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quinta-feira, novembro 12, 2015

a little bit of everything

"Não precisamos de ser especialistas em tudo"


Mas dá jeito percebermos e mexermos em um pouco de tudo. Especialmente no mundo global e multidisciplinar de hoje. No jornalismo entendermos e sabermos utilizar bem as redes sociais, edição de áudio e vídeo, gravação de áudio e vídeo, fotografia, infografia, grafismo e, até, programação... dá jeito.

segunda-feira, abril 09, 2012

wallace, o justo

Nasceu em 1918, a 9 de Maio. Foi actor, soldado (na II Grande Guerra), jornalista (na rádio e na televisão), fez anúncios e pôs à prova líderes, tiranos, carniceiros e mitos. Distinguiu-se como jornalista do programa 60 Minutes e passou décadas no topo da informação política. Mike Wallace morreu ontem, aos 93 anos. Olhar para a história de vida dele é passar os olhos pela história contemporânea.

sábado, março 31, 2012

clean, organize, concentrate, simplificate

quinta-feira, outubro 20, 2011

capas desportivas espanholas

¿Por qué las portadas del Marca siempre son del Barça o del Madrid?
"No siempre abrimos con el Real Madrid, aunque sí la mayoría de veces, eso es una evidencia. La respuesta es sencilla: porque cuando abrimos en portada con otros temas u otros deportes, los datos de ventas nos demuestran que tienen peor aceptación entre nuestro público. ¿Hasta qué punto es justo echarnos la culpa a nosotros de las preferencias de nuestros lectores? Es un tema que invita a un debate más profundo, pero en esencia es eso."


A resposta é do sub-director do jornal desportivo espanhol Marca, Carlos Carpio.

segunda-feira, agosto 23, 2010

escolhas

Agora, há um curso para ti que queres vencer, tu vais gostar, aprender a ser estagiário e nada ganhar... vem cá o teu sucesso é aqui, fechado num sala em Portugal, o jornalismo é para ti!


(baseado na música de promoção do Cenfic... um belo anúncio, diga-se)


sexta-feira, julho 30, 2010

stuck in the elevator with...

Pois é, o Nicolas Cage é um tipo um pouco estranho. E andou com a sua mais que tudo de origem asiática e respectivo filho por entre jornalistas num 44.º andar de um hotel junto à Marina de Barcelona. Lá se tirou a foto da praxe e aconselhou um implante capilar convincente (em português). Ainda deu para descobrir que nunca esteve em Portugal e aconselhar Sintra...

Hoje também foi dia de ficar preso num elevador durante uns 20 minutos. Lá dentro estava eu, o Tendas, o Portugal e um actor chamado Jay Baruchel. Ele e o seu prato com chocolates variados e duas Coca Colas. Primeiro disse piadas e reagiu a provocações dos três tugas presentes, depois começou a ficar claustrofóbico (estava muito calor) quando uma rapariga espanhola começou a chorar com ansiedade. Uma experiência a não repetir, mas que acabou com um belo conjunto de chocolates belgas entregue à noite no quarto, para compensar. Nice one. Agora está-se no lobby. Olha, o Jerry Bruckheimer acabou de passar. Agora foi o Alfred Molina... agora vou eu. Adios. Amanhã são as entrevistas.

segunda-feira, julho 12, 2010

interviewing

Há sempre algum nervosismo antes de uma entrevista, mas mais quando temos de esperar que o telefone toque para começarmos.

quarta-feira, julho 07, 2010

jornalismo para sempre

Por esta profissão que escolhi e me escolheu...
Resumindo: os custos editoriais de um jornal são pequenos comparados com tudo o resto, desde a produção à parte comercial, de marketing, de administração, etc. E isto diz muito do que se passa nos órgãos de comunicação social nos dias de hoje. Empresas onde o jornalismo, o que alimenta o jornal e o faz ser lido pelo leitor, é secundário (e mesmo os gráficos que dão corpo, forma e luz ao jornal). E isso continua a ver-se na Internet, onde alguns (como o The Times) acham que é justo ao leitor pagar para ver os conteúdos. Eu acho que a alternativa é outra - e pode envolver os Googles e Yahoos da nossa vida e dinheiro.


"On the cost side, costs unrelated to editorial work such as production, maintenance, administration, promotion and advertising, and distribution dominate newspaper costs. These large fixed costs make newspaper organisations more vulnerable to the downturns and less agile in reacting to the online news environment."

"Google’s chief economist Hal Varian looked at the US industry and found that in terms of core costs, only 14% of costs as a percentage of revenue went to pay for editorial. Production costs were 52% of newspaper costs by revenue. (Varian has sourced all of his statistics from the US Statistical Abstract, the Newspaper Association of America, the Pew Foundation and academic sources.)"


in Strange Attractor; via Ponto Media




"So in addition to being able to interview, report, write, shoot, and edit (text, audio, stills and video), you need to be able to master product development, sales, promotion, advertising, marketing -- and all in a digital context, which implies scaling the heights of social media, conquering search engine optimization, and slaying 'em in the aisles with your tutorials and seminars on the workshop/lecture circuit. Oh, and be sure you can write killer applications for foundation grants. "

in Kobre Channel

sexta-feira, março 26, 2010

o imaginário

The pleasure to write. 

The excitment of talking to the 'eye' that as a big audience. 

The focus on what your talking.

The will of giving something new, a fresh perspective.






sábado, março 06, 2010

o público é público

Parabéns ao Público! 20 anos de grandes momentos.
Este vídeo resume um pouco do jornal.



quarta-feira, março 03, 2010

granado disse adeus ao público

Lamentações de um ex-estudante de jornalismo: nunca ter tido aulas com o António Granado.


Atravessei o curso da Nova numa altura em que ele não estava a dar aulas e, logo após o fim da licenciatura, no estágio no Público, Granado estava ausente do jornal, acho que estava a fazer um doutoramento nos Estados Unidos.
Conheci-o ainda estudante de jornalismo. Mesmo sem ser meu professor, ele foi a minha fonte de inspiração para a minha primeira reportagem para uma cadeira de Géneros Jornalísticos, com o Mário Mesquita. Em cima da mesa tinha duas ideias, um perfil (sobre o Miguel Sousa Tavares) ou uma reportagem, onde o tema dos estagiários de jornalismo (da própria classe à qual achava que queria pertencer) me cativava. O professor Mário Mesquita, que conhecia bem o Miguel Sousa Tavares e até tinha estórias dele de quando era miúdo, achava que era muito complicado eu fazer um perfil dele, porque seria quase impossível conseguir uma entrevista desta âmbito.
Eu era jovem, idealista e teimoso (às vezes ainda sou assim) e achei que tinha, no mínimo de tentar. Era o 3.º ano de faculdade e fui, pela primeira vez na minha vida, às instalações do Público (morava lá ao pé mas nunca tinha entrado), para tentar falar com alguém que me dar dicas do Miguel Sousa Tavares e o respectivo contacto.
Falei por telefone, da recepção, com uma ou duas pessoas, a explicar ao que ia (um miúdo chato a fazer um trabalho para a faculdade) e o telefone acabou por ir parar ao António Granado. Expliquei-lhe a ideia do perfil e ele disse-me que isso era muito complicado. Mas mandou-me subir. Nas próximas três horas estive sentado ao lado dele na sua secretária, onde ostentava com orgulho no desktop do computador fotos dos filhos, e tive o meu primeiro vislumbre do que era a profissão onde me queria meter. Sem floreados, mas sim com muita sinceridade.
Tirou-me da cabeça a ideia complicada do perfil ao Sousa Tavares e deu-me muito material para a reportagem sobre o cenário negro dos estagiários de jornalismo naquela altura (que reflectia a profissão). Mais do que isso, sem ser meu professor mas tendo leccionado na minha universidade (voltou passado uns tempos e continua por lá), deu-me dicas preciosas (pena não terem vindo logo no primeiro ano de faculdade), explicou-me quais deveriam de ser as prioridades de um jornalista, os passos certos para chegar à profissão e até a forma correcta de "montar" uma boa história e uma reportagem.
Foi uma aula completa, com direito a pausas para tratar de assuntos da edição, ou com o José Manuel Fernandes ou o Nuno Pacheco..., e eu ali, puto, a achar tudo aquilo o máximo... a achar incrível como a minha teimosia e espírito de missão me tinham levado até àquela situação, que causaria inveja a todos os meus colegas.
Confesso que nem tudo aquilo que o António Granado me quis ensinar naquela tarde, foi assimilado à primeira, foi preciso meter as mãos no trabalho diário para perceber, assimilar, mas foi uma porta que se abriu. Aprendi mais naqueles minutos do que em anos de curso. Senti-me mais inspirado ali, na redacção do Público, do que em toda a licenciatura. Embora ele me tenha contado todas as dificuldades de acesso à profissão, os desafios muito difíceis na altura para os jornalistas, acho que foi ali que senti o empurrão final para seguir em frente.
Embora hoje continue a sentir alguma inveja ao ouvir colegas de curso de anos seguintes que falam maravilhas no professor António Granado que, na verdade, nunca tive enquanto tal, sinto-me um pouco reconfortado por ter tido aquela tarde de Público - um jornal que, à semelhança da TSF, foi dos sítios onde aprendi mais a fazer o que faço hoje.
Digo tudo isto, porque fiquei algo perplexo pelo António Granado ter saído no final de Fevereiro o jornal Público.

Adenda: Outra lição curiosa daquela tarde foi sobre as especializações. Percebi que não era necessário ser especialista em ciência para fazer a secção Ciência. Até porque, por um lado, um jornalista demasiado especialista iria ter tendência a escrever de forma a que ninguém percebesse. Alguém menos especialista, teria naturalmente de se informar, contactar inclusive especialistas para se inteirar de um tema, mas escreveria de forma mais simples para o leitor comum. Ele deu o exemplo da Ciência, porque aconteceu-lhe isso, foi parar à secção Ciência e evolui bastante aí embora não fosse, inicialmente, especialista na matéria. A base do jornalismo está ali. Não domina um assunto? Informa-se o máximo e melhor possível, e transmite a melhor informação do modo mais simples e perceptível para o leitor comum. Simples.


sábado, janeiro 02, 2010

jmf e o cm

É estranho (mas compreensível) ver um cronista e ex-director do Público, como José Manuel Fernandes, escrever esta curiosa crónica no Correio da Manhã - onde está um ex-director adjunto do Público chamado Eduardo Dâmaso. A crónica que se segue, se calhar, se fosse escrita no Público, poderia ter menos impacto ou ser vista de outra forma.


Sócrates e relações perigosas
"Ninguém, na assembleia da república, quis saber o que se passava. a entidade reguladora para a comunicação social (erc) não mexeu um dedo. E o caso só não foi esquecido porque, dez meses e três eleições depois, a revista ‘Sábado’ fez uma investigação.
(...)
Vale pois a pena recordar os principais casos, já que definem um padrão de comportamento, a saber: José Sócrates tem dificuldade em lidar com as críticas e, por isso, com a liberdade de imprensa, não hesitando em utilizar meios como o ataque político directo, o recurso aos tribunais como forma de intimidação ou o exercício de pressões económicas sobre as empresas e os seus accionistas. Isto para não falar das mudanças legislativas, que Francisco Pinto Balsemão já disse corresponderem a 'um plano para enfraquecer os grupos de Comunicação Social privados'. Aqui pela mão de um ministro, Augusto Santos Silva, 'o pior ministro que houve desde o 25 de Abril'.
(...)
O que estará nas famosas 'escutas' de conversas entre Vara e Sócrates será apenas a ponta do icebergue. O primeiro-ministro estava por dentro dos planos da PT para comprar a TVI (e, supõe--se, domesticá-la)? Não passa pela cabeça de ninguém que não estivesse. Não se percebia como é que o grupo do 'amigo' Joaquim Oliveira conseguia financiar os seus investimentos na comunicação social? Há muito que se especulava sobre as suas relações 'especiais' com gestores da banca como Vara. As conversas suportam as suspeitas? Não sabemos, pelo que o melhor é revelá-las para não subsistirem dúvidas sobre temas tão graves.
(...)
Não se sabe a que 'ondas indesejáveis' se referia o editorialista que se tem distinguido na defesa do seu accionista, a Ongoing, dos seus aliados, o BES e a PT, e também de José Sócrates. Mas 2009 mostrou que o jornalismo independente é um osso duro de roer e que se há 'impérios' construídos sobre a areia, vulneráveis a quaisquer ondas, há também gente de carácter, firme como uma rocha, que dá e dará muita luta a tudo o que for indesejável, e doentio, numa democracia aberta e livre. "


jornalismo global

A TVI está cada vez mais SIC, com aposta em reportagens em horário nobre. A jornalista moçambicana (sim, moçambicana) Conceição Queiroz foi a responsável pela última reportagem sobre... Lisboa. Apesar de se ter ido buscar várias referências à história, parece-me que a alternância entre modernidade e passado nem sempre foi bem conseguido.
Curioso como foi quis saber mais sobre esta jornalista que aparentava logo não ser do continente português e aqui vai alguma informação:

"Em Cabo Verde senti que fiz serviço público"


sexta-feira, setembro 18, 2009

proposta irrecusável...

Jovem conhecedor da internet (preferência por licenciados em comunicação social), profissão de futuro: actualiza blogs e redes sociais da nossa empresa das 10h às 20h e ainda te oferecemos 100€/mês! (só durante 4 meses, depois até podes ficar por cá, a ganhar o dobro!!!)

[Há muitos anúncios deste tipo por aí]


quarta-feira, agosto 19, 2009

portugal sob o olhar espanhol

"El Alentejo litoral es uno de los últimos reductos costeros de la península que se han resistido a la especulación inmobiliaria. La excepción, la península de Troia -junto a Setúbal y ya muy cerca de Lisboa- confirma la regla. Su reurbanización, además, se ha hecho tras derribar los peores rascacielos tipo Manga del Mar Menor y apostando por una arquitectura de calidad.

Tras haber sido la avanzadilla de Occidente y pionero de la mundialización -véase la India, a la que Portugal llegó antes que a las Indias, por lo menos declaradamente, a diferencia de Castilla- con su lentitud, su luz y sus sabores, Portugal parece resignado a su destino de balneario de Europa."



Jordi Baños, La Vanguardia, Espanha


quinta-feira, julho 23, 2009

livestrong, a marca de armstrong



Lance Armstrong anunciou hoje que vai estar presente no Volta à França de 2010 na sua nova equipa, a RadioShack. O anúncio foi feito neste vídeo online. Armstrong utiliza como poucos esta ferramento impressionante. Ele está no Twitter aqui.

Escrevi um artigo sobre desportistas no Twitter por aqui.


segunda-feira, julho 13, 2009

experiência de crónica i

Texto escrito para a edição da última quinta-feira do jornal Destak como crónica, que será semanal até final do mês.



De scooter por Lisboa
A experiência de liberdade

O vento na cara, no corpo, nas mãos. Andar de moto transmite uma sensação de liberdade impressionante. Liberdade de pensamentos, movimentos e até estacionamento. Esta é a primeira impressão que podemos partilhar na primeira crónica desta aventura de um mês, que pretende relatar vantagens e desvantagens de conduzir uma scooter em Lisboa.

Munido de uma Piaggio MP3, a scooter das três rodas que traz claramente maior índice e sensação de segurança, os primeiros dias de passeio por Lisboa foram o recordar da experiência de scooter da adolescência, nas Caldas da Rainha. E, como se diz, é como andar de bicicleta. Quem aprendeu não esquece.

Este pequeno símbolo da liberdade de movimentos é menos exigente e mais rápido do que uma bicicleta (o meio mais económico do mundo). E consegue ser mais simples, prático, rápido, barato (em combustível e preço de compra) e amigo do ambiente do que qualquer carro – nem o minúsculo indiano Tata Nano lhe chega aos calcanhares.

Gastar oito minutos para sair de Benfica, chegar ao Marquês de Pombal e estacionar à porta da Cinemateca Portuguesa pode parecer cenário improvável, mas de mota essa liberdade é provável. Os semáforos passam a ser mais verdes do que vermelhos. Porquê? Passar por entre a fila de carros até ao semáforo ajuda. A bondade dos condutores também: a maior parte sempre que vê uma mota abre a brecha necessária para o “brinquedo” das cidades poder passar.

Chama-se scooter e é transporte privilegiado nas cidades italianas, espanholas, francesas e britânicas e até já os americanos, com a crise dos combustíveis, começaram a aderiram à moda que chamam “europeia”. E porque é que se vendem tão poucas em Portugal?


terça-feira, junho 30, 2009

k7 ou digital?

Scott Campbell with Walkman

O curioso teste de um miúdo de 13 anos entre o seu iPod do dia-a-dia e o velhinho Walkmen do pai. Um desafio curioso da BBC.



quarta-feira, junho 24, 2009

incongruências

Definição de ridículo, esta noite: assistir a uma Ana Lourenço tímida entrevistar a líder do principal partido de alternativa ao Governo actual e ver de seguido o experiente Mário Crespo dirigir a análise à entrevista....



sábado, junho 06, 2009

i was the paperboy

O melhor conselho desta lista de 5 coisas que os jornais poderiam aprender com o jogo clássico Paperboy (fui jogador ferrenho nos anos 90) é aquele que diz: Coloca as notícias nas mãos dos teus consumidores. Também gostei daquela que diz: Se alguém não lê o teu jornal, atira-o à cabeça deles!