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terça-feira, novembro 23, 2010
quarta-feira, janeiro 14, 2009
bordalo tem futuro, dêem futuro ao mestre
As Caldas não são só objectos fálicos e a malandrice tão conhecida. Rafael Bordalo Pinheiro deixou na minha terra-natal muita da sua arte, que é tão diversa quanto bela, útil (sim, a arte pode ser útil para se utilizar, por exemplo, como louça) e única. Esta reportagem da talentosa Alexandra Prado Coelho tinha de aparecer neste blogue de um caldense...

Os animais gigantes de Bordalo lutam pela vida
Centenas de moldes centenários das peças de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro estão guardados numa cave da Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha. Com a fábrica em risco de fechar, o que irá acontecer à vespa, às rãs, aos golfinhos mitológicos e a toda a fauna e flora criados por Bordalo? Há quem apele ao Estado para que ajude a manter vivo este património. A artista plástica Joana Vasconcelos, que tem vendido muitas peças feitas a partir de Bordalo, garante que esta produção tem toda a viabilidade económica.
Por Alexandra Prado Coelho (texto) e Pedro Cunha (fotos)
Na sexta-feira, a vespa gigante ainda estava no forno. Só dois dias depois é que se saberia se o animal, criado há mais de um século por Rafael Bordalo Pinheiro e recriado agora a partir do molde original, sairia bem. "É a primeira que se fabrica desde 1900. Isto é histórico", diz a técnica de cerâmica Elsa Rebelo. Só há uma vespa igual a esta, é centenária, e está ali mesmo ao lado, num muro da fábrica de cerâmica das Caldas da Rainha.
Na loja da fábrica já resta muito pouco. As prateleiras foram-se esvaziando ao longo das últimas semanas ao ritmo das notícias sobre a crise económica e os riscos de encerramento das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro.
Mas quem passar para lá da loja, atravessar o jardim, com o laguinho em redor do qual ainda estão alguns dos animais do tempo de Bordalo Pinheiro, passar pelo lobo, pelo golfinho mitológico, pela abelha gigante, e seguir até às oficinas da fábrica, vai encontrar alguns operários (trabalham aqui cerca de 12 ou 13 pessoas) agarrados às peças que fazem à mão há anos.
versão completa no site do Ipsilon

Ainda há na edição de hoje, terça-feira, do P2 do Público a opinião curiosa e pertinente de José Vítor Malheiros sobre Bordalo, com o título: Um manguito para Bordalo? (não está online para não assinantes)
Destaco esta passagem:
"Uma das originalidades da fábrica de Bordalo era a estreita ligação entre a indústria e a arte (“indústria de arte” chamava-lhe Ramalho Ortigão, um dos seus mentores), no espírito do movimento Arts and Crafts, então no seu apogeu e que era uma das suas referências artísticas. E esse espírito traduziu-se, nomeadamente, na entusiástica aposta na formação profissional, que desde o início constituiu uma das marcas da fábrica.
Desde o início – e até hoje – a fábrica Bordalo Pinheiro assumiu como marca essa cultura de mestres artesãos orgulhosos do seu trabalho, empenhados em formar os melhores aprendizes e desejosos de colocar o melhor design ao alcance do grande público.
O que é espantoso na actual crise é que ela possa ameaçar a sobrevivência de algo que continua hoje a ser sinal de excelência e a ter um mercado que se estende muito para além das fronteiras. Não é crível que não haja encomendas na faiança artística da fábrica Bordalo Pinheiro e, se não as há, é porque o sector terá sido descurado pelo marketing."

Os animais gigantes de Bordalo lutam pela vida
Centenas de moldes centenários das peças de cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro estão guardados numa cave da Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha. Com a fábrica em risco de fechar, o que irá acontecer à vespa, às rãs, aos golfinhos mitológicos e a toda a fauna e flora criados por Bordalo? Há quem apele ao Estado para que ajude a manter vivo este património. A artista plástica Joana Vasconcelos, que tem vendido muitas peças feitas a partir de Bordalo, garante que esta produção tem toda a viabilidade económica.
Por Alexandra Prado Coelho (texto) e Pedro Cunha (fotos)
Na sexta-feira, a vespa gigante ainda estava no forno. Só dois dias depois é que se saberia se o animal, criado há mais de um século por Rafael Bordalo Pinheiro e recriado agora a partir do molde original, sairia bem. "É a primeira que se fabrica desde 1900. Isto é histórico", diz a técnica de cerâmica Elsa Rebelo. Só há uma vespa igual a esta, é centenária, e está ali mesmo ao lado, num muro da fábrica de cerâmica das Caldas da Rainha.
Na loja da fábrica já resta muito pouco. As prateleiras foram-se esvaziando ao longo das últimas semanas ao ritmo das notícias sobre a crise económica e os riscos de encerramento das Faianças Artísticas Bordalo Pinheiro.
Mas quem passar para lá da loja, atravessar o jardim, com o laguinho em redor do qual ainda estão alguns dos animais do tempo de Bordalo Pinheiro, passar pelo lobo, pelo golfinho mitológico, pela abelha gigante, e seguir até às oficinas da fábrica, vai encontrar alguns operários (trabalham aqui cerca de 12 ou 13 pessoas) agarrados às peças que fazem à mão há anos.
versão completa no site do Ipsilon

Ainda há na edição de hoje, terça-feira, do P2 do Público a opinião curiosa e pertinente de José Vítor Malheiros sobre Bordalo, com o título: Um manguito para Bordalo? (não está online para não assinantes)
Destaco esta passagem:
"Uma das originalidades da fábrica de Bordalo era a estreita ligação entre a indústria e a arte (“indústria de arte” chamava-lhe Ramalho Ortigão, um dos seus mentores), no espírito do movimento Arts and Crafts, então no seu apogeu e que era uma das suas referências artísticas. E esse espírito traduziu-se, nomeadamente, na entusiástica aposta na formação profissional, que desde o início constituiu uma das marcas da fábrica.
Desde o início – e até hoje – a fábrica Bordalo Pinheiro assumiu como marca essa cultura de mestres artesãos orgulhosos do seu trabalho, empenhados em formar os melhores aprendizes e desejosos de colocar o melhor design ao alcance do grande público.
O que é espantoso na actual crise é que ela possa ameaçar a sobrevivência de algo que continua hoje a ser sinal de excelência e a ter um mercado que se estende muito para além das fronteiras. Não é crível que não haja encomendas na faiança artística da fábrica Bordalo Pinheiro e, se não as há, é porque o sector terá sido descurado pelo marketing."
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sábado, janeiro 10, 2009
segunda-feira, janeiro 05, 2009
sábado, novembro 29, 2008
há arte na internet

O MOMA de Nova Iorque tem um site delicioso. Está ali tudo o que um site de arte deveria de ter. Para além dos mini-sites (que são uma autêntica sala temática) sobre um determinado autor, que dá para visualizar em página inteira, permite ainda fazer um zoom impressionante aos quadros, vendo com pormenor cada um deles. Muito bem conseguido, sim senhor.
Neste momento está em exibição online quadros de Joan Miró. A ver.
terça-feira, setembro 23, 2008
há ahrte em berlim

A escultura polémica que está a chocar a Alemanha inclui a chanceller Angela Merkel e o ex-chanceller Gerhard Schröder, bem como mais três ministros do governo alemão, todos completamente nús e a segurar (sim é segurar, não é tapa) nas partes intímas uns dos outros (é o que se chama solidariedade sexual). É da autoria do escultor Peter Lenk e está em exibição em Berlim. O lema é:
A política é bastante mais pornográfica do que qualquer arte.
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sábado, maio 03, 2008
há ahrte no mundo :: o regresso do filho pródigo

The Return of the Prodigal Son (1642)
por Rembrandt Harmensz
Desenhado com lápis e pincel. Está no Museu Teylers, em Haarlem na Holanda.
Descrição: "A sublime portrayal of human emotions – the repentant son, thought lost forever, and the father, full of forgiveness. While the son falls to his knees, the father’s knees cannot hold him either and he buckles, dropping his stick in the process."
quarta-feira, abril 09, 2008
ahrte do dia
O tecto da Capela Sistina, onde já estive, não é tão iluminado quanto aparece nesta reprodução da obra de Michelangelo.
sexta-feira, janeiro 18, 2008
nota mental
O meu trabalho de faculdade sobre o quadro O Fado de José Malhoa é citado num site sobre arte chamado Joker Art Gallery. Pode ser visto aqui.
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sexta-feira, dezembro 28, 2007
sexta-feira, outubro 26, 2007
ahrte sexual

O Público de hoje tem um belo artigo que indicia que há três mil anos havia menos tabus com o sexo em peças artísticas do que hoje (pega numa exposição cujas fotos já mostrei por aqui). Deixo de seguida parte do texto curioso que vai da conversa de museus à conversa sobre Cicciolina:
Sexo e Arte Há três mil anos havia menos tabus?
26.10.2007, Alexandra Prado Coelho
Uma exposição em Londres e um debate em Lisboa servem de pretexto para discutir a sexualidade na Antiguidade e tentar perceber o que aconteceu entre os frescos de Pompeia e os quadros de Jeff Koons com Cicciolina
Estava-se no final do século XVIII e o Museu Nacional Arqueológico de Nápoles não sabia o que fazer aos objectos com imagens sexualmente explícitas - e eram muitos - que os arqueólogos iam encontrando nas escavações da cidade romana de Pompeia, destruída pela erupção do Vesúvio em 79. Decidiu, por fim, colocá-los num "Gabinetto Segreto", só acessível a "pessoas de idade madura e moral respeitável".
Se excluirmos uma breve abertura no final dos anos 60, este gabinete secreto (uma espécie de peep-show, há quem diga hoje) só foi aberto ao público no ano 2000 - e mesmo actualmente é preciso comprar um bilhete extra para entrar.
Será que a arte erótica de Pompeia ainda nos choca? Era o mundo antigo mais liberal no que diz respeito à sexualidade? Ainda não sabemos dizer exactamente o que é arte e o que é pornografia? Há hoje mais tabus? Ou já não há tabus? O debate regressou por causa da exposição Seduced: Art and Sex from Antiquity to Now, que inaugurou este mês no Barbican, em Londres (onde fica até 27 de Janeiro).
São 250 obras de arte (uma de um português, Julião Sarmento) que percorrem um período de 2000 anos, dos vasos gregos onde se vêem homens e mulheres (ou homens e homens) a ter relações sexuais, a Blowjob, filme feito em 1963 por Andy Warhol, passando por um pequeno quadro de Picasso emprestado pelo Metropolitan Museam of Art de Nova Iorque, sobre o mesmo tema do filme de Warhol e sintomaticamente chamado La Douleur (1903), ou pelos quadros de Jeff Koons com a sua ex-mulher, a antiga actriz de filmes porno Cicciolina. "Queremos que Londres não pense em mais nada senão em sexo durante três meses", disse ao Guardian Marina Wallace, uma das comissárias da exposição.
Sexo e Arte Há três mil anos havia menos tabus?
26.10.2007, Alexandra Prado Coelho
Uma exposição em Londres e um debate em Lisboa servem de pretexto para discutir a sexualidade na Antiguidade e tentar perceber o que aconteceu entre os frescos de Pompeia e os quadros de Jeff Koons com Cicciolina
Estava-se no final do século XVIII e o Museu Nacional Arqueológico de Nápoles não sabia o que fazer aos objectos com imagens sexualmente explícitas - e eram muitos - que os arqueólogos iam encontrando nas escavações da cidade romana de Pompeia, destruída pela erupção do Vesúvio em 79. Decidiu, por fim, colocá-los num "Gabinetto Segreto", só acessível a "pessoas de idade madura e moral respeitável".
Se excluirmos uma breve abertura no final dos anos 60, este gabinete secreto (uma espécie de peep-show, há quem diga hoje) só foi aberto ao público no ano 2000 - e mesmo actualmente é preciso comprar um bilhete extra para entrar.

Será que a arte erótica de Pompeia ainda nos choca? Era o mundo antigo mais liberal no que diz respeito à sexualidade? Ainda não sabemos dizer exactamente o que é arte e o que é pornografia? Há hoje mais tabus? Ou já não há tabus? O debate regressou por causa da exposição Seduced: Art and Sex from Antiquity to Now, que inaugurou este mês no Barbican, em Londres (onde fica até 27 de Janeiro).
São 250 obras de arte (uma de um português, Julião Sarmento) que percorrem um período de 2000 anos, dos vasos gregos onde se vêem homens e mulheres (ou homens e homens) a ter relações sexuais, a Blowjob, filme feito em 1963 por Andy Warhol, passando por um pequeno quadro de Picasso emprestado pelo Metropolitan Museam of Art de Nova Iorque, sobre o mesmo tema do filme de Warhol e sintomaticamente chamado La Douleur (1903), ou pelos quadros de Jeff Koons com a sua ex-mulher, a antiga actriz de filmes porno Cicciolina. "Queremos que Londres não pense em mais nada senão em sexo durante três meses", disse ao Guardian Marina Wallace, uma das comissárias da exposição.
A prostituição em Roma. Em Portugal, vários professores universitários juntaram-se também para, durante um período mais modesto, de apenas três dias, não falarem de mais nada se não de sexo. Num colóquio que termina hoje na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, especialistas de várias áreas da História discutiram A Sexualidade no Mundo Antigo, num debate do qual podem sair respostas a algumas das questões levantadas pela exposição de Londres. 
A vida sexual na Roma antiga, por exemplo, tinha tão poucos tabus como parece nas séries de televisão? "A prostituição não era propriamente elogiada, aliás quem a exercia estava na base da pirâmide social, mas era vista como totalmente necessária", explica Nuno Simões Rodrigues, da Universidade de Lisboa, que, no colóquio, falou precisamente sobre Os submundos da sexualidade em Roma. "As matronas, senhoras da aristocracia, muitas vezes mantinham as escravas como prostitutas, ganhando dinheiro para elas próprias, e tendo os maridos, os filhos ou os pais como clientes."

A vida sexual na Roma antiga, por exemplo, tinha tão poucos tabus como parece nas séries de televisão? "A prostituição não era propriamente elogiada, aliás quem a exercia estava na base da pirâmide social, mas era vista como totalmente necessária", explica Nuno Simões Rodrigues, da Universidade de Lisboa, que, no colóquio, falou precisamente sobre Os submundos da sexualidade em Roma. "As matronas, senhoras da aristocracia, muitas vezes mantinham as escravas como prostitutas, ganhando dinheiro para elas próprias, e tendo os maridos, os filhos ou os pais como clientes."
ahrte em londres
Arte escatológica no centro de arte South Bank, de Londres. As peças pertencem a Klaus Weber e vêm com o título sugestivo The Big Giving.
segunda-feira, outubro 08, 2007
o buraco de claude monet
[Já me passou pela cabeça dezenas de vezes, mas um grupo de pessoas em França colocou o pensamento em acção ao entrar num museu parisiense e fazer um buraco num quadro de Monet. A arte é relativa, mas o estragos não o são.]
Gang punches hole in Monet work
A gang of intruders has broken into a museum in Paris and inflicted serious damage on a painting by Impressionist artist Claude Monet. Four or five people were caught on camera breaking into the Musee d'Orsay via a back door early on Sunday. An alarm sounded but the apparently drunken group fled after punching a 10cm (four inch) hole in the famous painting Le Pont d'Argenteuil. This is the latest in a number of security incidents at French museums.
quarta-feira, setembro 26, 2007
terça-feira, agosto 21, 2007
domingo, julho 08, 2007
nus pela tolerância e ahrte
Start Again: Nus pela tolerância. Participantes em uma das actividades, em Madrid, a propósito do Dia do Orgulho Gay.


sábado, fevereiro 17, 2007
la liberté
La liberté guidant le peuple, de Eugène Delacroix.
Quadro que simboliza a revolução e a liberdade. Está a dar um documentário curioso na 2: sobre este quadro e a sua história. Muito bom.
La Liberté guidant le peuple - Wikipédia
Liberty Leading the People - Wikipedia
Musée du Louvre Eugène Delacroix 1798-1863, La liberté
Revolução Francesa - Wikipédia
Eugène Delacroix - Wikipedia
Foto no Louvre
Quadro que simboliza a revolução e a liberdade. Está a dar um documentário curioso na 2: sobre este quadro e a sua história. Muito bom.
La Liberté guidant le peuple - Wikipédia
Liberty Leading the People - Wikipedia
Musée du Louvre Eugène Delacroix 1798-1863, La liberté
Revolução Francesa - Wikipédia
Eugène Delacroix - Wikipedia
Foto no Louvre
domingo, outubro 29, 2006
amadeo de souza cardozo

Quadro de Amadeo desaparecido há 100 anos comprado pela Gulbenkian
Lucinda Canelas
Chama-se Avant la Corrida e estava desaparecido há quase 100 anos, nas mãos de um coleccionador americano. É uma das muitas novidades da pesquisa para o catálogo do artista, um dos maiores pintores portugueses do século XX. Vai ser mostrado em Lisboa numa exposição que abre a 14 de Novembro
segunda-feira, setembro 18, 2006
quarta-feira, agosto 09, 2006
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