sexta-feira, outubro 29, 2010

obcecado com o poder

Será que as notícias: PSD com maioria nas sondagens; e Sócrates já admite negociar o orçamento, têm uma relação directa? Eu aposto que sim.

Pinto de Sousa continua a ter esperança que em Maio, nas eleições antecipadas mais que prováveis, volte a enganar o país e ganhar. E, de certeza, que quer maioria absoluta. Mas, vai daí, talvez esteja enganado.

segunda-feira, outubro 25, 2010

o mundo é uma ilha

A sensação mais surpreendente em ir pela 1ª vez a uma das ilhas portuguesas no Atlântico (Madeira) é a de que a terra não nos pertence, mesmo que tenhamos vivido uma vida inteira nela.
No Continente europeu é fácil perceber que estamos em locais habitados há muitos séculos, milénios mesmo. Existe muita terra por onde ir e temos sempre por onde continuar viagem. Quase que não acaba - só mesmo na Sibéria.
Madeira ou Açores, ou outra ilha assim, perdida no Oceano, vive rodeada de mar e qualquer uma destas ilhas vive mais condicionada pelo terreno acidentado, repleto de falésias, fajãs e afins. E vive ainda mais condicionada pelas condições climatéricas. A proximidade de avião e as coisas materiais tão portuguesas e semelhantes ao Continente não invalidam de que estamos num local longínquo e diferente, um prodígio da natureza, uma terra recente criada por vulcões e muito menos tocada pelo homem do que qualquer canto do continente europeu. Daí que perceba e não esqueça os homens que vi, sozinhos, junto à baía do Funchal, a contemplar durante um tempo sem fim o mar, o oceano, o horizonte. Quem vive numa ilha por mais voltas que dê acaba sempre a contemplar o mar.



Funchal, Setembro, 2010

segunda-feira, outubro 18, 2010

só há um sócrates, é este

Há muitos modos de viver a vida e de pensar nela. Sócrates, o verdadeiro, o antigo, o grego, tinha uma forma de ver a vida muito especial, mas que para mim fazia perfeito sentido. Pese embora as interpretações das palavras possam ser variadas, os princípios que regem as palavras deste homem filósofo que nunca escreveu nada que possamos ler, são aquilo que poderia e devia reger o pensamento humano geral e as sociedades.

Este excelente artigo do Guardian converte na perfeição e com uma facilidade espantosa, o pensamento Socrático para a actualidade. E não é que o senhor, qual autor da Bíblia, ao falar da sua sociedade, de então, parece que fala do vazio existencial que parece existir cada vez na sociedade ocidental?!

Socrates – a man for our times

"(...)
Socrates's problems were our own. He lived in a city-state that was for the first time working out what role true democracy should play in human society. His hometown – successful, cash-rich – was in danger of being swamped by its own vigorous quest for beautiful objects, new experiences, foreign coins.

The philosopher also lived through (and fought in) debilitating wars, declared under the banner of demos-kratia – people power, democracy. The Peloponnesian conflict of the fifth century against Sparta and her allies was criticised by many contemporaries as being "without just cause". Although some in the region willingly took up this new idea of democratic politics, others were forced by Athens to love it at the point of a sword. Socrates questioned such blind obedience to an ideology.
"What is the point," he asked, "of walls and warships and glittering statues if the men who build them are not happy?"  
What is the reason for living life, other than to love it?

For Socrates, the pursuit of knowledge was as essential as the air we breathe. Rather than a brainiac grey-beard, we should think of him as his contemporaries knew him: a bustling, energetic, wine-swilling, man-loving, vigorous, pug-nosed, sword-bearing war-veteran: a citizen of the world, a man of the streets.

According to his biographers Plato and Xenophon, Socrates did not just search for the meaning of life, but the meaning of our own lives. He asked fundamental questions of human existence. What makes us happy? What makes us good? What is virtue? What is love? What is fear? How should we best live our lives? Socrates saw the problems of the modern world coming; and he would certainly have something to say about how we live today.

He was anxious about the emerging power of the written word over face-to-face contact. The Athenian agora was his teaching room. Here he would jump on unsuspecting passersby, as Xenophon records. "One day Socrates met a young man on the streets of Athens. 'Where can bread be found?' asked the philosopher. The young man responded politely. 'And where can wine be found?' asked Socrates. With the same pleasant manner, the young man told Socrates where to get wine. 'And where can the good and the noble be found?' then asked Socrates. The young man was puzzled and unable to answer. 'Follow me to the streets and learn,' said the philosopher."

Whereas immediate, personal contact helped foster a kind of honesty, Socrates argued that strings of words could be manipulated, particularly when disseminated to a mass market. "You might think words spoke as if they had intelligence, but if you question them they always say only one thing . . . every word . . . when ill-treated or unjustly reviled always needs its father to protect it," he said.

When psychologists today talk of the danger for the next generation of too much keyboard and texting time, Socrates would have flashed one of his infuriating "I told you so" smiles. Our modern passion for fact-collection and box-ticking rather than a deep comprehension of the world around us would have horrified him too. What was the point, he said, of cataloguing the world without loving it? He went further: "Love is the one thing I understand."

The televised election debates earlier this year would also have given pause. Socrates was withering when it came to a polished rhetorical performance. For him a powerful, substanceless argument was a disgusting thing: rhetoric without truth was one of the greatest threats to the "good" society.
(...)"



Óbvio e incrível como a história se repete.

terça-feira, outubro 12, 2010

quem somos nós e o que fazemos aqui?

Há alturas do dia (é mais pela noite) em que me questiono: Onde é que nós virámos na curva errada?

Nunca percebi bem o saudosismo exagerado. Mas começo a perceber melhor porque ele surge com facilidade.

Já ouviram falar do Windows 2.0, 2.1, 3.0, 3.1, 95, 98, Me, NT, XP, Vista e 7? Do iPhone 1, 3, 4?
Já ouviram falar da 6.ª geração do Golf ou do restyling do Citroën C4 Picasso?
Já ouviram falar dos políticos profissionais 2.0 cheios de argumentos e marketing a nos venderem o seu produto, eles próprios?
Já ouviram falar nas novíssimas botas de couro mostarda cano baixo e abertura na frente do Marc Jacobs?

Perseguimos bens, empregos e uma vida que nos é vendida e promovida, mas que é irreal e muitas vezes vazia. E o preço dessa vida, muitas vezes, significa que nos vendemos e nos perdemos (a nossa essência).

Algures pelo caminho, numa das várias curvas do destino, chega a parecer que nos perdemos num excesso de capitalismo (ganância absoluta e premiada: «o dinheiro nunca dorme») e de cultura das vendas, da novidade constante e da respiração ao ritmo do marketing. Não que não tenham havido benefícios, vantagens e melhorias. Houve. Mas, nestes dias de crise financeira profunda e de falhanço óbvio das instituições que nos governam, dá vontade de questionar tudo. Incluindo as curvas que os nossos antepassados, ou os seus governantes, curvaram por nós, escolheram por nós.


Daí que citar esse grande poeta dos tempos modernos (nascido, eternizado e desaparecido nos anos 1990), Tyler Durden, nos dias que correm faça todo o sentido:

"You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world."


"God damn it, an entire generation pumping gas, waiting tables; slaves with white collars. Advertising has us chasing cars and clothes, working jobs we hate so we can buy shit we don't need. We're the middle children of history, man. No purpose or place. We have no Great War. No Great Depression. Our Great War's a spiritual war... our Great Depression is our lives. We've all been raised on television to believe that one day we'd all be millionaires, and movie gods, and rock stars. But we won't. And we're slowly learning that fact. And we're very, very pissed off."

quarta-feira, outubro 06, 2010

o poder do dinheiro

"[Sobre a vitória do mundo capitalista (os Estados Unidos) sobre o mundo socialista (Rússia) nos tempos da Guerra Fria]
Hoje, quem governa o mundo é um poder chamado o dinheiro. Esse poder enorme preocupa-se apenas com a sua própria multiplicação e não faz reinar no mundo os valores eternos da humanidade e da justiça.
"


Por instantes poderia parecer uma frase de Gordon Gekko, na sequela do filme Wall Street. Mas não, a citação é de José Hermano Saraiva

terça-feira, outubro 05, 2010

straddling bus




Inovações chinesas. Ver este conceito curioso (pensado para as cidades) de uma mistura entre autocarro (que utiliza as estradas) e comboio (anda sobre uns carris laterais especiais) que permite aos carros andarem por baixo dele faz pensar no TVG como algo do século passado. Esperem, o TGV é do século passado.

sexta-feira, setembro 24, 2010

hitchcock loves bikinis




Alfred Hitchcock ao seu melhor estilo a explicar o efeito Kuleshov e a mostrar o seu gosto por bikinis.

sábado, setembro 18, 2010

testing

Creator of life

sexta-feira, setembro 10, 2010

sugestões familiares!

Conheço bem a qualidade, ou não fosse da família, por isso deixo o conselho e sugestão de "Gostarem" da seguinte página:

Casa de Móveis Horácio Tomé

terça-feira, setembro 07, 2010

venice film festival

Há quem tenha homens em Veneza...

in joaquin we trust

Casey Affleck (o irmão do Ben que também actor e realizador) disse hoje no Festival de Veneza que o seu documentário I'm Still Here, sobre a transformação de Joaquin Phonix num rapper improvável não é invenção, foi mesmo real. Mesmo assim admite que o público vai ficar confuso ao ver o filme. Confuso fiquei eu ao ver Phoenix chegar sem barba, back to his old self. Será que voltou mesmo ao normal, sem rap's nem caídas em falso e discurso atordoado? Era bom que sim.


Joaquin, hoje, no Lido de Veneza. Sem barba farfalhuda, de fato e cabelo penteado. Estou orgulhoso. Que volte ao cinema... quando quiser.

terça-feira, agosto 31, 2010

novo dicionário do calão...

O Zé apanhou uma bruta Japona e foi levado por um grupo de amigos às Jacas mas como estava com uma incrível Jaquina não conseguiu o Jacto.


Jacas - prostitutas
Jacto - ejaculação
Japona - bebedeira
Jaquina - bebedeira

segunda-feira, agosto 30, 2010

aumentem o volume

identity


"Alguma vez sentem que tudo em Portugal está completamente fodido? Conhecem essa sensação? Que todo o país está a um passo de dizer: Acabou, esqueçam!
Pensem nisso, tudo está poluído... o ambiente, o Governo, as escolas... tanta coisa... Por falar em escolas, estava a andar pelos corredores no outro dia e a pensar, será que há vida depois do Secundário? É que eu não aguento o amanhã, quanto mais um ano inteiro desta merda. Sim, é isso mesmo gente, sou eu de novo com uma atitude muito especial para vocês todos, aqui no velhinho Portugal.
Vocês, lindas pessoas a viver na Europa, a maravilhosa... esta noite estamos em 92 FM, parece ser uma bela e limpa frequência até ao momento. O preço é certo... eh eh eh. E sim, gente, adivinharam, esta noite estou excitado como uma matilha de cães com o cio por isso mantenham-se aí porque daqui é o Harry Duro a lembrar-vos de comer os vossos cereais com um garfo e a fazer os vossos trabalhos de casa no escuro... "


... cock ring

este país não é para velhos

se este país fosse meu eu mandava-o ladrinhar...

sábado, agosto 28, 2010

sensualidade no cinema


Já tinha visto há tanto tempo que já nem me lembrava desta cena magnífica da misteriosa Emmanuelle Seigner (nunca mais me esqueço dela em A Nona Porta) no filme Bitter Moon. Seigner é a mulher do realizador de todos estes filmes, Roman Polanski, desde 1989 e actriz-fetiche do cineasta de origem polaca depois de se conhecerem em 1988.

Obrigado a Mr. Beja pelo reminder.


bemvindo a Viana!

Chego ao Tejo, desço dois degraus, tiro as sapatilhas (sim, essas mesmas, está bem dito sim senhor), removo as meias e mergulho os pés nas águas muito cristalinas, limpas e bem frescas do Tejo. Seria possível em Lisboa? Nem pensar.

Tudo isto é em Viana do Castelo e o rio é o belo e puro Lima. Mesmo junto à bela, bem tratada, limpa e agradável Baixa da cidade, com o incrível alto de Santa Luzia a olhar sobre nós, é possível não só passear junto ao rio como ler um livro, descansar ou apenas reflectir nos degraus que dão acesso ao rio.





Sim, lá ao fundo é fumo dos incêndios que circundavam a cidade.

who the fuck is...

Justin Bieber ?!


Nada contra a pessoa (o puto até parece pouco afectado pela parvoíce em torno dele), mas esta histeria que descobri recentemente faz-me algumas náuseas. Ainda assim não parece pior do que aquela em torno dos Tokio Hotel...



get a f*cking grip

Novo ódio de estimação: Cupcakes. mais nenhum entrará na minha boca...
É mais marketing que outra coisa, o preço é ridículo, só sabe bem fresco (literalmente, passado uns minutos no frigorífico) e há coisas bem melhores e mais baratas. E logo neste belo país à beira do Atlântico plantado repleto de doces magnificos e bem mais baratos, a começar nos apetitosos Dom Rodrigos algarvios (não sei o preço), passando pelos excelentes pastéis de Belém (90 cêntimos) e terminando nos incríveis Jesuítas de Viana do Castelo (80 cêntimos)...

sexta-feira, agosto 27, 2010

may your dreams come true, may your life be true

quarta-feira, agosto 25, 2010

possibilidades impossíveis

Será possível um tipo meter-se no carro, entrar num modo de tal forma automático e instintivo que não se lembra de absolutamente nada da viagem até casa? Sim, é.

terça-feira, agosto 24, 2010

mariah no brasil


Mariah Carey, ontem, a actuar na 55ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos, no Brasil. O próximo concerto adivinha-se para Barrancos, durante as famosas corridas de touros...

marel *

mojo ateo

mr mojo risin



* definição para marel: (origem obscura); Destinado para a padreação. = padreador (procriador), reprodutor
Pl.: maréis.

definição do latim ateo: "escuro, envolto em mistério"

de que filme?

Dan Levitan!


nothing else mathers



bahhhhh.

A minha mommie desencantou este momento Kodak a semana passada...!

segunda-feira, agosto 23, 2010

escolhas

Agora, há um curso para ti que queres vencer, tu vais gostar, aprender a ser estagiário e nada ganhar... vem cá o teu sucesso é aqui, fechado num sala em Portugal, o jornalismo é para ti!


(baseado na música de promoção do Cenfic... um belo anúncio, diga-se)


ustular a paciência

sexta-feira, agosto 13, 2010

por portugal....

Get ready to rumble.

A semana passada foi dividida entre o melhor da Caparica e o melhor do Algarve. Agora, desde terça-feira que é pelo Norte (repleta de muitos, muitos, muitos franceses, portugueses q.b. e ainda uns quantos espanhóis). Depois de um périplo incrivelmente rico pelo Gerês, Viana do Castelo e Braga (Bom Jesus), com direito a aventura no centro histórico de Barcelos e sustos com os incêndios que assolam a zona (onde é que anda o exército!?!?), amanhã é dia de partir do Porto para Lisboa e, logo de seguida, para o litoral alentejano. Férias sem parar por um país fabuloso e repleto de variedade cultural apetecível (literalmente, os Jesuítas de Viana do Castelo são soberbos), tem outro encanto.
A noite é agora passada com vista da montanha de Penha sobre Guimarães. E hoje é noite de estrelas cadentes e... grilos, aqui na zona.

sexta-feira, agosto 06, 2010

o conde e o sadino

É curioso ver que no mundo do futebol continua tudo igual, a vários níveis. Trocam-se galhardetes pela imprensa muitas vezes porque a história foi mal contada. Falo de André Villas Boas e José Mourinho.

Uma coisa é clara nesta história toda. José Mourinho aconselhou Villas Boas a ganhar mais experiência antes de enveredar pela carreira de treinador principal e Villas Boas ignorou por completo o tipo que o lançou para a ribalta - tem todo o direito de o fazer. Já depois de Villas Boas ter dado a entender que as suas parecenças são com Bobby Robson e menos com Mourinho, o grande Zé falou esta semana ao Record sobre o ex-observador de jogos.
"Já nada me surpreende no futebol [referindo-se à ida meteórica de Villas Boas para o FC Porto]" e "Não venham fazer comparações comigo, porque eu quando fui para o FC Porto já tinha trabalho de campo feito, o que é bastante diferente"
Mourinho distancia-se de Villas Boas especialmente pelo facto do seu ex-observador não ter trabalho de campo feito. E quando se fala que Mourinho só tinha mais um jogo como técnico principal antes de ir para o FC Porto está-se a raciocinar como um boi. Porque trabalho de campo refere-se a todos aqueles anos em que Mourinho passou como adjunto (de campo!) pelo FC Porto e Barcelona. 
Independentemente do que Villas Boas venha a fazer, Mourinho era muito mais experiente em vários níveis do que Villas Boas. E o ex-pupilo ainda deu umas achegas hoje: "Não temos o mesmo carácter nem a mesma personalidade. Temos formas diferentes de comunicar e trabalhar". Vamos ver se o pupilo "diferente" vai ter um sucesso parecido com o ex-mestre no FC Porto. Não me parece, penso eu de que...

domingo, agosto 01, 2010

beautiful

Alguém que não gosta muito de ser mencionado falava-me há um dia ou dois numa espécie de Síndroma da Mulher Bonita. E o assunto pôs-me a pensar sobre o assunto. Qual? O exercício de nos tentarmos colocar na pele de uma mulher bonita e o que ela pode e não pode ou não deve fazer. Actos simples, de cordialidade ou simpatia por parte de uma mulher bonita na maior parte dos homens pode desencadear ideias, sentidos ou significados que não existem. E só são desencadeados pelo facto de ser, de facto, uma mulher bonita ou atractiva. Por isso não se espantem que perante um homem, uma mulher bonita e comprometida que não o conheça sinta necessidade de se proteger e não dar azo a mal entendidos. E faz perfeito sentido.

hey man, be funny or die !

É um dos fenómenos da Internet e um daqueles que tem exponenciado para novos limites a criatividade no humor. E é muito bem explicado pela Time em vídeo aqui e em texto aqui.


sexta-feira, julho 30, 2010

stuck in the elevator with...

Pois é, o Nicolas Cage é um tipo um pouco estranho. E andou com a sua mais que tudo de origem asiática e respectivo filho por entre jornalistas num 44.º andar de um hotel junto à Marina de Barcelona. Lá se tirou a foto da praxe e aconselhou um implante capilar convincente (em português). Ainda deu para descobrir que nunca esteve em Portugal e aconselhar Sintra...

Hoje também foi dia de ficar preso num elevador durante uns 20 minutos. Lá dentro estava eu, o Tendas, o Portugal e um actor chamado Jay Baruchel. Ele e o seu prato com chocolates variados e duas Coca Colas. Primeiro disse piadas e reagiu a provocações dos três tugas presentes, depois começou a ficar claustrofóbico (estava muito calor) quando uma rapariga espanhola começou a chorar com ansiedade. Uma experiência a não repetir, mas que acabou com um belo conjunto de chocolates belgas entregue à noite no quarto, para compensar. Nice one. Agora está-se no lobby. Olha, o Jerry Bruckheimer acabou de passar. Agora foi o Alfred Molina... agora vou eu. Adios. Amanhã são as entrevistas.

segunda-feira, julho 26, 2010

go s(mart)watch

O que é a marca de relógicos Swatch e o automóvel Smart Fortwo têm em comum?

Nicholas Hayek  

O empresário nascido em Beirute (Líbano), que aceitou o desafio de criar um relógio suíço barato que pudesse fazer frente aos japoneses, projectou, no final da década de 1980, um mini-carro com espaço para duas pessoas, traços modernos e alegres, construção modular feita com materiais plásticos. Foi assim que nasceu o Swatchmobile. Só viria a conhecer a luz do dia quando o grupo da Mercedes aceitou o desafio em 1994.

segunda-feira, julho 19, 2010

tudo pelas ideias

 http://media.nj.com/stephen_whitty_on_movies/photo/inception-movie-review-leonardo-dicapriojpg-01c818d1f848f6b8_large.jpg

Estreia esta quinta-feira em Portugal o filme Inception (ou A Origem), com Leonardo Di Caprio e é do tipo que nos trouxe os últimos Batman, Chris Nolan. O conceito do filme (que ainda não pude ver) dá muito que pensar. Di Caprio mais não é do que um extractor de ideias. Consegue entrar na mente da maior parte das pessoas e extrair-lhes as suas melhores ideias e é quando sonham que estão mais vulneráveis a este espião da mente.
Ora, ainda recentemente vi um filme, Ágora, onde o mundo das ideias e a forma como o facto de, às vezes, elas não terem sido partilhadas na altura certa, pode ter consequências para a humanidade. A cativante, excelente e bela Rachel Weisz é a filósofa/astrónoma Hipátia. E o filme do espanhol Alejandro Aménabar defende a ideia que ela soube muitos séculos antes de Copérnico ou Galileu factos muito importantes da astronomia, mas foi morta por religiosos católicos antes de poder partilhar as descobertas.
Ou seja, foi conhecimento deitado pelo cano abaixo durante séculos e o próprio Carl Sagan (autor do saga documental Cosmos) acredita que se o conhecimento da biblioteca de Alexandria (destruída na mesma altura) e da própria Hipátia tem perdurado, hoje já teríamos ido a bem mais planetas e saberíamos bem mais do universo do que sabemos hoje.

AS NOSSAS IDEIAS. É nos locais mais estranhos que nos surgem as melhores ideias. O mundo seria, certamente, um local mais evoluído e interessante se muitas ideias obtidas na casa de banho, aquando do número 2, ou de um duche retemperador; ou no quarto mesmo antes de entrar no mundo dos sonhos; tivessem sido aproveitadas. Não é por acaso que foi quando caiu na casa de banho que o Doc Emmett Brown teve a brilhante ideia (na saga Regresso ao Futuro) de criar o Flux Capacitor - o mecanismo que tornou as viagens no tempo uma realidade, dentro da ficção, claro está.
Daí que sou daqueles que defende que deveriam existir mais e melhores mecanismos para gravarmos ou registarmos as ideias que temos neste tipo de locais, ou mesmo no trânsito, por exemplo. O iPad parece ser um bom meio termo mas não é suficiente. Os Netbooks também parecem ajudar, mas não chegam. Os gravadores de mão têm contingências, ou demoram a gravar ou não aguentam uma coisa insignificante como a água do duche. É possível fazer melhor. Tudo pelas ideias.

quinta-feira, julho 15, 2010

mr polanski

É impressão minha, ou o novo do Roman Polanski, O Escritor Fantasma, poderia ser bem melhor? Tem muita coisa no sítio... mas aquele final...

quarta-feira, julho 14, 2010

stellar

Meet me in outer space. We could spend the night; watch the earth come up. I've grown tired of that place.

Uma bela música a pensar no filme que vi ontem, de Alejandro Aménabar: Ágora.

segunda-feira, julho 12, 2010

interviewing

Há sempre algum nervosismo antes de uma entrevista, mas mais quando temos de esperar que o telefone toque para começarmos.

quarta-feira, julho 07, 2010

next stop, london





Nota mental para cumprir:
ir a Londres duas a três vezes por ano.




jornalismo para sempre

Por esta profissão que escolhi e me escolheu...
Resumindo: os custos editoriais de um jornal são pequenos comparados com tudo o resto, desde a produção à parte comercial, de marketing, de administração, etc. E isto diz muito do que se passa nos órgãos de comunicação social nos dias de hoje. Empresas onde o jornalismo, o que alimenta o jornal e o faz ser lido pelo leitor, é secundário (e mesmo os gráficos que dão corpo, forma e luz ao jornal). E isso continua a ver-se na Internet, onde alguns (como o The Times) acham que é justo ao leitor pagar para ver os conteúdos. Eu acho que a alternativa é outra - e pode envolver os Googles e Yahoos da nossa vida e dinheiro.


"On the cost side, costs unrelated to editorial work such as production, maintenance, administration, promotion and advertising, and distribution dominate newspaper costs. These large fixed costs make newspaper organisations more vulnerable to the downturns and less agile in reacting to the online news environment."

"Google’s chief economist Hal Varian looked at the US industry and found that in terms of core costs, only 14% of costs as a percentage of revenue went to pay for editorial. Production costs were 52% of newspaper costs by revenue. (Varian has sourced all of his statistics from the US Statistical Abstract, the Newspaper Association of America, the Pew Foundation and academic sources.)"


in Strange Attractor; via Ponto Media




"So in addition to being able to interview, report, write, shoot, and edit (text, audio, stills and video), you need to be able to master product development, sales, promotion, advertising, marketing -- and all in a digital context, which implies scaling the heights of social media, conquering search engine optimization, and slaying 'em in the aisles with your tutorials and seminars on the workshop/lecture circuit. Oh, and be sure you can write killer applications for foundation grants. "

in Kobre Channel

terça-feira, julho 06, 2010

jabulani ao lado das vuvuzelas

Porque é que a Jabulani (bola que também estará no campeonato português) é um valente monte de cocó?


quinta-feira, julho 01, 2010

paga, pagar, paga, pagou

Recebi por e-mail a seguinte e elucidativa conversa:


Diálogo entre o Contribuinte e o Estado

Contribuinte – Gostava de comprar um carro.

Estado – Muito bem. Faça o favor de escolher.

Contribuinte – Já escolhi. Tenho que pagar alguma coisa?

Estado – Sim. De acordo com o valor do carro (IVA)

Contribuinte – Ah. Só isso.

Estado – E uma “coisinha” para o pôr a circular (selo)

Contribuinte – Ah!

Estado – E mais uma coisinha, na gasolina necessária para que o carro efectivamente circule (ISP)

Contribuinte – Mas, sem gasolina, eu não circulo.

Estado – Eu sei.

Contribuinte – Mas eu já pago para circular.

Estado – Claro!

Contribuinte – Então, vai cobrar-me pelo valor da gasolina?

Estado – Também. Mas isso é o IVA. O ISP é outra coisa diferente.

Contribuinte – Diferente?

Estado – Muito. O ISP é porque a gasolina existe.

Contribuinte – Porque existe?

Estado – Há muitos milhões de anos, os dinossauros e o carvão fizeram petróleo. E você paga.

Contribuinte – Só isso?

Estado – Só. Mas não julgue que pode deixar o carro assim como quer.

Contribuinte – Como assim?

Estado – Tem que pagar para o estacionar.

Contribuinte – Para o estacionar?

Estado – Exacto.

Contribuinte – Portanto, pago para andar e pago para estar parado?

Estado – Não. Se quiser mesmo andar com o carro precisa de pagar seguro.

Contribuinte – Então, pago para circular, pago para conseguir circular e pago por estar parado?

Estado – Sim. Nós não estamos aqui para enganar ninguém. O carro é novo?

Contribuinte – Novo?

Estado – É que, se não for novo, tem que pagar para vermos se ele está em condições de andar por aí.

Contribuinte – Pago para você ver se pode cobrar?

Estado – Claro. Acha que isso é de borla? Só há mais uma coisinha…

Contribuinte – Mais uma coisinha?

Estado – Para circular em auto-estradas

Contribuinte – Mas eu já pago imposto de circulação.

Estado – Mas esta é uma circulação diferente.

Contribuinte – Diferente?

Estado – Sim. Muito diferente. É só para quem quiser.

Contribuinte – Só mais isso?

Estado – Sim. Só mais isso.

Contribuinte – E acabou?

Estado – Sim. Depois de pagar os 25 euros, acabou.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros que custa pagar para andar nas auto-estradas.

Contribuinte – Mas não disse que as auto-estradas eram só para quem quisesse?

Estado – Sim. Mas todos pagam os 25 euros.

Contribuinte – Quais 25 euros?

Estado – Os 25 euros é quanto custa.

Contribuinte – Custa o quê?

Estado – Pagar.

Contribuinte – Custa pagar?

Estado – Sim. Pagar custa 25 euros.

Contribuinte – Pagar custa 25 euros?

Estado – Sim. Paga 25 euros para pagar.

Contribuinte – Mas eu não vou circular nas auto-estradas.

Estado – Imagine que um dia quer… tem que pagar

Contribuinte – Tenho que pagar para pagar porque um dia posso querer?

Estado – Exactamente. Você paga para pagar o que um dia pode querer.

Contribuinte – E se eu não quiser?

Estado – Paga multa.