Daqui a pouco parto para Amesterdão. Segue-se Bruges, Bruxelas, Antuérpia, Roterdão, Haia. Desejem-me sorte!
quinta-feira, agosto 06, 2009
terça-feira, agosto 04, 2009
ah, o isaltino e tal...
Vou ali a uma ilha paradisíaca apanhar banhos de sol, de mar, jogar à bola e raquetes e já venho...
segunda-feira, agosto 03, 2009
supertubos is back!

Mr. Charruadas fez hoje, dia 3 de Agosto, 28 anos. Bem-vindo ao clube Roberto!
Foto tirada por Mr. Charruadas do por do sol desta tarde em Supertubos. Tudo aconteceu depois das 20h e logo após um valente banho...
domingo, agosto 02, 2009
hallelujah senhor coen
(texto escrito quinta-feira à noite para Destak.pt)
Concerto
Leonard Cohen «és o nosso homem»
Chama-se Leonard Cohen, inspirou músicos, letristas, poetas e meros apreciadores de música ao longo de várias gerações e esta noite a sua voz única inundou de sorrisos um Pavilhão Atlântico quase lotado. Despediu-se a dizer desejando o «mais difícil», «sejam bondosos».
A voz inimitável, grave como poucas e muito melodiosa. Os poemas inspirados e que tocam as profundezas humanas. A boa música tocada e cantada por uma banda de excepção – que incluiu uma colaboradora em algumas letras, de timbre notável. O senhor Coen, anfitrião da casa que é a sua voz, tornou a noite de 30 de Julho de 2009 especial para os 12 mil espectadores que estiveram no Atlântico.
Dono de um charme que parece em vias de extinção e um à vontade e entrega a cada canção como se fosse a última, Leonard Cohen cantou, tocou, dançou, ajoelhou-se e fez ainda uma oração muito especial. O senhor Cohen, quando canta, fá-lo para cada um de nós. Mesmo num local com tantas pessoas. Em palco, o senhor que criou álbuns como Songs of Love and Hate, Death of a Ladies' Man e I'm Your Man ainda sorriu, agradeceu ao público «demasiado amáveis», alterou a letra de uma canção para colocar a palavra «Lisboa» e ainda fez questão de apresentar a sua banda de amigos (com CV’s incluídos) duas vezes.
Por entre espanhóis, canadianos, holandeses e, claro, muitos portugueses, os seguidores desta espécie de religião Leonard Cohen vibraram mais com três belos momentos em três belas canções. Tower of Song foi o primeiro auge da noite. A mais energética e famosa (até pela cover de Jeff Buckley) canção/hino, Hallelujah, tornou-se no momento mais especial deste concerto de três horas (com um intervalo simpático pelo meio). Memorável e perfeita foi ainda a interpretação de I’m Your Man, durante a qual um convidado da casa Cohen gritou acertadamente: «és o nosso homem».
Para o final difícil era estar-se sentado… tal era a energia e a inspiração que fluía pelo “lar” onde Leonard Cohen nos acolheu – ele no palco, nós, público, nas bancadas. A partir de Hallelujah não faltaram as ovações de pé, interacções alegres com a banda e até flores para o senhor Cohen.
Em alguns seres humanos o talento é como um bom vinho, fica apurado com a idade. Leonard Cohen, canadiano que cumpre em Setembro 75 anos, é o exemplo claro de que a velhice não tem de ser o caminho para a perda de capacidades, mas pode ser o continuar do auge. Esta noite, em Lisboa, viu-se e acima de tudo sentiu-se, o auge.
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experiência de crónica iv
Texto escrito para a edição da última quinta-feira do jornal Destak como crónica semanal, que terminou com o final de Julho (ao todo foram quatro crónicas).
![[moto.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEivbJDtsgEX4ecyK_xdnG5Gn1XOODLn1FPSwIi5-6VS3qg-G0ETUJDhzw_zrT39maKgP81hLBCN8ZTL7My2lUdEQGSqZe9e0-PwCKMacEgG8eu4s9AqW9Ed2jUZHdyqH8A3jcNe/s1600/moto.jpg)
De scooter por Lisboa
A lei a mudar
As despedidas existem para assinalar o fim de algo. Mas o fim significa que houve um princípio e um meio onde, espera-se, se partilhou experiências úteis. Nesta última crónica deste pequeno périplo dedicado às scooters na cidade, nada melhor do que ir às bases. O que é preciso para conduzir um ciclomotor ou uma scooter? Há uns anos, para ciclomotores até 50cc uma simples licença camarária dava para os mais novos e, para os mais velhos, bastava a carta de automóvel (B). Depois tudo se complicou (em tempo e dinheiro): tornou-se necessário tirar o código da estrada e aulas e uma parte prática _– quem já tinha carta automóvel (B) teria só de fazer a parte prática.
Este ano e graças a uma proposta do deputado do PCP_Manuel Tiago (ele próprio um motard), foi aprovada na Assembleia da República a chamada Lei das 125. O que permite? Possibilita aos detentores de carta de categoria B, maiores de 25 anos, a condução de motociclos até 125cc com potência limitada a 11 kw – os mais novos têm apenas de fazer um teste. Apesar da lei ainda não estar em exercício (o que é pena), esta realidade sem burocracias facilita a condução das scooters mais aliciantes em cidades grandes – as que já podem andar em vias rápidas e auto-estradas (125cc).
O que nos espera o futuro? O ideal é que proliferassem as scooters eléctricas. É pena que em tempos de grande mediatismo dos carros eléctricos, não se veja nenhuma iniciativa camarária (e estamos em época de eleições!) a pensar nas mais pequenas e práticas scooters eléctricas (silenciosas, não poluentes). São cada vez mais bem sucedidas no norte da Europa e uma miragem em Lisboa (existem cidades a Norte de Portugal que as promovem). Como conselho final faço minhas as palavras do dono da minha 1.ª scooter (comprada em 2.ª mão): «ser motard não é ser ‘acelera’ nem descuidado. É apreciar e respeitar a experiência». Vemo-nos no trânsito.
PS: O início deste texto chegou, por momentos, a ser este:
"As despedidas são como as moscas, poucos gostam delas (sim, há quem goste) mas são necessárias e inevitáveis na maior parte dos casos."
Foi alterado porque nenhuma rapariga da redacção onde o texto foi redigido achou a mínima piada à utilização das moscas numa crónica. Só eu para fazer comparações parvas como esta...
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sábado, agosto 01, 2009
ba & the who
Uma grande canção, uma grande interpretação. Mai nada. Para comemorar a chuva no primeiro dia de Agosto.
(BA & The Who performing Behind Blue Eyes at The Royal Albert Hall, London.)
Behind Blue Eyes
No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
No one knows what it's like
To be hated
To be fated
To telling only lies
But my dreams
They aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free
No one knows what it's like
To feel these feelings
Like I do
And I blame you
No one bites back as hard
On their anger
None of my pain and woe
Can show through
But my dreams
They aren't as empty
As my conscience seems to be
I have hours, only lonely
My love is vengeance
That's never free
When my fist clenches, crack it open
Before I use it and lose my cool
When I smile, tell me some bad news
Before I laugh and act like a fool
If I swallow anything evil
Put your finger down my throat
If I shiver, please give me a blanket
Keep me warm, let me wear your coat
No one knows what it's like
To be the bad man
To be the sad man
Behind blue eyes
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sexta-feira, julho 31, 2009
Olá, sou o João, e tenho um problema.
Tenho a mania de guardar tudo. E se isso incidia sobre coisas físicas e materiais, desde pequeno, hoje em dia reflecte-se também nos ficheiros de computador e e-mails. Se isso já me trouxe dissabores, também já me trouxe grandes vantagens, descobertas e utilidades escondidas.
Tenho a mania de guardar tudo. E se isso incidia sobre coisas físicas e materiais, desde pequeno, hoje em dia reflecte-se também nos ficheiros de computador e e-mails. Se isso já me trouxe dissabores, também já me trouxe grandes vantagens, descobertas e utilidades escondidas.
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quinta-feira, julho 30, 2009
les autres
"[Consequências de uma taxa de ocupação nas salas muito elevada do filme Harry Potter e o Príncipe Misterioso] Uma menor diversificação da oferta e a condenação de filmes menos protegidos pelo marketing a ficarem “esquecidos” em pequenos nichos de exibição.
Harry Potter e o Príncipe Misterioso é mau cinema. Mas, mesmo que fosse uma obra-prima, o drama seria o mesmo: um mercado dominado por conceitos deste género está, todos os dias, a minimizar muitos filmes e, por consequência, a perder público(s)."
João Lopes, in Sound + Vision
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quarta-feira, julho 29, 2009
anestesiado para a vida
A dor (ou ausência total dela) de ir ao dentista... muito cómico. Miúdo sai do dentista com broa descomunal. Adoro a pergunta (que eu, como miúdo, fiz tantas vezes): "sinto-me estranho, isto é para sempre?" Obrigado sérgini.
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in kerouac we trusted
"The air was soft, the stars so fine, the promise of every cobbled alley so great, that I thought I was in a dream."
- Jack Kerouac, On the Road, Part 1, Ch. 7
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ask a basterd: brad pitt
Is it OK to look at pornography at work?
Don't just look at it at work, bring in your old porn mags and scan them there! It's like converting your vinyl to MP3s. Fill up your hard drive, and when you need a break from spreadsheets, just open a favorite pictorial.
terça-feira, julho 28, 2009
mourinho, still the special one
Mourinho continua a fazer furor em Inglaterra, até a Sky Sports fez um anúncio para promover a nova época da Premier League com o Special One.
segunda-feira, julho 27, 2009
tour em flor
Fotos do Tour
Alberto Contador, vencedor da Volta à França este ano, disse hoje não sentir nenhuma admiração nem simpatia pelo companheiro de equipa até domingo, Lance Armstrong, vencedor de sete Voltas à França consecutivas. Só tenho a dizer isto: parvo!! Para o ano, com Armstrong na sua própria equipa e mais rodado, depois de três anos de sofá, Contador vai contar os muitos minutos de atraso para Armstrong e dizer, "que parvinho que fui".
momento do dia
José Sócrates Pinto de Sousa esteve a apregoar aos peixes, que é como quem diz a 20 bloggers escolhidos a dedo (provavelmente pelo post freak e moderador Paulo Querido com ajudas governamentais). A iniciativa era para passar em directo no site das eleições sócratianas mas teve problemas técnicos e ninguém viu.
Pelas reacções via twitter e blog dos presentes a conversa foi animada, com esclarecimentos, fugas às questões, típico do Parlamento, algumas animosidades mas, no fim, tudo bons amigos.
Uma iniciativa eleitoral, é certo, a tentar dar ares de Barack Obama e a sua ligação com a Internet, é óbvio, mas embora Sócrates se tente distanciar de Manuela Ferreira Leite como o PM da tecnologia e da modernidade, não se calou com o discurso de "no meu tempo" (como diz o 31 da Armada).
Embora achasse a iniciativa curiosa e com potencialidades, não fiquei convencido - objectivos eleitoralistas exagerados e a quererem mostrar aquilo que Sócrates não é, um "amigo" dos blogs e da modernidade (foi assim que foi convencido a participar).
Aqui, aqui, aqui e #blogconf há mais info.
Achei ainda muito giro perceber hoje que pessoas como Wayne Rooney, Fran Dresher, Steven Gerrard, Gabriel García Márquez, James Franco, Rubens Barrichello (com 85 mil seguidores), Biz Stone (co-fundador do Twitter que tem 1 milhão de seguidores), Nuno Markl (17 mil seguidores), Steven Rogen (117 mil seguidores) não têm o símbolo de identidade verificada do Twitter mas o Paulo Querido (9 mil seguidores) tem.
domingo, julho 26, 2009
experiência de crónica iii
Texto escrito para a edição da última quinta-feira do jornal Destak como crónica, que será semanal até final do mês.
De scooter por Lisboa
Missão: estacionar
No centro de uma cidade como Lisboa, a scooter é como o Saviola dos avançados em Portugal: é pequeno, mas assim passa melhor por entre os centrais e não tem problemas em estacionar (marcar golos). O local onde se vêem mais scooters em Lisboa é nas transversais da Av. da Liberdade. Quem ali trabalha, depois de muito pagar (parquímetros) e muito desesperar (por arranjar lugar), chegou à conclusão que TODOS esses problemas acabavam com uma scooter.
Os visionamentos de filmes para a imprensa, a que costumo assistir por motivos profissionais, acontecem de manhã em locais tão centrais quanto dispersos. Barata Salgueiro (perto do Marquês) e Estrela são os exemplos mais infernais para estacionar de carro (a opção dos transportes públicos acontece quando há mais tempo). Desde o momento em que subo para a Vespa, em Benfica, passando pela facilidade com que se passa pelo trânsito matinal lisboeta como se nada fosse. Culminando nos meros segundos entre chegar ao local do visionamento e se entra pela porta do edifício a dentro.
A scooter, pouco ou nada falada pelos políticos, media e afins quando se fala de mobilidade é como Pero da Covilhã na história portuguesa. Todos falam que foi Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, mas nada disso teria sido possível sem os mapas, dicas e orientações conseguidos por este aventureiro que viajou a pé para África e Índia. Contas médias feitas, de Benfica à sala de cinema da Cinemateca (Marquês): automóvel, 33 minutos; transportes públicos, 43 minutos; scooter, 13 minutos.
Apesar de pouco presentes no nosso imaginário, as scooters aparecem em vários filmes famosos. Era o meio de transporte preferido de Zach Braff no belo Garden State (2004), a forma de Nicole Kidman fugir a quem a perseguia em A Intérprete (2005), ou o meio de transporte com que acaba, na perfeição, diga-se, O Fabuloso Destino de Amélie (2001). Um dos exemplos de scooters nos clássicos é a aventura repleta de cabelos ao vento de Audrey Hepburn em Férias em Roma (1953). Por mais carros que façam, «teremos sempre» a scooter.
De scooter por Lisboa
Missão: estacionar
No centro de uma cidade como Lisboa, a scooter é como o Saviola dos avançados em Portugal: é pequeno, mas assim passa melhor por entre os centrais e não tem problemas em estacionar (marcar golos). O local onde se vêem mais scooters em Lisboa é nas transversais da Av. da Liberdade. Quem ali trabalha, depois de muito pagar (parquímetros) e muito desesperar (por arranjar lugar), chegou à conclusão que TODOS esses problemas acabavam com uma scooter.
Os visionamentos de filmes para a imprensa, a que costumo assistir por motivos profissionais, acontecem de manhã em locais tão centrais quanto dispersos. Barata Salgueiro (perto do Marquês) e Estrela são os exemplos mais infernais para estacionar de carro (a opção dos transportes públicos acontece quando há mais tempo). Desde o momento em que subo para a Vespa, em Benfica, passando pela facilidade com que se passa pelo trânsito matinal lisboeta como se nada fosse. Culminando nos meros segundos entre chegar ao local do visionamento e se entra pela porta do edifício a dentro.
A scooter, pouco ou nada falada pelos políticos, media e afins quando se fala de mobilidade é como Pero da Covilhã na história portuguesa. Todos falam que foi Vasco da Gama que descobriu o caminho marítimo para a Índia, mas nada disso teria sido possível sem os mapas, dicas e orientações conseguidos por este aventureiro que viajou a pé para África e Índia. Contas médias feitas, de Benfica à sala de cinema da Cinemateca (Marquês): automóvel, 33 minutos; transportes públicos, 43 minutos; scooter, 13 minutos.
Apesar de pouco presentes no nosso imaginário, as scooters aparecem em vários filmes famosos. Era o meio de transporte preferido de Zach Braff no belo Garden State (2004), a forma de Nicole Kidman fugir a quem a perseguia em A Intérprete (2005), ou o meio de transporte com que acaba, na perfeição, diga-se, O Fabuloso Destino de Amélie (2001). Um dos exemplos de scooters nos clássicos é a aventura repleta de cabelos ao vento de Audrey Hepburn em Férias em Roma (1953). Por mais carros que façam, «teremos sempre» a scooter.
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sábado, julho 25, 2009
mais actividades
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politiquices
Desde há uns meses para cá tenho reparado em inúmeras obras desnecessárias em torno de Lisboa, feitas sem qualquer aviso (nem para os meios de comunicação se comunica estes transtornos), embora causem inúmeros prejuízos para o "povo". Fazem-se obras em estradas óptimas e novas. Depois há os métodos utilizados. Por exemplo, na A8, durante uns três ou quatro meses as duas faixas estiveram limitadas - passagem difícil, estreita - ao longo de vários quilómetros sem qualquer obra em curso. As obras, muito lentas, só chegaram há uns dois meses, ao que parece estão a alargar para três faixas. Apesar dos transtornos, que tornam o início da A8 em Lisboa a um nível inferior de muitas estradas nacionais, paga-se o mesmo nas portagens. Vergonhoso.
Esta semana foi um bom exemplo da desorganização, obras desnecessárias e que causam grande transtorno que reinam neste país desde que o Governo decidiu investir em obras públicas para combater o desemprego. Curiosamente a maior parte de empregados para estas obras são imigrantes ilegais e legais, que continuam a encontrar muito emprego nas obras.
Para além das obras estúpidas, lentas e muitas vezes desnecessárias no centro de Lisboa, que não vou comentar agora, a A5 (que é uma bela auto-estrada) começou a receber obras junto à entrada para Lisboa. Limitaram as faixas (para "obrar" numa das faixas precisam sempre de duas!) e dificultaram em muito o trânsito, até o nocturno. O que andaram a fazer? Não faço ideia, a estrada é excelente.
Hoje bateu todos os limites. Sem aviso algum, fecharam o novíssimo Eixo Norte-Sul e limitaram a saída para a Calçada de Carriche a apenas uma faixa. Resultado? Filas enormes em pleno sábado para sair de Lisboa com vários quilómetros de três faixas totalmente desocupadas no Eixo Norte-Sul. Não se vê no horizonte do Eixo um único sinal de obras, nem máquinas. Fechou-se agora, para começar obras dentro de umas semanas, será? Irritante e desesperante. Viva.
Incrível reparar que o governo português governa com grande interesse nos números e nas estatísticas que chegam aos ouvidos da Europa. A média em Matemática é má? Torna-se o exame final facílimo e os números melhoram, logo já somos génios em matemática numa questão de meses e sem nada mudar no ensino. O que não medem nem tão pouco se preocupam é com a qualidade de vida da malta - aí os números são mais dúbios.
Não há números relacionados com o tempo que eu demoro a chegar de Lisboa às Caldas da Rainha de carro graças aos longos meses de obras - três deles em que não houve obras nenhumas mas houve incómodos na mesma. Nem tão pouco importa o tempo que se demora a andar em Lisboa com as obras intermináveis da CRIL, ou obras dentro da cidade mal amanhadas, sem alternativas nem anúncios para as pessoas se prepararem. Bem-vindos ao estaleiro nacional. O importante é construir o TGV, que nem sequer vai até às Caldas e que se fosse também nunca compensaria, tal é o preço do bilhete.
Esta semana foi um bom exemplo da desorganização, obras desnecessárias e que causam grande transtorno que reinam neste país desde que o Governo decidiu investir em obras públicas para combater o desemprego. Curiosamente a maior parte de empregados para estas obras são imigrantes ilegais e legais, que continuam a encontrar muito emprego nas obras.
Para além das obras estúpidas, lentas e muitas vezes desnecessárias no centro de Lisboa, que não vou comentar agora, a A5 (que é uma bela auto-estrada) começou a receber obras junto à entrada para Lisboa. Limitaram as faixas (para "obrar" numa das faixas precisam sempre de duas!) e dificultaram em muito o trânsito, até o nocturno. O que andaram a fazer? Não faço ideia, a estrada é excelente.
Hoje bateu todos os limites. Sem aviso algum, fecharam o novíssimo Eixo Norte-Sul e limitaram a saída para a Calçada de Carriche a apenas uma faixa. Resultado? Filas enormes em pleno sábado para sair de Lisboa com vários quilómetros de três faixas totalmente desocupadas no Eixo Norte-Sul. Não se vê no horizonte do Eixo um único sinal de obras, nem máquinas. Fechou-se agora, para começar obras dentro de umas semanas, será? Irritante e desesperante. Viva.
Incrível reparar que o governo português governa com grande interesse nos números e nas estatísticas que chegam aos ouvidos da Europa. A média em Matemática é má? Torna-se o exame final facílimo e os números melhoram, logo já somos génios em matemática numa questão de meses e sem nada mudar no ensino. O que não medem nem tão pouco se preocupam é com a qualidade de vida da malta - aí os números são mais dúbios.
Não há números relacionados com o tempo que eu demoro a chegar de Lisboa às Caldas da Rainha de carro graças aos longos meses de obras - três deles em que não houve obras nenhumas mas houve incómodos na mesma. Nem tão pouco importa o tempo que se demora a andar em Lisboa com as obras intermináveis da CRIL, ou obras dentro da cidade mal amanhadas, sem alternativas nem anúncios para as pessoas se prepararem. Bem-vindos ao estaleiro nacional. O importante é construir o TGV, que nem sequer vai até às Caldas e que se fosse também nunca compensaria, tal é o preço do bilhete.
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sexta-feira, julho 24, 2009
o velhote tgv
"O TGV é antiquado, baseia-se em velha tecnologia, só que com mais força.
O Alfa é smart, pendula, mas já tem 30 anos. O magnético Transrapid, após um acidente e dez anos a funcionar na linha Shanghai-aeroporto, volta a ter êxito. Após os relatórios dos tribunais de contas da Suécia e da Holanda e o da transportadora alemã Deutsche Bahn (DB), além dos subsídios que os respectivos contribuintes deram às Raves daqueles TGV, ninguém mais os quer, só mesmo o ministro Mário Lino."
Jack Soifer, in Oje
O Alfa é smart, pendula, mas já tem 30 anos. O magnético Transrapid, após um acidente e dez anos a funcionar na linha Shanghai-aeroporto, volta a ter êxito. Após os relatórios dos tribunais de contas da Suécia e da Holanda e o da transportadora alemã Deutsche Bahn (DB), além dos subsídios que os respectivos contribuintes deram às Raves daqueles TGV, ninguém mais os quer, só mesmo o ministro Mário Lino."
Jack Soifer, in Oje
o (pseudo) lapso
José Sócrates anunciou ontem que um cronista canadiano aconselhou Obama a seguir a política de educação de Portugal, ou seja a política de Sócrates. O primeiro percebeu mal. O que o cronista disse, na verdade, foi para Obama utilizar o programa europeu Sócrates na educação norte-americana. O problema aqui é que José deveria utilizar o último nome (Sousa) para evitar confusões.
(estou a inventar... mas nunca se sabe)
(estou a inventar... mas nunca se sabe)
o sorriso silencioso de il speciali

Apesar de andar num silêncio estranho há umas semanas (não fala com os media), José Mourinho continua animado nos treinos do Inter de Milão, desde terça-feira a decorrerem em Harvard, nos Estados Unidos. Esta foto foi tirada hoje, já depois de Mourinho ter-se despedido de Ibrahimovic, que partiu para a Suécia e depois segue caminho para Barcelona para assinar contrato. Vem aí Eto'o. Mourinho gosta dele. Vamos ver quem é que ficou a ganhar com esta transferência... sinceramente, não sei quem ficou melhor.
por todos os santinhos
A campanha de oferta de telemóveis Blackberry é FALSA.
Párem de reenviar os e-mails porque o que eles querem é os mails da malta para spam.
Ler mais sobre o assunto aqui.
Párem de reenviar os e-mails porque o que eles querem é os mails da malta para spam.
Ler mais sobre o assunto aqui.
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coisas e coisinhas
Fala-se demais nas televisões e jornais portugueses em Oliveira e Costa e João Rendeiro... move on already!!
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quinta-feira, julho 23, 2009
livestrong, a marca de armstrong
RadioShack and Lance to Form New Cycling Team in 2010 -- powered by www.livestrong.com
Lance Armstrong anunciou hoje que vai estar presente no Volta à França de 2010 na sua nova equipa, a RadioShack. O anúncio foi feito neste vídeo online. Armstrong utiliza como poucos esta ferramento impressionante. Ele está no Twitter aqui.
Escrevi um artigo sobre desportistas no Twitter por aqui.
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"Está para nascer o primeiro-ministro que tenha feito melhor do que eu com o défice"
José Sócrates (1), whoelse
José Sócrates (1), whoelse
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terça-feira, julho 21, 2009
experiência de crónica ii
Texto escrito para a edição da última quinta-feira do jornal Destak como crónica, que será semanal até final do mês.

De scooter por Lisboa
Proteger a “chapa” humana
Os inconvenientes. Mosquitos na cara. Papéis e lixo pelo ar incómodos. Camiões e autocarros que lançam um “perfume” negro e poluído – «cheira mal, cheira a Lisboa»? Andar pela cidade de scooter é quase como andar a pé, só que tudo é mais rápido, inclusive a forma como as pequenas coisas podem perturbar. Por isso há que saber como proteger a “chapa” humana de todos estes possíveis inconvenientes, se tivermos as dicas certas é possível prevenirmo-nos.
Dicas. Numa cidade como Lisboa, que tem vias rápidas como a 2.ª circular que dão jeito até para as scooters (só os motociclos a partir dos 125cc têm acesso às vias rápidas e auto-estradas), é conveniente: usar um capacete com pala para tapar a cara (evita mosquitos, camiões poluentes e papéis incómodos); ter um impermeável à mão (para chuva e para evitar maus cheiros na roupa – há uns indicados para scooters e que se arrumam facilmente) e luvas (permite proteger do frio do inverno e dos maus cheiros no verão).
Com estas protecções a funcionarem como uma espécie chapa, vidro ou pára-choques (no caso dos carros) é possível desfrutar como em mais nenhum meio de transporte a beleza, a luminosidade e os pormenores de Lisboa e sempre de forma mais rápida. A posição elevada na scooter, a vista total e a forma como nos aproximamos do semáforo ajuda a esta conjugação. Como dica final convém lembrar que se devem fazer as curvas com a ajuda do peso do corpo (inclinado para onde se curva) e avisar os “penduras” para o mesmo movimento.
O tipo de scooter. Para uma utilização urbana com alguma auto-estrada, a Piaggio MP3 250cc que testámos inicialmente é segura e serve. Já a Vespa tradicional, em que andámos esta semana, revela-se um desafio assustador na auto-estrada, insegura e susceptível aos ventos – só serve para utilização urbana. A escolha de moto, que depende da utilização que se quer ter, é outro ponto importante a determinar, antes de se avançar para a estrada com duas (ou três) rodas.
--
Próxima crónica: Estacionamento e scooters eléctricas.

De scooter por Lisboa
Proteger a “chapa” humana
Os inconvenientes. Mosquitos na cara. Papéis e lixo pelo ar incómodos. Camiões e autocarros que lançam um “perfume” negro e poluído – «cheira mal, cheira a Lisboa»? Andar pela cidade de scooter é quase como andar a pé, só que tudo é mais rápido, inclusive a forma como as pequenas coisas podem perturbar. Por isso há que saber como proteger a “chapa” humana de todos estes possíveis inconvenientes, se tivermos as dicas certas é possível prevenirmo-nos.
Dicas. Numa cidade como Lisboa, que tem vias rápidas como a 2.ª circular que dão jeito até para as scooters (só os motociclos a partir dos 125cc têm acesso às vias rápidas e auto-estradas), é conveniente: usar um capacete com pala para tapar a cara (evita mosquitos, camiões poluentes e papéis incómodos); ter um impermeável à mão (para chuva e para evitar maus cheiros na roupa – há uns indicados para scooters e que se arrumam facilmente) e luvas (permite proteger do frio do inverno e dos maus cheiros no verão).
Com estas protecções a funcionarem como uma espécie chapa, vidro ou pára-choques (no caso dos carros) é possível desfrutar como em mais nenhum meio de transporte a beleza, a luminosidade e os pormenores de Lisboa e sempre de forma mais rápida. A posição elevada na scooter, a vista total e a forma como nos aproximamos do semáforo ajuda a esta conjugação. Como dica final convém lembrar que se devem fazer as curvas com a ajuda do peso do corpo (inclinado para onde se curva) e avisar os “penduras” para o mesmo movimento.
O tipo de scooter. Para uma utilização urbana com alguma auto-estrada, a Piaggio MP3 250cc que testámos inicialmente é segura e serve. Já a Vespa tradicional, em que andámos esta semana, revela-se um desafio assustador na auto-estrada, insegura e susceptível aos ventos – só serve para utilização urbana. A escolha de moto, que depende da utilização que se quer ter, é outro ponto importante a determinar, antes de se avançar para a estrada com duas (ou três) rodas.
--
Próxima crónica: Estacionamento e scooters eléctricas.
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segunda-feira, julho 20, 2009
domingo, julho 19, 2009
há moda no mundo e nas ruas
Porque o estilo é tudo, um blog de um tipo ligado à moda reúne a moda que ele vai vendo nas ruas, em anónimos:

Em Nova Iorque.
Em Nova Iorque.
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há moda no mundo
tales of the junket
Enquanto não escrevo nada sobre os press junkets de promoção aos filmes, aqui fica um cheiro daquilo que é e do que encerra.
When you finish a film there are numerous duties thenceforth: appearances, publicity and distribution, to name just a few. So if you're lucky enough to have the reel stuff hit the fan, every studio and filmmaker needs that special place to hold... The Junket.
The Art of the Junket
When you finish a film there are numerous duties thenceforth: appearances, publicity and distribution, to name just a few. So if you're lucky enough to have the reel stuff hit the fan, every studio and filmmaker needs that special place to hold... The Junket.
Tales of the junket
A new Julia Roberts comedy aims to satirise the great Hollywood institution in which heavily policed access to movie stars is traded for TV footage and column inches. Does the film get it right? US entertainment journalist Gary Susman, who has been to hundreds of these events, explains this surreal world - and asks other veterans for their stories
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o que é as scooters/biclas eléctricas têm?
Não faltam novidades neste campo das scooters eléctricas ou bicicletas com ajuda (um pequeno motor eléctrico). Aqui vão alguma encontradas nos últimos tempos:
'Silent' Electric Scooter Revolution Quietly Taking Over European Cities
SYNOPSIS: Vectrix sold 1,184 bikes to dealers, representing an increase of 156 per cent over the previous financial year.
Electric bikes 'silently' taking over the city
Hamburg - The familiar cluttering sound of motorbike scooters that has reigned in southern European for more than a century may be ending as an electric scooter silently takes over the streets. Until a few years ago, the electric scooter was considered an inventors' joke with a cumbersome heavyweight battery pack that made it about as manoeuvrable as a loaded Bedford truck. But the latest battery-driven scooters and bikes can hardly be distinguished from their petrol-driven cousins with the new battery technology making it possible to hide the battery pack in the bodywork, giving it the same optimal weight distribution as in conventional bikes.
Alternative transportation: Scooters
High fuel prices and increased environmental awareness have led to an increase in the use of scooters and motorcycles for everyday transportation. The exceptional fuel economy and low price of the scooters on the market today makes them an attractive alternative to a car for many people. People in other parts of the world have known this for years, particularly in densely packed urban European cities.
The next small thing in public transport: Fold-up electric scooters
Cuter scooter defined by electricity, portability
It's energy efficient, it's clean, compact and simple, and, above all, it's very cool.
Electric Bicycles, Scooters, and Mini Cars for a Cleaner World
The future of current transportation systems is in jeopardy, with rising fuel costs, dwindling oil supplies, traffic congestion in cities, and more. At the Massachusetts Institute of Technology (MIT), researchers are working to find alternatives to the cars and trucks people have been using. Some options people are exploring are to promote the use of bicycles instead of cars or to introduce small, energy-efficient vehicles to city streets. With new technologies including motorized wheels for bicycles, stackable cars, and special scooters invented as part of the SmartCities project, giving up traditional vehicles might be easier than ever before.
Fuel Cell Scooter – green option for urban mobility (pdf)
'Silent' Electric Scooter Revolution Quietly Taking Over European Cities
SYNOPSIS: Vectrix sold 1,184 bikes to dealers, representing an increase of 156 per cent over the previous financial year.
Electric bikes 'silently' taking over the city
Hamburg - The familiar cluttering sound of motorbike scooters that has reigned in southern European for more than a century may be ending as an electric scooter silently takes over the streets. Until a few years ago, the electric scooter was considered an inventors' joke with a cumbersome heavyweight battery pack that made it about as manoeuvrable as a loaded Bedford truck. But the latest battery-driven scooters and bikes can hardly be distinguished from their petrol-driven cousins with the new battery technology making it possible to hide the battery pack in the bodywork, giving it the same optimal weight distribution as in conventional bikes.
Alternative transportation: Scooters
High fuel prices and increased environmental awareness have led to an increase in the use of scooters and motorcycles for everyday transportation. The exceptional fuel economy and low price of the scooters on the market today makes them an attractive alternative to a car for many people. People in other parts of the world have known this for years, particularly in densely packed urban European cities.
The next small thing in public transport: Fold-up electric scooters
Cuter scooter defined by electricity, portability
It's energy efficient, it's clean, compact and simple, and, above all, it's very cool.
Electric Bicycles, Scooters, and Mini Cars for a Cleaner World
The future of current transportation systems is in jeopardy, with rising fuel costs, dwindling oil supplies, traffic congestion in cities, and more. At the Massachusetts Institute of Technology (MIT), researchers are working to find alternatives to the cars and trucks people have been using. Some options people are exploring are to promote the use of bicycles instead of cars or to introduce small, energy-efficient vehicles to city streets. With new technologies including motorized wheels for bicycles, stackable cars, and special scooters invented as part of the SmartCities project, giving up traditional vehicles might be easier than ever before.
Fuel Cell Scooter – green option for urban mobility (pdf)
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