segunda-feira, outubro 31, 2016

Axl Rose 'rocka' no trono dos AC/DC

Os ‘deuses do Rock’ deram tréguas, a chuva parou momentos antes do concerto de ontem e os 60 mil fãs de várias nacionalidades, que tiveram de suportar chuva e lama para chegar ao Passeio Marítimo de Algés, foram brindados com um concerto tão épico quanto histórico dos AC/DC que estão, diga-se, em grande forma apesar dos membros sexagenários (Axl Rose foi o ‘jovem’, com 54 anos).

João Tomé, para o Destak



Na Fila da Frente
07 | 05 | 2016

Perante uma expetativa esmagadora, Axl Rose cumpriu na perfeição o papel de novo vocalista dos AC/DC (pelo menos para a digressão europeia), isto depois de muitas dúvidas de alguns fãs sobre o papel do ‘senhor Guns N Roses’ na banda australiana (houve quem devolvesse os bilhetes).Antes do concerto o temporal, com respetivo alerta laranja, fazia temer o pior. Num hotel perto de Passeio Marítimo de Algés e perante a fúria do vento, da chuva e do Tejo, dezenas de jornalistas – onde os portugueses estavam em minoria – aguardavam pelo momento histórico. Revistas americanas reputadas como a Rolling Stones e a Billboard marcavam presença, tal como o inglês The Guardian, entre muitos outros, de França à Alemanha, passando pela Áustria, Bélgica e Espanha. Isto para além de muitos convidados da banda.

Certo é que os fãs foram resistindo à chuva com gabardines (estava proibida a entrada de chapéus de chuva) e, pelas 19h30, começou a tocar o rock dos Tennessee dos Tyler Bryant & The Shakedown. Esforçados, inicialmente à chuva, foram cativando o já muito público que preenchia o recinto com um rock simples e tradicional. Uma hora depois saíram de cena, já com o por do sol a invadir o recinto, e sem sinal de chuva. Mas foi preciso esperar que a produção destapasse o equipamento (já não chovia) e garantisse que os últimos detalhes da parafernália de efeitos e do som da guitarra de Angus Young cumprissem a sua missão sem falhas.

Viagem à Lua by AC/DC


Ao passar das 21h, o espectáculo começou com uma viagem espacial à Lua (projetada nos três ecrãs gigantes, um dos quais por cima do muro de colunas, atrás do palco) que introduziu a banda, a surgir entre chamas. Os primeiros acordes foram do único membro fundador na banda, o seu principal guitarrista e mentor, Angus Young. Vestido à rapaz colegial, entrou feroz com Rock or Bust. Atrás dele Axl Rose, sentado numa espécie de trono do rock, com a perna partida esticada (ainda não está totalmente recuperado) acompanhava com a voz poderosa, rouca e dedicada. Já o pé (o bom) seguia a batida. Não faltou o já habitual chapéu à cowboy de Axl, o lenço vermelho e o microfone vermelho.


Apesar de limitado pela perna partida e pelo facto de ter de estar sentado (o ‘trono’ utilizado foi uma adaptação ao que Dave Grohl lhe emprestou), foi um Axl dedicado, pronto a fazer uso da sua incrível voz para a causa dos AC/DC e sempre comunicativo com o público. Foi sempre ele que falou e quando o público gritava «Axl», ele fez questão de pedir: «gritem pelo Angus».Seguiu-se Shoot to Thrill, mas foi ao quarto tema que o público foi ao rubro. Não era motivo para menos: Back in Black, pela primeira vez com a voz de Axl Rose. Assistia-se a um momento histórico mas também épico e ‘rock and roll’ num cenário verdadeiramente diabólico, com muitos dos 60 mil fãs, alguns deles eram crianças, a ostentarem os míticos cornos vermelhos (cintilantes).

A temperatura já estava alta mas ficou a escaldar ao oitavo tema: Thunderstruck. Alta voltagem numa noite onde a banda estava a acolher na perfeição o novo, mas experiente nas lides do rock, elemento. O público correspondia aos solos de guitarra do energético Angus Young, o único a deambular de uma ponta do palco à outra e, ocasionalmente, a seguir pela passerelle que faz parte do palco AC/DC. À falta de Brian Johnson, Angus estava imparável e incansável. Seguiu-se High Voltage, Rock 'n' Roll Train e o notável Hells Bells.A noite já era épica por essa altura, mas épica continuou com o famoso You Shook Me All Night Long e com o incrivelmente explosivo (repleto de efeitos especiais dignos de um filme de Hollywood) T.N.T..


Numa cascata de sucessos bem interpretados pela banda e por Axl, seguiu-se o Whole Lotta Rosie, onde não faltou a Rosie gigante a aparecer em palco. Axl Rose já tinha feito uma cover da música em concertos dos Guns N Roses mas a versão com os próprios AC/DC superou por completo a outra versão. Seguiu-se, antes do encore, Let There Be Rock e Got Some Rock & Roll Thunder, onde Angus Young presenteou o público com um espetáculo a solo de guitarra tão longo quanto maravilhoso, que o levou por todo o palco – subiu inclusive para cima das colunas.


O encore trouxe duas pérolas com que não podia terminar a noite de AC/DC com Axl Rose: primeiro Highway to Hell e no final o hino do rock For Those About to Rock (We Salute You). Aqueles que queriam ouvir rock ‘puro’ e ao estilo AC/DC no seu melhor, foram saudados da melhor maneira por esta união com início prometedor entre os AC/DC (repletos de mudanças nos últimos anos) e o seu fã Axl Rose.

terça-feira, agosto 02, 2016


Stranger Things, uma espécie de Goonies meets Twillight Zone.

segunda-feira, junho 06, 2016


‘Women like security. Men prefer adventure’

Vincent Cassel

terça-feira, abril 05, 2016

tenorio

You can't go back after going Tenorio. 

Depois de saborear estas postas a maior parte das latas de atum são uma desilusão. 





terça-feira, fevereiro 02, 2016

Teaser gopro Jaguar XK140


domingo, janeiro 31, 2016

athayde

Entrevista a Edson Athayde à Markedu. Alguns destaques:

O que é que a sua intuição lhe diz hoje sobre o rumo da comunicação?

No caso português, vai para uma publicidade cada vez mais online e a contar histórias. Vai para formatos mais baseados na emoção, em plataformas que aproximem as marcas das pessoas. Vai para aí e espero que não demore a chegar lá.
Já está mais do que na hora de sair de um modelo baseado numa comunicação fria, centrada no preço.

A nível internacional, onde é que actualmente posiciona o nível dos criativos portugueses? Perdemos terreno nos últimos anos? Mantivémos? Ganhámos?

Um mercado criativo não se faz do dia para a noite. É preciso garimpar talentos, trabalhar na sua formação, dar espaço para que cresçam. Desde os anos 90 que Portugal faz, às vezes mais, às vezes menos, esse trabalho. Muitos dos jovens que formei estão hoje ocupando lugares cimeiros nas hierarquias de grandes empresas portuguesas e de outros países.
Não alinho na visão choninhas de que para ser valorizado o profissional tem que sair, nem na de que as nossas melhores cabeças estão lá fora. Temos excelentes criativos portugueses (ou aqui formados) dentro e fora de fronteiras.

Em que áreas pensa que os profissionais de marketing e publicidade necessitam de mais formação?

Com certeza aprender muito e sempre sobre técnicas narrativas é fundamental nos dias de hoje. Saber narrar é saber captar a atenção do outro, provocar emoções no outro. Quem quiser trabalhar em marketing ou publicidade sem levar em consideração estes temas, pode considerar-se morto.

Encontram-se algumas notícias na Internet sobre a criação da academia de guionismo da FCB, a FCB Storytelling Academy, mas não se encontra (pelo menos com facilidade) um link para obter mais informações sobre esta iniciativa. Pode-nos dizer como é que funciona? Quem é que a pode frequentar? E que balanço faz desta iniciativa?

Para aceder à programação basta aceder às páginas de Facebook da FCB Lisboa ou a da Storytelling Academy. São dezenas de sessões gratuitas por ano, sempre no auditório da FCB Lisboa. Para assistir às sessões basta aparecer na agência.

sábado, janeiro 02, 2016

swag da poupança

"Junto o dinheirinho, pode ser poucochinho... a poupança tem swag"





E não é que ando obcecado com esta música de anúncio que passa na TSF?! Está bem feito e fica no ouvido, especialmente o refrão!

Há uns anos, também na TSF, pelas 9h14 da matina, passava sempre um anúncio com uma ucraniana a cantar em português que me fascinava pelo quão mau era (ao ponto de o cantar no carro) - falo disso aqui.

quarta-feira, dezembro 30, 2015

exercício de milhões

O exercício especulativo que ainda não vi nenhum jornal fazer (feito por mim usando os dados do relatório de 3º trimestre de 2015 da Benfica SAD, ainda sem o acordo com o Emirates).

> Benfica - NOS
Direitos + BTV – 400 ME / 10 anos
Publicidade estática – ??   Rendas de espaço 1,7 ME/ano -  17ME/10 anos
Patrocínios e publicidade - 13,5 MR/ano –  135 ME /10 anos – 162 ME/12 anos*
TOTAL no mesmo critério do Sporting: 579 a 620 milhões de euros
TOTAL no mesmo critério do FC Porto: 518 a 544 milhões de euros

* de acordo com o relatório e contas do Benfica antes do contrato (segundo o Benfica mais vantajoso do que tinha com a PT) com a Fly Emirates, que pode acrescentar cerca de mais 3,5 ME/ano a este valor, de acordo com o que foi noticiado e não desmentido – 8 ME/ano da Emirates.

> Sporting 446 milhões - NOS
Sporting TV na Nos por 12 anos e meio. BTV é por 10 anos.

> FC Porto 457 milhões - MEO
Maior diferença para o Sporting: em vez de 12 anos e meio são só 7 anos e meio em que a Meo é patrocinador principal nas camisolas.
Porto Canal no Meo por 12 anos e meio.

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Benfica – NOS (400 milhões de euros)

  • Direitos de transmissão televisiva dos jogos que a equipa principal realize, em casa, no campeonato. Duração: 10 épocas, a começar em 2016/17.
  • Direito de exploração e distribuição do canal Benfica TV. Duração: 10 épocas, a começar em 2016/17.

FC Porto – Altice/MEO (475, 5 milhões de euros)

  • Direitos de transmissão televisiva dos jogos que a equipa principal realize, em casa, no campeonato. Duração: 10 épocas, a começar em 2018/19;
  • Direito de Exploração Comercial de Espaços Publicitários do Estádio do Dragão. Duração: 10 épocas, a começar em 2018/19;
  • direito de exploração e distribuição do Porto Canal. Duração: 12 épocas e meia, com início a 1 de janeiro de 2016;
  • Estatuto de patrocinador principal nas camisolas. Duração: sete épocas e meia, a começar a 1 de janeiro de 2016.

Sporting – NOS (446 milhões de euros)

  • Direitos de transmissão televisiva e multimédia dos jogos em casa, para o campeonato. Duração: 10 épocas, a partir de 1 de julho de 2018;
  • Direitos de exploração da publicidade estática e virtual do Estádio Alvalade XXI. Duração: 10 épocas, a partir de 1 de julho de 2018;
  • Distribuição e exploração do Sporting TV. Duração: 12 épocas, a partir de 1 de julho de 2017;
  • Direito a ser o principal patrocinador. Duração: 12 épocas e meia, a partir de 1 de janeiro de 2016.


quarta-feira, dezembro 16, 2015

star wars do princípio - intimidade intergaláctica

Lembro-me bem do meu fascínio avassalador pela saga Star Wars - na altura ainda Guerra das Estrelas - assim que vi a saga, algures para o fim da década de 80. Vi em VHS os três episódios. Era puto para ter os meus sete anos. Lembro-me do velho sofá de família me acolher naqueles minutos a ver magia no pequeno ecrã. Acho que nunca me tinha sentido tão próximo do espaço e de um mundo capaz de ir tão longe quanto a minha imaginação. Lembro-me de pensar: "Como é que a existência de um filme assim não passa nas notícias. Isto é genial. Devia ser obrigatório ver este filme". Lembro-me de sentir que era uma descoberta incrível aquela que eu tinha feito ao ver o filme e de serem poucas pessoas que o valorizavam como eu. Mas sempre que encontrava outro apaixonado ficava eufórico. Como se de uma religião se tratasse, tentava convencer os meus pais e colegas da Primária do Bairro da Ponte a embarcarem numa história intergaláctica distante no espaço mas tão verosímil, entusiasmante e repleta de sensações novas para um puto de sete ou oito anos. Mais tarde lembro-me de ficar chocado quando alguém não tinha visto a trilogia. E segundos depois já estava com um: "tens de ver! É inesquecível". Lembro-me de emprestar as preciosas três K7's VHS que guardava religiosamente no lugar de honra da minha colecção de filmes à minha namorada - actual mulher - quando começámos a namorar. Ela não tinha a certeza se tinha visto todos os filmes. Tinha de mudar isso. Mas infelizmente não fiz dela uma devota desta religião/saga repleta de seres estranhos, de uma força inerente que tudo controla, de um império do mal que tem origem em pessoas que já foram boas e em personagens verdadeiramente apaixonantes em situações complexas e moralmente ambíguas. Daqui a pouco vou ver o regresso da saga, com a esperança que seja mais fiel à primeira trilogia (IV, V e VI) e com a mesma naturalidade/intimidade intergaláctica.
Nesta paixão um dos momentos mais importantes foi quando a saga foi reposta no cinema em 1997, remasterizada digitalmente (com efeitos melhorados). Finalmente consegui ver tudo no cinema, como devia ter sido visto logo pela primeira vez. Andava em pulgas para que estreasse e, depois, confesso que me voltei a emocionar com as cenas mais memoráveis.

quarta-feira, dezembro 02, 2015

exercício futebolístico

Ao olhar para a actual equipa do Chelsea - com os seus problemas reais e motivacionais - questiono-me das razões porque José Mourinho não reúne nem reuniu no passado recente um dos seus melhores meio campos. No topo dos topos houve o meio campo do FC Porto campeão europeu, na sua génese com Costinha, Maniche e Deco. No Chelsea houve um meio campo menos estável com Makelélé, Lampard, Tiago/Guðjohnsen/Duff/Cole (Essien depois na 1ª temporada). Mais estável e também campeão europeu foi o meio campo da 2ª época no Inter com: Cambiasso, Thiago Motta e Sneijder.
E é precisamente este último meio campo que podia ser recuperado se não na totalidade, em parte. Na minha opinião o grande motivo foi não haver particular vontade das chefias do Chelsea (e até Real Madrid) mas também o facto de Mourinho ter começado, depois da primeira passagem pelo Chelsea, a querer mostrar valor com novos jogadores. A verdade é que Cambiasso foi fulcral para o Leicester a época passada (esta época tem ajudado o Olympiacos do Marco Silva apesar de alguns períodos lesionado), Thiago Motta continua a ser esteio no PSG apesar de tantos rivais de qualidade e Sneijder continua a espalhar magia (ainda recentemente o Benfica viu isso) nos turcos do Galatasaray.
Mais do que Cambiasso, Sneijder não só está ao alcance como, apesar da idade, podia dar muito a este Chelsea, que mais não fosse experiência, rivalidade para Fàbregas e Óscar (bem precisam) e uma solução útil em vários jogos. E Thiago Motta seria outra aquisição muito útil para actuar à frente de Matic. Era um caminho que gostava de ver percorrido e podia ser bem útil a um Chelsea que, depois de ter sido campeão, parece ter perdido a alma (como se a saída de Lampard só agora se fizesse notar).

terça-feira, dezembro 01, 2015

vendem-se veículos eléctricos em Portugal



Vendas de automóveis eléctricos em 2014
1. Nissan Leaf  60 unidades
2. BMW i3  59 unidades
3. Renault ZOE  34 unidades
4. Smart ForTwo Electric Drive  18 unidades
5. Volkswagen e-UP  10 unidades
6. Volkswagen e-Golf  3 unidades
7. Mitsubishi i-MiEV  3 unidades
8. Kia Soul EV 1 unidade
9. Peugeot iOn  1 unidade
10. Ford Focus EV 0 unidades
11. Renault Fluence Z.E.  0 unidades
Total: 189

sexta-feira, novembro 27, 2015

they're just giving out candy

It's 'black friday' spending spree!
A todos por aí, cuidado... Acabei de vir do Media Markt sem comprar uma única coisa. Acho que fui o único dos presentes. É tão, mas tão fácil, comprar coisas que não precisamos nesta altura. Faz lembrar uma frase de stand up do Jerry Seinfeld já bem antiga: "They're just giving out candy?!"

quarta-feira, novembro 18, 2015

paro a vida

Numa noite banal de novembro como esta, sou eu e a Sheryl numa cozinha embalada ao som da música de lady Crowe e da água a correr. Enquanto lavo a loiça, prato a prato, penso na muita vida que já correu e na que ainda vai correr. Penso no passado, num momento lixado. 
Neste momento em nada parece acontecer, paro a vida mas lavo a louça enquanto a água corre sem parar. A vida corre dentro de momentos, mas antes, a cama e os sonhos. Boa noite. 


segunda-feira, novembro 16, 2015

o fascínio por ilhas remotas

"I imagined my island as and idyllic place, a utopia. My dream promised that if this perfect place could be found, it would be possible to start afresh and do everything differently, far from the pressures of the mainland. It would be a place to find peace, the find oneself, and to finally be able to concentrate on the essentials again." 


Atlas of Remote Islands, Judith Schalansky. 

Fifth Islands I have not visited and never will. 


quinta-feira, novembro 12, 2015

a little bit of everything

"Não precisamos de ser especialistas em tudo"


Mas dá jeito percebermos e mexermos em um pouco de tudo. Especialmente no mundo global e multidisciplinar de hoje. No jornalismo entendermos e sabermos utilizar bem as redes sociais, edição de áudio e vídeo, gravação de áudio e vídeo, fotografia, infografia, grafismo e, até, programação... dá jeito.

segunda-feira, novembro 02, 2015

"Someday when you're older / And you search the world over..."

domingo, outubro 18, 2015

segunda-feira, agosto 31, 2015

mazagão :: à sombra da tamareira

À sombra da Tamareira 

À sombra da tamareira encontro meu refrigério,
cavo a minha trincheira aliso meu cemitério.
Aqui cheguei era alferes tinha goma no gibão,
vim defender as muralhas da praça de Mazagão,
À sombra da tamareira.
Há muito caiu Arzila, Mazagão treme e não cai,
vem o xerife de Fez faz o cerco e depois vai.
Tal como as águas de um lago o tempo deixou de correr,
mas jurei por Santiago que nunca me hei de render
À sombra da tamareira.
Nem sei bem quem é o Rei há muito não vem mensageiro
será que D. Sebastião já voltou do nevoeiro
ou ficou...
À sombra da tamareira. 

Vigio as areias ruivas faço o turno de atalaia
já cantou o muezzim não anda mouro na raia.
Sopra o vento do deserto recitando-me o Corão
Iadainha infame e bela sortilégio do Islão
À sombra da tamareira. 

Só a saudade me vence só o dever não me esquece
sou o fio que se esgaça na malha que o império tece
Aqui ganhei minha espada aqui ergui a bandeira
À sombra da tamareira. 

Nem sei bem quem é o Rei há muito não vem mensageiro
será que D. Sebastião já voltou do nevoeiro
ou ficou
À sombra da tamareira.

terça-feira, agosto 18, 2015

os queijinhos frescos

Ana Faria - 1982 Brincando aos Clássicos


Lado A

1-Luís (Adaptação da Ária "La Donna è Mobile" da Ópera Rigoletto de Verdi)-Ana Faria
2-Clara(Adaptação do "Hino à Alegria" da 9º Sinfonia de Beethoven)-Ana Faria
3-João(Adaptação da Abertura da Ópera Guilherme Tell de Rossini)-Ana Faria e João
4-Ana(Adaptação da 2ºcena do II Acto do Lago dos Cisnes de Tchaikovsky)-Ana Faria
5-Miguel(Adaptação da Marcha Turca de Mozart)-Ana Faria
6-Catarina(Adaptação do 4º andamento da 7º Sinfonia de Beethoven)-Ana Faria

Lado B
1-Nuno(Adaptação da "Dança das Horas" da Ópera Gioconda de Ponchielli)-Ana Faria e Nuno
2-Joana(Adaptação da "Barcarola" dos Contos de Hoffmann de Offenbach)-Ana Faria
3-Marta(Adaptação da "Habanera" da Zarzuela la Verbena de la Paloma de Breton)-Ana Faria
4-Pedro(Adaptação do Concerto Nº1 para piano de Tchaikovsky)-Ana Faria e Pedro Faria Gomes
5-Rita(Adaptação da Valsa Brilhante, op. 18 de Chopin)-Ana Faria
6-Zé(Adaptação da "Habanera" da Ópera Carmen de Bizet)-Ana Faria
7-Clara(Adaptação do "Hino à Alegria" da 9º Sinfonia de Beethoven)-Pedro Faria Gomes

Todas as letras são de Ana Faria
Arranjos, Adaptações e Direcção Musical de Ana Faria

Músicos:
Viola:Armindo Neves
Piano e Teclas:Jaime Oliveira
Baixo:Zé da Ponte
Oboé:António Serafim
Trompa:Adácio Pestana
Flauta:Pedro Teixeira
Harpa:Katherine Ann Bird
Guitarra:António Chainho
Percussão:Ana Faria

Produtor:Heduino Gomes
Som:Moreno Pinto
Estúdios:RT
Fotografia da capa original:Heduino Gomes
Desenhos:Ana Faria
Editora:Rádio Triunfo

Coro: Carla, João, Nuno, Paula, Pedro Faria Gomes, Pedro Hébil, Rita e Vera

*Vendas:Disco de Platina
*Teledisco:
*Reeditado em CD em 1992 e em 1998 pela Movieplay



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Ana Faria - Brincando aos Clássicos
Álbum 2
 
1 - Toino
2 - Carla
3 - Margarida
4 - Elisa
5 - Rui
6 - Sara
7 - Ricardo
8 - Vera
9 - Paula
10 - Tiago
11 - Vasco
12 - Daniel
13 - Rapsodia