álbum especial, com letras incríveis do Carlos Tê, música agradável a misturar rock algum som medieval e a voz quente do Rui Veloso. Consumi com um sorriso nos lábios esta História de Portugal cantada, repleta de personagens (desconhecidas) e curiosas. E culpo o meu pai. Obrigado.




País Do Gelo
Carlos Tê / Rui Veloso


Lá vai a nau catrineta que tem tudo por contar
Ouvi só mais uma história que vos vai fazer pasmar
Eram mil e doze a bordo nas contas do escrivão
Sem contar os galináceos sete patos e um cão

Era lista mui sortida de fidalgos passageiros
Desde mulheres de má vida a padres e mesteireiros
Iam todos tão airosos com seus farneis e merendas
Mais parecia um piquenique do que a carreira das indias

Ao passarem cabo verde o mar deu em encrespar
Logo viram ao que vinham quando a nau deu em bailar
Veio a cresta do equador e o cabo da boa esperança
Onde o velho adamastor subiu o ritmo da dança

Foi tamanha a danação foi puxado o bailarico
Quem sanfonava a canção era a mão do mafarrico
Tinha morrido o piloto e em febre o capitão ardia
Encantada pela corrente para sul a nau se perdia

Subia a conta dos dias ficavam podres os dentes
Eram tantas as sangrias morriam da cura os doentes
E o cheiro era tão mau e a fé tão vacilante
Parecia que a pobre nau era o inferno de dante

Com o leme sem governo e a derrota já perdida
Fizeram auto de fé com as mulheres de má vida
E foram tirando à sorte quem havia de morrer
Para que o vizinho do lado tivesse o que comer

No céu três meninas loiras cantavam um cantochão
Todas vestidas de tule para levar o capitão
No meio do seu delírio mostrou a raça de bravo
Teve ainda força na língua para as mandar ao diabo

Neste martírio sem fim ficou o lenho a boiar
Até que um vento gelado a terra firme o fez varar
Que diria o escrivão se pudesse escrevinhar
Eram mil e doze a bordo e doze haviam de chegar

Ao grande país do gelo com mil cristais a brilhar
Onde a paz era tão branca só se quiseram deitar
Naqueles lençois de linho a plumas acolchoados
E lá dormiram para sempre como meninos cansados





Excelentes são também músicas como:

Canção de Marinhar, Cruzeiro do Sul, Faena de Mar, Calmaria, Praia das Lágrimas, Mulher d`Armas, Trovas Vincentinas, Nativa, O Ourives Mestre João, À Sombra da Tamareira, Logo que Passe a Monção, Memorial, Brizas do Restelo.

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

the roof is on rock fire




Os Beatles deram-nos a delícia dos concertos no telhado. Nada como recordar.
via Nande


quarta-feira, novembro 26, 2008

father and son...




Quando tinha 11 anos via o meu pai ouvir Cat Stevens e a banda sonora do filme Jesus Christ Superstar e dizia: "Lá está ele a ouvir música velha!" Quando fiz 18 anos e o meu pai me apanhou a ouvir Cat Stevens disse: "Então não eras tu que não gostavas de música velha?!"

Resta dizer que esses dois CD's (dos primeiros a circular lá por casa - os primeiros adquiridos de propósito para mim, tinha 10 anos, foram Waking Up the Neighbours (BA) e Auto da Pimenta (Rui Veloso - este último por pressão do meu pai, mas revelou-se, anos mais tarde, uma escolha acertada)), neste momento, 15 anos depois, estão em minha casa e o meu pai nunca mais os viu...

Volta na volta estou a ouvir o The Very Best of Cat Stevens ou o Jesus Christ Superstar Soundtrack... ainda hoje. E sabe bem.


Estarei a ficar velho?


This is your life, and is ending one minute at a time...


foi por vontade de deus?




Ela já esteve em Cannes, passou por Itália e até o Brasil. Já foi aos Estados Unidos e a sua voz, em tempos, já conquistou todo o planeta.

A propósito do novo filme sobre Amália, que é um valente amontoado de cenas (and I don't mean that in a good way), tenho a dizer que Amália não é Fado, Amália é vida, Amália é força interior, Amália é "alma" cantada, Amália é das poucas vozes que me arrepia sempre que canta (and I do mean that in a very good way).