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segunda-feira, outubro 24, 2011

man created god with imperfect materials?

"Isaac Bashevis Singer once complained that when God made man he failed to use the best materials. In “Cain’’ it is the other way around: man, (Saramago) creating God, makes a point of using imperfect materials."

Richard Eder, Boston.com
Tirado daqui

sábado, junho 19, 2010

ideias fazem o mundo girar

Pensar, pensar

palavras de José Saramago:

Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008



sexta-feira, junho 18, 2010

adeus à alma de um português



O adeus a José Saramago também tocou Espanha. Abre os site do El Mundo e El País. Gosto particularmente do destaque do El País:

"Desaparece el alma del portugués"



Acho que nunca vi a palavra "português" significar tanto na 'boca' de um espanhol (jornal e não só).


E agora, Saramago? Será que viste Deus? Tu que não acreditavas, tal como eu... se houver diz qualquer coisa, e se não houver dá um sinal na mesma.

sábado, maio 15, 2010

à cagadinha

Mais uma ida à Feira do Livro e trago na bagagem dois dicionários, um do Calão, outro do Nome das Terras, no grupo ainda vem um romance de grande volume de Susanna Clarke.

O do Calão interessa-me sobremaneira. Porquê?

À barba longa - Sem olhar a despesas, sobretudo quando é outrem a pagar [comer à barba longa]

À cagadinha - Aos poucos; a pouco e pouco [o mesmo que às mijinhas; aos soluços; aos bochechos; às pinguinhas]

Bóias - Mamas.

sábado, outubro 24, 2009

in saramago ... ...






Saramago fala de Caim, em Penafiel.

Há pessoas que só existem na imprensa para dizerem barbaridades sobre Saramago, Sousa Lara é um deles e este ano tem um companheiro de carteira que é eurodeputado, também ele de opinião catolicista extremista.


sexta-feira, agosto 28, 2009

aquelas frases

"O ser humano inventou Deus e depois escravizou-se a Ele"
José Saramago, ao Público


sábado, agosto 22, 2009

mr. palin e os livros

"You don’t need to plug a book in, charge it up or replace the batteries". "You can pick one up anywhere in the world and simply open the pages."

Michael Palin, sobre as novas tecnologias e os livros (o que diria a Isabel Coutinho sobre isto?)


quarta-feira, julho 29, 2009

in kerouac we trusted



"The air was soft, the stars so fine, the promise of every cobbled alley so great, that I thought I was in a dream."

- Jack Kerouac, On the Road, Part 1, Ch. 7



domingo, julho 12, 2009

leituras sábias

O que lêem os grandes autores, como Aldous Huxley? O El País explica.


domingo, julho 05, 2009

viajar com um livro na mão

Viajar pode assumir muitas formas. Desde que o livro Código Da Vinci atingiu um sucesso planetário, que se iniciaram rumarias aos locais descritos no livro. Longe do mediatismo desse livro, existem outras viagens literárias disponíveis e bem interessantes. O jornal Telegraph dá conta de algumas disponíveis no Reino Unido e com autores britânicos.

Great British literary walks

Great British literary walks


We follow in the footsteps of the bards along the best literary trails in Britain.
WILLIAM BLAKE - Central London
Reading Blake by Peter Ackroyd (Vintage, £9.99)
Distance 2.5 miles

segunda-feira, março 30, 2009

história de portugal fora dos livros escolares

Os Homens Bons. Basicamente era uma espécie de organização nas aldeias, ao estilo de uma junta de freguesia actual, que já existia na zona de Portugal na altura em que os cristãos locais viviam sob o jugo árabe, antes do ano 1000.

Os árabes não impunham a sua crença aos cristãos locais e havia um acordo tácito para todos conviverem em harmonia.
Os muçulmanos que controlaram a Ibéria, e fizeram dela um pólo de desenvolvimento eram muito pouco extremistas e os cristãos que ficaram preferiam viver sob o seu jugo do que sob o comando dos bispos e padres, autênticos senhores feudais e ditadores.
Os portugueses, liderados por Afonso Henriques, só conseguiram conquistar Lisboa aos Mouros graças às tropas cristãs vindas da zona da Grã-Bretanha, França e Alemanha. Muitas semanas depois de batalha para tentar ocupar Lisboa, os soldados violaram, roubaram, mataram (incluindo cristãos que viviam do lado muçulmano) os habitantes. O saque pertencia-lhes, tinha sido esse o acordo com Afonso Henriques. Portugal ficou com a cidade.


Dados lidos no livro The First Global Village - How Portugal Changed the World, de Martin Page (conhecer o senhor Page aqui e aqui).




domingo, março 08, 2009

zink brilha em santa barbara

Rui Zink deixou a sua marca por terras do Tio Sam.


"Portugal is very fortunate to have someone like Rui Zink to call its own. We are even more fortunate to have him visit UCSB and offer advice, inspiration and belly-rolling laughter with all his jokes on us as humanity."
Jennarose Manimtim, UC Santa Barbara


sexta-feira, março 06, 2009

o processo de olhar e reparar

(...) "o processo da visão passar por três tempos, consequentes mas de alguma maneira autónomos, que se podem traduzir assim: pode-se olhar e não ver, pode-se ver e não reparar, consoante o grau de atenção que pusermos em cada uma destas acções. É conhecida a reacção da pessoa que, tendo consultado o seu relógio de pulso, torna a consultá-lo se, nesse mesmo momento, alguém lhe perguntar as horas. Foi então que se fez luz na minha cabeça sobre a origem primeira da famosa epígrafe. Quando eu era pequeno, a palavra reparar, supondo que já a conhecesse, não seria para mim um objecto de primeira necessidade até que um dia um tio meu (creio ter sido aquele Francisco Dinis de quem falei em As pequenas memórias) me chamou a atenção para uma certa maneira de olhar dos touros que quase sempre, comprovei-o depois, é acompanhada por uma certa maneira de erguer a cabeça. Meu tio dizia: “Ele olhou para ti, quando olhou para ti, viu-te, e agora é diferente, é outra coisa, está a reparar”."

José Saramago, in Reparar outra vez


sábado, fevereiro 14, 2009

the bookdream will began in five moments *



O mundo dos sonhos chama por mim. Esta noite vou entrar nas Viagens de Gulliver. Vou ser um anão do mundo dos anões. Objectivo do sonho: atirar pedras ao Gulliver para o irritar o máximo possível. (na foto, a biblioteca do Kansas, Estados Unidos)



* the mindless voice anounced. the program for this evening is not new. you have seen this entertainment through and through. you've seen your birth, your life, and death, you might recall all of the rest. did you have a good world when you dream?
enough to base a book on?

, adaptação de texto de jim morrison.


quinta-feira, fevereiro 12, 2009

"don't believe in god? you are not alone."



"o planeta seria muito mais pacífico se todos fôssemos ateus

Claro que, sendo a natureza humana isto que é, não nos faltariam outros motivos para todos os desacordos possíveis e imagináveis, mas ficaríamos livres dessa ideia infantil e ridícula de crer que o nosso deus é o melhor de quantos deuses andam por aí e de que o paraíso que nos espera é um hotel de cinco estrelas. E mais, creio que reinventaríamos a filosofia."
por José Saramago, in Caderno


terça-feira, setembro 16, 2008

saramago estreou-se nos blogues



Pode ter 85 anos, ter estado às portas da morte recentemente e ser um escritor de créditos firmados e que pouco tem a acrescentar à sua longa carreira, mas José Saramago lançou-se no mundo dos blogs. Parece-me uma iniciativa brilhante, aliciante e arrojada. Parabéns. Uma série televisiva recente chamada Californication e que retrata um escritor chamado Hank Moody (interpretado por David Duchovny) mostra essa mesma tendência. O escritor a atravessar um momento de pouca inspiração mostra o seu talento quando lhe sugerem que escreva num blogue.




quarta-feira, agosto 27, 2008

long john silver

"Uma vida que não continue após a morte, de um ou outro modo, através da imprensa ou na boca do povo, é caca de mosca. Ou o orvalho que se evaporou."

Cavaleiro da sorte (vulgo pirata), de seu nome Long John Silver, no livro de Björn Larsson, Long John Silver.




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"Um capitão pode ser destituído, mas ninguém destitui John Silver."
idem



sábado, julho 05, 2008

a luta dele :: as palavras que ficam





Curioso como o livro Mein Kampf, de Adolf Hitler, tem páginas e páginas introdutórias, antes de entrar no discurso directo de Hitler. Mais curioso é ver um livro sobre o amor entre Eva Braun e Hitler, intitulado A Vida Perdida de Eva Braun, de Angela Lambert. A capa é uma foto caseira do casal. O que diria Eva às torturas e perseguições perpetradas pelo seu Adolf? Concordaria com elas? Digamos que estou a ficar bastante interessado no tema.

Nem de propósito: Homem corta cabeça de figura de cera de Hitler




Os livros (dinheiro gasto) mais recentes são (o último já há muito tempo que queria comprar):

Os Templários, Barbara Frale
The First Global Village - How Portugal Changed The World, de Martin Page
(aqui fica o obituário do autor: Obituary: Martin Page Media The Guardian)





sábado, abril 05, 2008

dentistas da nossa vida

Duvido muito que existam muitas pessoas neste planeta que vão ao dentista e levam para ler Fundamentação da Metafísica dos Costumes, de Immanuel Kant. Eu fui. Hoje. Não tinha comigo o habitual livro do dentistas, um sobre piratas, então recorri ao já lido (para a escola) vernáculo de Kant. Poderia dizer que foi para me preparar para a dor do dentista, provocando antecipadamente outra dor, mas não. Foi mais por curiosidade, para relembrar porque é que achei o livro filosófico de Kant tão difícil de entender e ler no secundário. Para ser sincero quase não preciso de lê-lo novamente, tal é a quantidade brutal de notas à volta do texto que fiz.

Uma coisa parece-me certa, Kant não era normal, mas eu também não sou muito normal por levar aquele pequeno livro para a sala de espera do dentista. Para a próxima dou a espreitadela pela Caras e afins.

domingo, março 16, 2008

contra o acordo ortográfico

"Não se sente já perante um facto consumado [Acordo Ortográfico]?
Penso que não, e o facto de a Assembleia da República ter convocado uma audição mostra que ainda há coisas a dizer. O segundo grupo de problemas tem a ver com as bases do próprio acordo. Há uma grande diversidade de critérios, em que umas vezes se invoca a história das palavras, outras a etimologia, outras o desuso e outras a pronúncia. Não há, por isso, um critério seguro. É uma norma que implica que na grafia portuguesa desapareçam consoantes ditas mudas que têm um papel muito importante em primeiro lugar no testemunho etimológico, porque a grafia transporta consigo uma carga de informação histórica, cultural e etimológica."

entrevista pertinente a Vasco Graça Moura, in Público