Twilight, Tenebreuse, 1997.
sábado, junho 19, 2010
ideias fazem o mundo girar
Pensar, pensar
palavras de José Saramago:Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de reflexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
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sexta-feira, junho 18, 2010
adeus à alma de um português


O adeus a José Saramago também tocou Espanha. Abre os site do El Mundo e El País. Gosto particularmente do destaque do El País:
"Desaparece el alma del portugués"
Acho que nunca vi a palavra "português" significar tanto na 'boca' de um espanhol (jornal e não só).
E agora, Saramago? Será que viste Deus? Tu que não acreditavas, tal como eu... se houver diz qualquer coisa, e se não houver dá um sinal na mesma.
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adeus saramago

A 'front page' de site do ano... José Saramago, desaparecido hoje aos 87 anos, merece.
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Passado, Presente, Futuro
Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.
Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.
Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.
José Saramago, in Os Poemas Possíveis
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a ironia do dia
iPhone 4? Para quê, quando se pode ter isto:

Nokia 3300, comigo e a funcionar diariamente desde 2004. E já vinha com Mp3 na altura.
Nokia 3300, comigo e a funcionar diariamente desde 2004. E já vinha com Mp3 na altura.
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o que é que maradona tem?

Dá gosto ver as equipas sul-americanas jogar neste Mundial (estou a incluir aqui o México, embora estejam mais para o Centro). A garra em cada lance e o talento na hora de atacar tem sido coadjuvada por maior organização do que o habitual e maior rigor táctico e estão a colher os frutos disso mesmo. Marcam golos. Dá espectáculo e parecem estar num ritmo diferente do outros, bem acima das selecções africanas que estão, claramente, a desiludir.
Argentina, Uruguai, México, Paraguai, Chile. Aí estão as selecções a ter em conta neste Mundial (só as Honduras estão num nível inferior no que diz respeito aos sul-americanos). Até ao momento pode-se acrescentar a Alemanha (ao nível da Argentina), que também está num belo nível e de seguida o Brasil e a Holanda.
A Costa do Marfim mostrou até ao momento ser a equipa africana mais organizada tacticamente e com mais potencial (mais do que o Gana ou os Camarões) e a Suíça de Ottmar Hitzfeld também pode continuar a surpreender depois de ter dado um safanão à campeã europeia Espanha. Itália (eles estão a acordar!) e Estados Unidos também podem ter uma palavra a dizer.
E o que dizer de Maradona? Tem em Messi e sua extensão em campo. Mas mais do que isso mostrou que a sua experiência maravilhosa como jogador extratosférico pode ajudar a equipa, mesmo que não tenha todos os pergaminhos como técnico. Trouxe o crer e até alguns lances estudados nos treinos surpreendentes, especialmente nas bolas paradas, que deram os dois primeiros golos no Mundial à Argentina.
É bonito ver Diego, El Diez, El Pibe, no banco, os seus toques na bola cada vez que a redondinha vai ter com ele (ela é atraída para ele como se ele fosse um íman), a energia com que vibra a cada lance - nota-se que isso é transmitido para a equipa. Depois há a beleza de Messi e companhia.
Às vezes individualista quando não devia, mas a ele tudo é permitido até porque ele cria do nada beleza. Como Maradona, sem bola não é nada, com bola é tudo. Uma explosão artística de futebol.
Mas a Argentina é fábrica de ataque, para além de Messi. Hoje já se viu um Di María ao seu nível, magistral (finalmente começaram a passar-lhe a pelota!! Depois do boicote de Heinze no primeiro jogo), já se viu um Higuaín oportuno como poucos, e voltou-se a ver um Tevez feroz, um Maxi Rodríguez esforçado e estreou-se na 2.ª parte um Aguero explosivo, motivado e certeiro nas assistências.
Pergunto-me quando é que a Argentina será parada, ou será mesmo campeão mundial? Se for parada será pelas falhas que tem que ainda não se viram, especialmente na defesa e na capacidade de guardar a bola ou não abrir brechas quando é atacado em contra-ataque e jogo directo.
A espécie de França semi-comandada pela "topeira de esgoto", Domenech, está fora justamente, a Espanha está perto de engrenar e começar a marcar - tem tudo para fazer um grande Mundial -, e o Brasil já engrenou mas não totalmente e esperemos que sofram uma doce e bela vingança portuguesa no 3.º jogo mas sigam em frente com Portugal.
E Portugal? Esperemos que depois do empate, agora saiam finalmente da Caravela para atacar à séria e sem fazer prisioneiros - talvez a visita de Eusébio ao treino, hoje, lhes tenha dado aquele ânimo extra para começaram a atacar como gente grande.
Está a ser um belo Mundial, cheio de motivos de interesse. Pena o som irritante das vuvuzelas.



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quinta-feira, junho 17, 2010
o poder da caneta
Já tinha saudades de uma bela (e nova) caneta Parker! Hoje recebi uma. Que bom!

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devaneios
quarta-feira, junho 16, 2010
por portugal, há bigodes e espera-se navegação
Em 23 jogos sob o comando de Queiroz em 18 deles (78%) Portugal não sofreu nenhum golo. Nada mau visto assim, hein.
Ao contrário do mundo, não sendo eu grande fã de Queiroz, acho que não foi um mau resultado empatar com esta Costa do Marfim. As decisões seguem-se dentro de momentos e eu cá estarei mais para apoiar a Selecção e menos para dizer mal do seleccionador, das tácticas ou dos jogadores.
O futebol está longe de ser consensual e Carlos Queiroz está longe de ser um treinador forte mentalmente e que convença completamente adeptos, jornalistas ou jogadores, mas é o que temos neste momento e não é assim tão mau quanto todos o querem pintar - lá por não ter uma comunicação que agrade com facilidade não é motivo para se duvidar por tudo e por nada, que é o que acontece.
E para mostrar o meu apoio aos Navegadores, aí está o belo bigode que já não existiu mas subsistiu por cinco minutos na passada segunda-feira de manhã:
Depois disto, se Portugal não passar aos oitavos-de-final, vou pedir uma indemnização à Federação e ao Cristiano Ronaldo. A este último, basta deixar crescer um farto bigode e usá-lo durante o início de época. Seria bonito, mesmo que Portugal passe.
Ao contrário do mundo, não sendo eu grande fã de Queiroz, acho que não foi um mau resultado empatar com esta Costa do Marfim. As decisões seguem-se dentro de momentos e eu cá estarei mais para apoiar a Selecção e menos para dizer mal do seleccionador, das tácticas ou dos jogadores.
O futebol está longe de ser consensual e Carlos Queiroz está longe de ser um treinador forte mentalmente e que convença completamente adeptos, jornalistas ou jogadores, mas é o que temos neste momento e não é assim tão mau quanto todos o querem pintar - lá por não ter uma comunicação que agrade com facilidade não é motivo para se duvidar por tudo e por nada, que é o que acontece.
E para mostrar o meu apoio aos Navegadores, aí está o belo bigode que já não existiu mas subsistiu por cinco minutos na passada segunda-feira de manhã:
Depois disto, se Portugal não passar aos oitavos-de-final, vou pedir uma indemnização à Federação e ao Cristiano Ronaldo. A este último, basta deixar crescer um farto bigode e usá-lo durante o início de época. Seria bonito, mesmo que Portugal passe.
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le jim, o jim, el jim
Ustular é um verbo. Ustular é um verbo que passa a figurar no topo deste local, que muda agora. Sabe bem mudar.
ustular (ver conjugado)
(latim ustulo, -are)
v. tr.
1. Secar ao fogo.
2. Queimar a superfície. = tostar
3. Submeter à ustulação (algum mineral).
--
E para celebrar este novo capítulo, deixo de seguida um vídeo meio parvo, que ilustra a chegada ao cemitério de celebridades em Pere Lachaise, em Paris, em busca do túmulo de Jim Morrison - que, muitos julgam, não tem lá o Jim, que terá forjado a sua morte... Foi um dia em que estava inebriado com a expectativa da visita ao cemitério, não sei bem porquê.
ustular (ver conjugado)
(latim ustulo, -are)
v. tr.
1. Secar ao fogo.
2. Queimar a superfície. = tostar
3. Submeter à ustulação (algum mineral).
--
E para celebrar este novo capítulo, deixo de seguida um vídeo meio parvo, que ilustra a chegada ao cemitério de celebridades em Pere Lachaise, em Paris, em busca do túmulo de Jim Morrison - que, muitos julgam, não tem lá o Jim, que terá forjado a sua morte... Foi um dia em que estava inebriado com a expectativa da visita ao cemitério, não sei bem porquê.
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domingo, junho 06, 2010
domingo, maio 23, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
terça-feira, maio 18, 2010
a norte há comes e bebes
Às vezes leio coisas do Norte e penso que a vida ali para aqueles lados consegue ser mais bairrista, mais saudável, mais gastronómica e mais fraterna.
segunda-feira, maio 17, 2010
o nome dele é picha
Não encontrei o significado da bonita localidade de Picha, em Portugal. Mas descobri que há um senhor cartoonista e realizador de filmes animados, belga, chamado:
Jean-Paul "Picha"
E para além de ter uma página da Wikipedia dedicada à sua pessoa, tem também uma página do IMDb, o site que aglomera todos os que trabalham em cinema e televisão, que tem como único título: Picha.
Por acaso não há muito tempo andava muito curioso para saber quem foi o realizador de uma animação francesa Blanche-Neige, la suite (2007), que é a sequela de uma outra animação para crianças, e tem referências sexuais bastante explicitas. Afinal foi Picha, esse realizador belga.
Para quem quiser ler a crítica a este filme animado, pode ler tudo aqui:
Picha’s Blanche Neige, La Suite review
Ah, e o significado de tão antiga palavra em português é:
picha
(origem obscura)
s. f.
1. Galheta.
2. Camarão pequeno.
3. Cal. Pénis (coexiste com a grafia pixa).
Jean-Paul "Picha"
E para além de ter uma página da Wikipedia dedicada à sua pessoa, tem também uma página do IMDb, o site que aglomera todos os que trabalham em cinema e televisão, que tem como único título: Picha.
Por acaso não há muito tempo andava muito curioso para saber quem foi o realizador de uma animação francesa Blanche-Neige, la suite (2007), que é a sequela de uma outra animação para crianças, e tem referências sexuais bastante explicitas. Afinal foi Picha, esse realizador belga.
Para quem quiser ler a crítica a este filme animado, pode ler tudo aqui:
Picha’s Blanche Neige, La Suite review
Ah, e o significado de tão antiga palavra em português é:
picha
(origem obscura)
s. f.
1. Galheta.
2. Camarão pequeno.
3. Cal. Pénis (coexiste com a grafia pixa).
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domingo, maio 16, 2010
in mourinho football trusts
José Mourinho está mais falador do que nunca, pelo menos esta época. Tem dado entrevistas a jornais ingleses, italianos e espanhóis. No total, parece dar a entender que vai mesmo sair de Itália já este ano e que está cansado, desgastado e basicamente farto do futebol italiano, do Calcio. As razões não as explica em pormenor, mas facilmente se percebem.
Os jogadores italianos adoram-no, na maioria, isso viu-se quando o elegeram o melhor técnico da Serie A e vê-se nos elogios de jogadores de equipas adversárias do Inter. Respeitam-no e percebem-no, na maioria.
A Federação italiana, daquilo que é possível ver de acordo com as reacções ao longo da época, e pela influência do líder do AC Milan lá dentro, tem feito uma espécie de caça ao homem a Mourinho. A mesma que vários treinadores italianos também têm feito. Mas no caso da Federação significou castigos duros, interpretações exageradas, multas avultadas, etc. Daí que o black out nas conferências de imprensa para jogos em Itália tenha durado tanto tempo. Tudo para evitar voltar a ser castigado e mostrar o seu protesto.
Coisas que se descobrem nas entrevistas:
- Mourinho antevê uma queda do Barça e explica, com pormenor, como conseguiu eliminar na Champions o campeão europeu
- Mourinho admitiu que vai treinar o Real Madrid mais cedo ou mais tarde. E hoje em entrevista ao britânico Sunday Times diz mesmo que será muito difícil ficar em Itália na próxima época.
- Sobre o Chelsea diz-se feliz com o sucesso desta época (que considera merecido) mas lembra que os rivais estiveram em claro declínio.
- Por aqui jazem citações presentes num livro de Luis Lourenço sobre The Special One.
Parece mesmo que na próxima época Mourinho será o Special do Real Madrid e de Cristiano Ronaldo - um encontro muito aguardado entre os dois tugas que mais importam no mundo do futebol actual. E Mourinho deverá ter Di María.
Os jogadores italianos adoram-no, na maioria, isso viu-se quando o elegeram o melhor técnico da Serie A e vê-se nos elogios de jogadores de equipas adversárias do Inter. Respeitam-no e percebem-no, na maioria.
A Federação italiana, daquilo que é possível ver de acordo com as reacções ao longo da época, e pela influência do líder do AC Milan lá dentro, tem feito uma espécie de caça ao homem a Mourinho. A mesma que vários treinadores italianos também têm feito. Mas no caso da Federação significou castigos duros, interpretações exageradas, multas avultadas, etc. Daí que o black out nas conferências de imprensa para jogos em Itália tenha durado tanto tempo. Tudo para evitar voltar a ser castigado e mostrar o seu protesto.
Coisas que se descobrem nas entrevistas:
- Mourinho antevê uma queda do Barça e explica, com pormenor, como conseguiu eliminar na Champions o campeão europeu
- Mourinho admitiu que vai treinar o Real Madrid mais cedo ou mais tarde. E hoje em entrevista ao britânico Sunday Times diz mesmo que será muito difícil ficar em Itália na próxima época.
- Sobre o Chelsea diz-se feliz com o sucesso desta época (que considera merecido) mas lembra que os rivais estiveram em claro declínio.
- Por aqui jazem citações presentes num livro de Luis Lourenço sobre The Special One.
Parece mesmo que na próxima época Mourinho será o Special do Real Madrid e de Cristiano Ronaldo - um encontro muito aguardado entre os dois tugas que mais importam no mundo do futebol actual. E Mourinho deverá ter Di María.
st. pauli, os piratas
O St. Pauli é um clube de futebol de Hamburgo muito especial, com uma cultura antifascista e anticapitalista e com um aspecto pirata curioso e que tem mais de 100 anos. Este ano conseguiram voltar, muitos anos depois, à Bundesliga (1.ª Liga alemã).
Na minha ida recente e muito breve a Hamburgo os artigos do St. Pauli eram dos mais presentes na loja do aeroporto, inclusive mais do que os do principal clube da cidade, o Hamburgo. Olhando para os produtos percebe-se porquê. Curiosamente tem 11 milhões de fãs na Alemanha, o seu presidente (que também é director de um teatro) é o único homossexual assumido a liderar um clube de futebol alemão e agora tem ainda uma loja de produtos eróticos como principal patrocinador. Estive mesmo para comprar esta:
Na minha ida recente e muito breve a Hamburgo os artigos do St. Pauli eram dos mais presentes na loja do aeroporto, inclusive mais do que os do principal clube da cidade, o Hamburgo. Olhando para os produtos percebe-se porquê. Curiosamente tem 11 milhões de fãs na Alemanha, o seu presidente (que também é director de um teatro) é o único homossexual assumido a liderar um clube de futebol alemão e agora tem ainda uma loja de produtos eróticos como principal patrocinador. Estive mesmo para comprar esta:
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sábado, maio 15, 2010
à cagadinha
Mais uma ida à Feira do Livro e trago na bagagem dois dicionários, um do Calão, outro do Nome das Terras, no grupo ainda vem um romance de grande volume de Susanna Clarke.
O do Calão interessa-me sobremaneira. Porquê?
À barba longa - Sem olhar a despesas, sobretudo quando é outrem a pagar [comer à barba longa]
À cagadinha - Aos poucos; a pouco e pouco [o mesmo que às mijinhas; aos soluços; aos bochechos; às pinguinhas]
Bóias - Mamas.
O do Calão interessa-me sobremaneira. Porquê?
À barba longa - Sem olhar a despesas, sobretudo quando é outrem a pagar [comer à barba longa]
À cagadinha - Aos poucos; a pouco e pouco [o mesmo que às mijinhas; aos soluços; aos bochechos; às pinguinhas]
Bóias - Mamas.
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sexta-feira, maio 07, 2010
hard headed woman
Se eu fosse um actor bem sucedido, provavelmente acharia irritante que me analisassem por estar comigo numa sala durante uns minutos. No entanto...
Sir Ben Kingsley. É uma pessoa muito calma, parece um praticante frequente de meditação, porque é muito paciente, ouve quem está a falar com atenção e sem pressa de responder. Tem uma cabeça grande para o corpo muito magro, um nariz gigante e uma careca estranha. Tal como eu suspeitava, é uma pessoa muito sensível, e é-o desde criança, um actor com muita experiência de teatro e com uma preocupação impressionante em ensinar o melhor possível as novas gerações de actores. É alguém muito dedicado à profissão. Quando se solta é capaz de rir-se com facilidade e adora reflectir sobre os assuntos e dar-lhe uma perspectiva mais poética e inspirada.
Adora cuidar do seu jardim e de cozinhar para a sua mulher. Dá-se bem com a vida pacata sem a agitação do que envolve a indústria do cinema, mas faz parte da indústria à tanto tempo que já não lhe faz confusão a parte mais agitada.
Adora arte, especialmente pintura, e pessoas que o inspirem, os pintores estão no topo dos seus artistas favoritos, na sua dedicação imensa e até esgotante em transmitir algo de especial numa tela. É realmente um típico Sir, muito cavalheiresco mas com uma sensibilidade enquanto ser humano muito acima da média.
Gemma Arterton. Sim, é lindíssima, tem mais curvas do que a maioria das modelos e nota-se que não se importa nada com isso, tem uma cara pequena mas de uma beleza rara e antiga, como se fosse uma pedra preciosa. Um nariz pequeno, uns olhos um pouco rasgados e uns lábios lisos e grossos, talvez mais bonitos que os da Julia Roberts. Tem uns braços um pouco cheios para uma actriz, mas esbeltos q.b., tem o tique de se ir coçando quando está calor o que irrita um pouco a pele, nada que a incomode. Apesar de tudo isto, passados uns segundos de entrar na sala, é apenas uma jovem rapariga com quem dá gosto falar, sorridente, energética, faladora, despachada, que tem um à vontade impressionante, um humor de óptimo nível e um sorriso cândido de quem não tem nada a perder e tudo a ganhar. Não tem papas na língua nem problemas em dizer que vem de origens humildes, das classes operárias britânicas e em falar da família. Nota-se que sempre foi o que temos ali à nossa frente, fosse com os amigos num bairro pobre ou com as grandes estrelas.
E apesar de já ter sido Bond Girl, de ter protagonizado dois grandes blockbusters e feito filmes independentes incríveis como o que vi hoje (The Disappearence of Alice Creed - Lusomundo, se me estás a ouvir, tens de estrear isto nas salas portuguesas!), ainda tem aquele deslumbramento (que admite com histeria divertida), ou por ir trabalhar com estrelas que admira ou por ver num bar um artista que adora - contou que viu no outro dia um dos membros dos Sigur Rós (é fanática por música nórdica, ao estilo Bjork) e ia ficando histérica, só não o abordou porque sabe que ele é muito tímido e ia assustá-lo.
É uma daquelas hard headed woman, muito prática e um pouco maria rapaz na forma de agir, e que não se leva absolutamente nada a sério. Uma diversão, portanto. O que é fantástico quando ainda por cima é uma excelente actriz.
[E só para que fique registado, eu cá já encontrei a minha Hard Headed Woman, como cantava o Cat Stevens -
Mike Newell. Este típico inglês gigante, largo de ombros, mãos gigantes e um ar simpático é um realizador exímio e com um talento para o timing cómico incrível. Quatro Casamentos e Um Funeral lançou-o na alta roda mundial, ao mesmo tempo que lançou Hugh Grant, e ainda bem. Newell adora Grant, apesar de não trabalhar com ele há algum tempo. "Não há ninguém a fazer comédia com tanto estilo quanto ele, é único e é sempre excelente fazer um filme com ele", um elogio muito honesto e sentido (e raro). É um tipo inteligente, preocupado com o que faz e sem problemas em assumir as suas opiniões: "num filme como Prince of Persia eu sou quase um Chefe de Divisão inteira, onde me dão coisas para decidir. Prefiro muito mais fazer um filme como Quatro Casamentos e um Funeral, com menos efeitos e mais diálogo entre os protagonistas". Faz sentido, porque vem do teatro e da televisão britânica e até nos filmes grandes que realizou como um dos Harry Potter e este Prince of Persia, conseguiu colocar esse humor delicioso entre personagens sem estragar a outra linha mais dramática do filme.
Jake Gyllenhaal em Londres, estou meio torto porque estava a aproveitar para falar um pouco no Donnie Darko, coisa que não deu para fazer na entrevista (ou só ligeiramente).
Sir Ben Kingsley. É uma pessoa muito calma, parece um praticante frequente de meditação, porque é muito paciente, ouve quem está a falar com atenção e sem pressa de responder. Tem uma cabeça grande para o corpo muito magro, um nariz gigante e uma careca estranha. Tal como eu suspeitava, é uma pessoa muito sensível, e é-o desde criança, um actor com muita experiência de teatro e com uma preocupação impressionante em ensinar o melhor possível as novas gerações de actores. É alguém muito dedicado à profissão. Quando se solta é capaz de rir-se com facilidade e adora reflectir sobre os assuntos e dar-lhe uma perspectiva mais poética e inspirada.
Adora cuidar do seu jardim e de cozinhar para a sua mulher. Dá-se bem com a vida pacata sem a agitação do que envolve a indústria do cinema, mas faz parte da indústria à tanto tempo que já não lhe faz confusão a parte mais agitada.
Adora arte, especialmente pintura, e pessoas que o inspirem, os pintores estão no topo dos seus artistas favoritos, na sua dedicação imensa e até esgotante em transmitir algo de especial numa tela. É realmente um típico Sir, muito cavalheiresco mas com uma sensibilidade enquanto ser humano muito acima da média.
Gemma Arterton. Sim, é lindíssima, tem mais curvas do que a maioria das modelos e nota-se que não se importa nada com isso, tem uma cara pequena mas de uma beleza rara e antiga, como se fosse uma pedra preciosa. Um nariz pequeno, uns olhos um pouco rasgados e uns lábios lisos e grossos, talvez mais bonitos que os da Julia Roberts. Tem uns braços um pouco cheios para uma actriz, mas esbeltos q.b., tem o tique de se ir coçando quando está calor o que irrita um pouco a pele, nada que a incomode. Apesar de tudo isto, passados uns segundos de entrar na sala, é apenas uma jovem rapariga com quem dá gosto falar, sorridente, energética, faladora, despachada, que tem um à vontade impressionante, um humor de óptimo nível e um sorriso cândido de quem não tem nada a perder e tudo a ganhar. Não tem papas na língua nem problemas em dizer que vem de origens humildes, das classes operárias britânicas e em falar da família. Nota-se que sempre foi o que temos ali à nossa frente, fosse com os amigos num bairro pobre ou com as grandes estrelas.
E apesar de já ter sido Bond Girl, de ter protagonizado dois grandes blockbusters e feito filmes independentes incríveis como o que vi hoje (The Disappearence of Alice Creed - Lusomundo, se me estás a ouvir, tens de estrear isto nas salas portuguesas!), ainda tem aquele deslumbramento (que admite com histeria divertida), ou por ir trabalhar com estrelas que admira ou por ver num bar um artista que adora - contou que viu no outro dia um dos membros dos Sigur Rós (é fanática por música nórdica, ao estilo Bjork) e ia ficando histérica, só não o abordou porque sabe que ele é muito tímido e ia assustá-lo.
É uma daquelas hard headed woman, muito prática e um pouco maria rapaz na forma de agir, e que não se leva absolutamente nada a sério. Uma diversão, portanto. O que é fantástico quando ainda por cima é uma excelente actriz.
[E só para que fique registado, eu cá já encontrei a minha Hard Headed Woman, como cantava o Cat Stevens -
"I'm looking for a hard headed woman, One who will make me do my best, And if I find my hard headed woman I know the rest of my life will be blessed"]Jake Gyllenhaal. Tem umas mãos grandes, muito grandes. Tem um ar de menino perfeito, cuidado, com óptima preparação física (ou não adorasse correr e fazer ciclismo), mas um outro brilho acima disso, que lhe dá um certo ar de Cary Grant, até porque tem estilo e um óptimo sentido de humor. Mas o que salta, literalmente à vista são os olhos, são gigantes e mais azuis do que o azul do céu. Parecem uns faróis, até porque gosta de mantê-los bem abertos. Depois é um tipo muito cool, descontraído, que não se leva demasiado a sério (vem de uma família de actores) muito menos a sua fama e que, embora tenha um físico muito desenvolvido, é um tipo com uma sensibilidade para a profissão acima da média. Tem um talento natural mas também se esforça por tirar o melhor de si e perceber o melhor dos outros. É alto e ainda guarda um certo olhar de Donnie Darko.
Mike Newell. Este típico inglês gigante, largo de ombros, mãos gigantes e um ar simpático é um realizador exímio e com um talento para o timing cómico incrível. Quatro Casamentos e Um Funeral lançou-o na alta roda mundial, ao mesmo tempo que lançou Hugh Grant, e ainda bem. Newell adora Grant, apesar de não trabalhar com ele há algum tempo. "Não há ninguém a fazer comédia com tanto estilo quanto ele, é único e é sempre excelente fazer um filme com ele", um elogio muito honesto e sentido (e raro). É um tipo inteligente, preocupado com o que faz e sem problemas em assumir as suas opiniões: "num filme como Prince of Persia eu sou quase um Chefe de Divisão inteira, onde me dão coisas para decidir. Prefiro muito mais fazer um filme como Quatro Casamentos e um Funeral, com menos efeitos e mais diálogo entre os protagonistas". Faz sentido, porque vem do teatro e da televisão britânica e até nos filmes grandes que realizou como um dos Harry Potter e este Prince of Persia, conseguiu colocar esse humor delicioso entre personagens sem estragar a outra linha mais dramática do filme.
Jake Gyllenhaal em Londres, estou meio torto porque estava a aproveitar para falar um pouco no Donnie Darko, coisa que não deu para fazer na entrevista (ou só ligeiramente).
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quarta-feira, maio 05, 2010
terça-feira, maio 04, 2010
o meu irmão é maior do que o teu
Deveria figurar aqui uma bonita e inspiradora (quem sabe) foto do Castelo de Palmela e respectiva paisagem, mas como a máquina estava sem bateria fica apenas isto. Palavras escritas num dia muito intenso, desde as 7h da manhã. O que virá amanhã. Ah, já sei, trabalho aos montes e... casa (Londres) ao final da tarde.
E porque a 4 de Maio de 1995 eu tinha uns bonitos 14 anos e tinha acabado de ver nascer (ok, não vi, mas vi-o no hospital nesse dia) o mais irmãozinho mais novo, um tal de Pedro, rapaz de arte futebolística, olho (azul, como a mãe e o irmão mais velho) para os jogos de computador online e a quem eu mudei mais fraldas do que gostaria de mencionar: PARABÉNS MIÚDO! Não cresças mais senão vamos ter de comprar uma cama nova.
Bem tentei fazer dele um canhoto, desde o tempo em que ele ainda estava no hospital, e bem tentei chamar-lhe João, mas não resultou. Ele saiu ele, e ainda bem.
E porque a 4 de Maio de 1995 eu tinha uns bonitos 14 anos e tinha acabado de ver nascer (ok, não vi, mas vi-o no hospital nesse dia) o mais irmãozinho mais novo, um tal de Pedro, rapaz de arte futebolística, olho (azul, como a mãe e o irmão mais velho) para os jogos de computador online e a quem eu mudei mais fraldas do que gostaria de mencionar: PARABÉNS MIÚDO! Não cresças mais senão vamos ter de comprar uma cama nova.
Bem tentei fazer dele um canhoto, desde o tempo em que ele ainda estava no hospital, e bem tentei chamar-lhe João, mas não resultou. Ele saiu ele, e ainda bem.
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segunda-feira, abril 26, 2010
condição: quente
Está calor. Há menos roupa nas ruas e mais para ver. Há mais transpiração e menos inspiração.
domingo, abril 25, 2010
uffa
que dia. começou em lisboa, passou por carnaxide, depois viagem para Tomar, onde o tempo passou devagar entre muitas repetições, procura do lugar perfeito (que não era o perfeito) e um almoço no centro da cidade. depois de mais repetições e dezenas de voltas pelas ruas da cidade, seguiu-se uma pequena viagem para a barragem de castelo de bode (com mais repetições de planos e cenas afins), a estalagem da barragem (onde uma música brasileira no outro lado da margem ia perturbando o trabalho e já só apetecia dar um tiro em alguém) e, ao final da tarde, o regresso a carnaxide.
depois, vinda a casa em lisboa, com vista para o estádio da luz a ficar cada vez mais "reservado" e, finalmente, partida para a casa-natal, nas caldas da rainha, onde se chegou já era noite, mesmo a tempo do jogo do benfas. uffa.
depois, vinda a casa em lisboa, com vista para o estádio da luz a ficar cada vez mais "reservado" e, finalmente, partida para a casa-natal, nas caldas da rainha, onde se chegou já era noite, mesmo a tempo do jogo do benfas. uffa.
segunda-feira, abril 19, 2010
quarta-feira, abril 14, 2010
segunda-feira, abril 12, 2010
quatro rodas num ecrã
Automóveis que ficam na memória audiovisual:

DeLorean DMC-12, de Regresso ao Futuro

Ferrari 250 GT, de 1961, no filme O Rei dos Gazeteiros
KITT de Knight Rider
Ferrari Testarossa de Miami Vice
The Batmobile
General Lee (Dodge Charger) de Dukes of Hazzard
GMC Vandura van de The A-Team
DeLorean DMC-12, de Regresso ao Futuro
Ferrari 250 GT, de 1961, no filme O Rei dos Gazeteiros
KITT de Knight Rider
Ferrari Testarossa de Miami Vice
The Batmobile
General Lee (Dodge Charger) de Dukes of Hazzard
GMC Vandura van de The A-Team
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sábado, abril 10, 2010
há qualquer coisa na cama
Há quem digam que servem para mandar quecas. Outros dizem que são templos do descanso. Eu? Concedo que podem ser todas as opções anteriores, mas as quecas podem e devem ser dadas em sítios diversos, o descanso pode ser gozado no sofá, numa cadeira que faz massagens ou numa esplanada à beira mar com um sofá do caraças. Na cama há algo mágico que se pode fazer e que é complicado acontecer em qualquer outro lugar: SONHAR.
É uma relação estranha. À noite sou preguiçoso para entrar nos lençóis. De manhã sou preguiçoso para sair deles. Gosto de fazer ronha de manhã. É um dos prazeres que a vida nos dá. Apetece sempre um pouco mais do covil, quente e fofo, que permite reflectir no sossego e conforto do quarto, sem distracções nem televisão. E depois permite sonhar e imaginar situações impossíveis, mundos estranhos e coisas sem sentido, como se estivéssemos a ver um filme.
Aquele quentinho do corpo nos lençóis pela manhã sabe bem demais. Parece que pertencemos ali. É por isso que quando nos levantamos, há aqueles minutos em que parece que a cama, ainda quente, chama por nós... e temos duas hipóteses, ou resistimos e continuamos com a nossa vida fora dos lençóis, ou voltamos para lá para mais uns minutos de puro deleite.
Daí que custe acordar. É como quando estamos a ver um bom filme e vem um intervalo extremamente longo e temos de ir dormir, porque há que acordar cedo no dia seguinte. É assim que me sinto quando o despertador toca pela 10.ª vez e já não tenho margem de manobra. Tenho mesmo de me levantar.
É uma relação estranha. À noite sou preguiçoso para entrar nos lençóis. De manhã sou preguiçoso para sair deles. Gosto de fazer ronha de manhã. É um dos prazeres que a vida nos dá. Apetece sempre um pouco mais do covil, quente e fofo, que permite reflectir no sossego e conforto do quarto, sem distracções nem televisão. E depois permite sonhar e imaginar situações impossíveis, mundos estranhos e coisas sem sentido, como se estivéssemos a ver um filme.
Aquele quentinho do corpo nos lençóis pela manhã sabe bem demais. Parece que pertencemos ali. É por isso que quando nos levantamos, há aqueles minutos em que parece que a cama, ainda quente, chama por nós... e temos duas hipóteses, ou resistimos e continuamos com a nossa vida fora dos lençóis, ou voltamos para lá para mais uns minutos de puro deleite.
Daí que custe acordar. É como quando estamos a ver um bom filme e vem um intervalo extremamente longo e temos de ir dormir, porque há que acordar cedo no dia seguinte. É assim que me sinto quando o despertador toca pela 10.ª vez e já não tenho margem de manobra. Tenho mesmo de me levantar.
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quinta-feira, abril 08, 2010
terça-feira, abril 06, 2010
come on baby light my fire
Segunda-feira. Dormi umas 12 horas. Acordei ao meio dia. Soube bem, tanta ronha na cama. Vou a caminho do trabalho. Está um sol primaveril fenomenal. Inspirador. A rádio sabe do que preciso. Light my Fire, versão longa, The Doors a alegraram o meu dia. Há momentos assim.
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domingo, abril 04, 2010
in ba i trust
BA, em entrevista: "I don't know if I'll ever make another album. I think what I might do is sort of put out EPs, in other words three or four songs at a go because I don't know, do people still buy albums?"
goodnight, caldas
As ruas das Caldas estão cheias de esquinas.
As ruas das Caldas estão cheias de memórias.
Estão cheias de estórias, olhares e imaginação.
Cheias de emoções e desilusões escondidas.
De conversas longas, observações peculiares,
frases feitas e clichés nada originais.
As ruas das Caldas são feitas de esquinas.
Ruas feitas de descobertas a cada virar de rua.
Feitas de caras outrora conhecidas e caras novas.
São ruas de descobertas e de imaginações antigas.
As noites das Caldas são circulares.
Por mais que andemos voltamos sempre ao mesmo sítio.
As noites das Caldas são frias.
Por mais que trememos, estamos sempre dispostos a ficar.
As noites das Caldas são distantes.
Por mais que nos lembremos, nunca mais serão as mesmas.
Boa noite, Caldas.
As ruas das Caldas estão cheias de memórias.
Estão cheias de estórias, olhares e imaginação.
Cheias de emoções e desilusões escondidas.
De conversas longas, observações peculiares,
frases feitas e clichés nada originais.
As ruas das Caldas são feitas de esquinas.
Ruas feitas de descobertas a cada virar de rua.
Feitas de caras outrora conhecidas e caras novas.
São ruas de descobertas e de imaginações antigas.
As noites das Caldas são circulares.
Por mais que andemos voltamos sempre ao mesmo sítio.
As noites das Caldas são frias.
Por mais que trememos, estamos sempre dispostos a ficar.
As noites das Caldas são distantes.
Por mais que nos lembremos, nunca mais serão as mesmas.
Boa noite, Caldas.
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sábado, abril 03, 2010
páscoa achocolatada
Estava eu aqui a lamentar-me da ausência de amêndoas de chocolate esta Páscoa, quando a minha tia Regina, que parece que me ouviu, veio cá a casa trazer um carregamento de delícias da marca Regina, como não poderia deixar de ser.
Tasty.
Tasty.
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