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domingo, julho 12, 2009

há portas e portas


A porta dos bastidores do mítico Old Vic, em Londres.



sexta-feira, julho 03, 2009

cai teatro em london city

Ver uma bela peça de teatro com actores conhecidos do cinema deixa um sabor especial de momento único. Na verdade uma peça é irrepetível. Podemos ver um filme na sala de cinema e levá-lo pouco depois para casa em DVD.
Mas uma peça de teatro não se leva para casa para rever. Apenas se leva a recordação dela e da experiência, que facilmente é bem mais forte e único do que um filme. Sim, existem peças televisionadas, mas não só são muito raras (especialmente as boas) como não é a mesma coisa. Nesse sentido, é um verdadeiro presente que um actor nos está a dar ali, directamente e sem intermediários (tirando o importante papel do encenador, mas que já é passivo quando a peça fica em exibição).
Quando se tratam de actores que poderiam basear a sua carreira apenas e só no cinema, fica a sensação que, de facto, é uma paixão e uma forma de estar na profissão da interpretação de personagens. Repetir as mesmas cenas muitos dias seguidos aparenta ser difícil e aborrecido, mas depressa a ideia do aborrecido passa ao lado. Os imponderáveis e as pequenas mudanças são o aliciante, a reacção directa e sincera do público é outro e a possibilidade de limar, melhorar e saborear pequenos pormenores da interpretação deve ser bem maior.
Londres é capaz de ser a capital mundial do teatro. E sente-se essa vibração no ar, em West End ou noutros teatros épicos afastados dessa zona como o Old Vic. Cada zona tem o seu próprio teatro, curiosamente.

A paixão pela interpretação é grande no país de Shakespeare. Ainda hoje vi uma reportagem no programa da manhã da BBC, sobre um grupo de alunos adolescentes que fizeram um verdadeiro filme, com a duração de uma longa-metragem, e repleto de valor ao ponto de terem uma antestreia na escola e até irem vender DVD's (a componente de negócio cultural não falta).



quinta-feira, julho 02, 2009

cai dia em londres

Às 4h da manhã já é de dia em Londres (já não é preciso luz artificial nas ruas)... e só ficou noite depois das 21h40.


a night at the old vic...

Não é todos os dias que temos oportunidade de conhecer um dos actores predilectos da adolescência: Ethan Hawke. Falhou a entrevista pretendida e com que cheguei a sonhar durante algum tempo, mas foi concretizado o desejo de o conhecer (guardado para a posteriori nesta foto).




Londres, Waterloo. 18h45.

Depois de andar uns minutos à procura da rua certa, de passar por pubs apinhados de gente dentro e fora do estabelecimento e de perguntar a vários ingleses por indicações, ei-lo. The Old Vic. Um dos teatros mais antigos e importantes de Londres, coordenado pelo actor norte-americano Kevin Spacey.
O teatro é relativamente imponente e tem o seu próprio quarteirão (sem prédios colados). Bilhete e programa na mão e com uns minutos para gastar, passei pelo Stage Door (a porta lateral dos bastidores), bati à porta, entrei e disse ao que ia: queria tentar falar com o actor Ethan Hawke para tentar uma entrevista (não conseguida pelos meios regulares).
Com grande compreensão, simpatia e honestidade explicaram-me que ele devia estar a chegar e que podia esperar por e perguntar-lhe.
No período de espera aparece um jovem húngaro (o único por ali) que mete conversa comigo (não, não me parecia gay) a perguntar: "estás à espera do Ethan Hawke?"
Estava, claro. Pelos vistos já tinha visto a peça no sábado (The Winter's Tale) e tirado foto com ele, mas tinha ficado tremida e como trabalhava mesmo ali e o Ethan Hawke revelou-se simpático tinha passado para novo foto, à luz do dia.
O jovem contabilista húngaro, a viver há quatro anos em Londres, revelou-se um grande apreciador de peças de teatro e aconselhou-me não perder as interpretações teatrais incríveis de Kevin Spacey (que só volta a actuar no final do ano) e de Jude Law.

As dicas sobre a cidade deste húngaro londrino: nunca vir trabalhar para Londres a ganhar menos de 25 mil libras por ano (a vida é muito cara e a cidade é cheia de vida e coisas boas, mas correspondem no preço). Após quatro anos como "londrino", disse estar cansado da vida frenética e cara da cidade e pensa mesmo em sair ("na Hungria dava para ver 5 peças de teatro nos melhores lugares por um bilhete num bom lugar aqui (45 libras)".

O tempo passava e Ethan não chegava (ele só entrava na segunda parte da peça The Winter's Tale). Perto das 19h20 sai dali e fui para a sala, que se revelou mais pequena e velha do que pensava, mas ainda assim imponente, clássica e agradável.
"No photos", recorda-me uma assistente. Só tirei uma da sala... foi pena (não vi nenhum sinal para não tirar fotografias).

A peça, encenada pelo inimitável Sam Mendes (Beleza Americana), começa pouco depois da hora combinada.
O início deixa-me algo apreensivo. O inglês é arcaico (é uma peça de William Shakespeare), as palavras iradas e ditas de forma muito rápida. É difícil acompanhar. Assim que começo a perceber a história e o que move as personagens, tudo se torna aliciante e envolvente, mas foi difícil entrar naquele mundo de reis gentlemans desesperados nas belas terras de Sicilia e Bohemia.

A mistura entre actores ingleses e norte-americanos (todos altamente reputados em teatro e muitos também em cinema) revelou-se engraçada - os estilos são, de facto, diferentes. A 1ª parte da peça, mas dramalhão e pesada, é mais inglesa, a 2ª parte é claramente mais norte-americana.

Pode parece óbvio, mas o actores mais conhecidos (do cinema) são de facto os que se revelaram mais talentosos. Fiquei maravilhado com três actuações: Ethan Hawke, Sinead Cusack (uma inglesa ao nível de Helen Mirren ou mesmo Judy Dench) e Rebecca Hall. Mas o talento abundava, e de que maneira, com os risos a estarem muito nas mãos de Ethan Hawke, que se revelou um espanto para a comédia shakesperiana (incrível), o experiente Richard Easton (já fazia filmes como Othello em 1953) e o jovem trapalhão Tobias Segel.
Ainda assim houve três enganos nos diálogos que suscitaram sorrisos no palco e risos na plateia (faz parte, é teatro!).

Ethan Hawke era um ladrão matreiro, esperto, profeta da desgraça e da graça, gozão e cantador de baladas (de viola em punho). Para além de não esperar que tivesse tanta piada, foi incrível a forma como fazia as cenas e fazia reparos directamente para o público, conseguiu dominar essa técnica com uma harmonia e graça contagiante, com estilo e personalidade muito própria.

Não espera tanto dele, confesso... ainda para mais de um tipo que ainda há umas horas atrás (14h30) tinha protagonizado outra peça de teatro, que faz parte deste projecto: The Cherry Orchard, de Chehkov - com o mesmo elenco.
Outra parte incrível foi a forma como cantou. Tem uma voz cativante, harmoniosa, ligeiramente roca (ao estilo rock)... notável. Diálogos e cantorias, tudo ao vivo e sem microfones (à antiga), a fazerem-se valer da boa acústica e da projecção das suas vozes. Tive sorte em ficar na terceira fila da frente... pertíssimo do palco... é uma sensação incrível. Uma experiência que recomendo.
No total a peça teve pouco mais de 2h30 (mais 15 min. de intervalo) e convenceu-me por completo. Confesso que 45 libras (há preços desde as 10 libras em lugares mauzinhos) é um preço justo para tanta emoção, drama, dança, cantoria e comédia junta.

Peça vista, fôlego recuperado. Passo outra vez pela pequena Stage Door (muita gente passa ali a pensar tratar-se do pub que fica mais à frente na rua e tem o mesmo nome, The Stage Door). Mas agora estão, à porta, umas 10 pessoas.
Começam logo a sair alguns actores e percebo que quem está ali à espera são amigos dos actores. A talentosa, promissora e lindíssima Rebecca Hall (Match Point, Vicky Cristina Barcelona, lembram-se dela?) sai, lança sorrisos e está mesmo ao meu lado a combinar qual o bar para onde vai com as amigas que a esperavam.

Ali os actores não são estrelas, são profissionais que saem do trabalho e vão ter com os amigos. Simples. Um dos actores americanos partilha com uns amigos compatriotas a experiência da peça e pergunta sobre o que eles andam a fazer. Outro actor, inglês, aproveita para voltar a apresentar o irmão aos outros actores.
Entretanto lá sai Ethan Hawke (sem ninguém conhecido à espera dele), curiosamente quando já todos os outros actores e respectivos amigos tinham saído dali.

Cumprimento-o e explico ao que venho: "não consegui entrevista pelo teatro, será que podias responder a umas perguntas..." Entretanto duas raparigas pedem-lhe uma foto. Ele, visivelmente cansado (peças todos os dias, hoje, duas vezes num dia), pede-me para esperar um pouco e aceita, "vamos lá num instante, é só sorrir não é?".
Depois lá me pergunta novamente: "então o que querias mesmo?" Lá lhe explico que era fazer umas perguntas de teatro, cinema... ele explica-me que está muito cansado mentalmente e com alguma pressa. "Sorry, interview maybe tomorrow, if you can... today i'm too tired"- pena eu não poder.
Sem entrevista, faço-lhe o pedido final, uma fotografia ao lado de um dos "lads" do Clube dos Poetas Mortos e do filme Exploradores. E ele diz, "Claro!"
Tiro a máquina da mala e ele chama as raparigas com quem tinha tirado uma foto antes, que já estavam a sair, e pede a uma delas para ser fotógrafa de serviço.

Fotografia tirada, ele ainda me diz que caso tenha alguma curiosidade pessoal para satisfazer sobre a carreira dele para o acompanhar um instante enquanto saimos do quarteirão e...

lá vou eu numa rua londrina ao lado do Ethan Hawke, esse mesmo que passeou pelas ruas de Viena e de Paris ao lado da bela Julie Delpy. Pergunto-lhe se há planos para fazer mais um filme da saga Before Sunrise/Sunset com Julie Delpy e o realizador Richard Linklater:
"Sem dúvida, queremos fazer o terceiro. Agora, é como os outros filmes, não sabemos quando nem onde... mas no futuro vamos voltar a juntarmo-nos, isso é certo".
Outra dúvida instantânea foi sobre as performances como cantor na peça. Foi mesmo impecável e cativante... lembrei-o da canção gravada no filme Reality Bites, em que a voz parecia demasiado rouca. E ele explica "nesse filme gravei isso com a voz completamente estoirada... foi giro mas pouco profissional, quase não tinha voz quando gravei". Já sobre a eventualidade de se aventurar na música com um álbum... "nunca pensei muito nisso, não é algo que procure. Ainda assim não excluo totalmente".
Terminado o mini-quarteirão do Old Vic, ele foi into the wilderness (disse que estava desesperado por chegar à cama), voltou a pedir desculpa por não dar a entrevista, cumprimentou-me e eu foi para o metro (tube) de Waterloo com uma história para contar e uma fotografia para recordar.

Amanhã, estar com a Sandra Bullock e Ryan Reynolds não se vai comparar em nada à experiência inesquecível de uma noite no Old Vic.





Vai sair em breve um filme curioso com Ethan Hawke, chamado Daybreakers, sobre um mundo povoado por vampiros onde o ser humano está em vias de extinção. Pelo trailer fiquei curioso.


segunda-feira, junho 22, 2009

"no sex please, we’re british!"

Londres tem desde 2007 uma academia do sexo criada por médicos e psicólogos. Chama-se Amora - The Academy of Sex and Relationships e tem um site:



sexta-feira, fevereiro 20, 2009

por hyde park






by seremot in Hyde Park.

quem tem lisboa tem tudo.

Londres é mais limpa. Londres tem terra preta. Londres tem nomes das ruas em todas as esquinas (é fácil orientarmo-nos com um simples mapa). Londres é fresca e cheira bem - bem melhor do que Lisboa ou Caldas da Rainha (o meu mundo normal). Londres não tem buracos (claro que tem, mas não vi nenhum...). Londres tem obras (mas não há lama por todo o lado, nem incómodos constantes e existem boas alternativas). Londres não tem muito sol. Londres tem muitas pessoas que andam todos os dias de bicicleta ou então vão correr. Londres tem uma quantidade impressionante de comércio local, pequeno, e uma quantidade impressionante de pessoas que se divide entre os grandes centros e as pequenas lojas. Londres tem lojas que não existem em mais nenhum lugar no mundo. Londres está recheada de sítios que pertencem à história recente de bandas famosas (está lá o telhado onde os Beatles tocaram na sua despedida enquanto banda), de escritores e respectivas estórias inesquecíveis, de filmes curiosos e de actores memoráveis. Londres tem noites madrugadoras e pessoas trabalhadoras. Londres tem negócio, prosperidade, organização e rigor em quase tudo que lá é feito. Londres tem pessoas de todos os países do planeta em quantidades raras e impressionantes. Londres tem ares de império e características de ilha. Londres é.




PS: Londres não é nada de especial. Não presta. É ruim. Porcaria. Não aconselho. Nunca mais quero lá voltar.

PS2: Londres é gira para visitantes mas deve ser melhor para quem lá vive (retirando o deslumbramento inicial).

PS3: Os britânicos são dos povos do mundo que misturam melhor rigidez com um humor do tamanho do mundo. Os actores ingleses, sejam eles tipos mais velhos e respeitados ou mais novos e dedicados à comédia, são sempre os actores mais cómicos no trato pessoal.

PS4: Antes de entrevistar Hugh Dancy viu-o no programa da manhã do BBC One, chamado Breakfast. E não é que as perguntas foram de alguém que viu o filme, com genuína curiosidade sobre o assunto e com perguntas que não eram nada descabidas? Fiquei admirado. E Hugh Dancy mostrou ser um tipo descontraído, repleto de interesse e, mais uma vez, com sentido de humor apuradíssimo.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

O sono dói.


De volta a terras lusas solarengas.


segunda-feira, fevereiro 16, 2009

back to the town

Já estou, novamente, em terras londrinas. Cansado e esfomeado mas feliz por regressar. Está tudo na mesma, para já, mas descobrem-se sempre coisas e sensações novas, mesmo nos locais por onde já passámos. Sinto que pertenço a esta cidade. Sim, voltei a ficar confuso com o sentido do trânsito, e soube bem! Vou comer. Até.

PS: uma curiosidade óbvia que me apercebi agora. estando por cá posso ver os conteúdos da BBC disponíveis apenas para o Reino Unido!



sábado, fevereiro 14, 2009

soho londrino

Em Londres as peças de teatro têm horários muito cedo, antes mesmo da hora de jantar. Sofri esses horários na pele. Andava à procura de uma peça para ver num sábado na altura em que elas já tinham começado (19h). Resultado, não vi nenhuma peça.


sexta-feira, janeiro 30, 2009

caminhos diferentes



E agora, para onde? Esquerda. Buckingham Palace. Foi a primeira vez que o vi.
Ainda estamos no belo e frio St. James Park.

by seremot

quinta-feira, janeiro 29, 2009

land of the squirls



St James Park. Londres.


by seremot

domingo, julho 31, 2005

bicicleta na cidade



Estou neste momento a ver uma reportagem da SIC sobre a subida de utilização de bicicletas no centro de Londres, para evitar utilizar os transportes públicos devido aos receios de terrorismo. Ora, o centro de Londres torna possível, com facilidade, a utilização de bicicletas, mas o centro de Lisboa não é bem assim... é mesmo muito complicado andar de bicicleta pela zonas e avenidas principais. Mas era muito positivo para a cidade e para os seus habitantes poderem andar de bicicleta...

Queen - Bicycle Race
Bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle
I want to ride my bike
I want to ride my bicycle
I want to ride it where I like

You say black I say white
You say bark I say bite
You say shark I say hey man
Jaws was never my scene
And I don't like Star Wars
You say Rolls I say Royce
You say God give me a choice
You say Lord I say Christ
I don't believe in Peter Pan
Frankenstein or Superman
All I wanna do is

Bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle bicycle bicycle
I want to ride my bicycle
I want to ride my bike
I want to ride my bicycle
I want to ride my
Bicycle races are coming your way
So forget all your duties oh yeah!
Fat bottomed girls they'll be riding today
So look out for those beauties oh yeah
On your marks get set go
Bicycle race bicycle race bicycle race
Bicycle bicycle bicyI want to ride my bicycle
Bicycle bicycle bicycle
Bicycle race

You say coke I say caine
You say John I say Wayne
Hot dog I say cool it man
I don't wanna be the President of America
You say smile I say cheese
Cartier I say please
Income tax I say Jesus
I don't wanna be a candidate
For Vietnam or Watergate
Cos all I want to do is

Bicycle bicycle bicycle

sábado, julho 16, 2005

londres de volta



Depois do silêncio. Uma foto do blog inglês One Man & his Blog.

quinta-feira, julho 07, 2005

explosões em fotos



A explosão do autocarro foi uma das mais visíveis em Londres. A contagem actual e oficial de mortos é de 37. A polícia inglesa não exclui a possibilidade de mais ataques. Oficialmente ainda se desconhece os autores, mas houve um grupo auto-denominado Representante da Al Qaeda na Europa que já reivindicou o atentado.




Underground: Passengers are led through the tunnels to safety.



Fotos da BBC - ver mais

terrorismo. porquê?

Terrorismo em Londres, no minimo chocante. Seis explosões pela cidade causam várias vitimas e provocam o pânico. Al Qaeda parece estar de volta...

Fala-se agora de 50 mortos...

Two die in London terror blasts
Two people are killed and many more injured in terror attacks on London's transport network.
In pictures: London blasts
London blasts: At a glance BBC TV coverage