domingo, janeiro 13, 2019

tudo aquilo que os Sopranos foram e são...

Esta semana a série Sopranos cumpre 20 anos desde a sua estreia. Marcou uma era de ouro para as séries de televisão (que depois se tornaram apenas séries que podem ser vistas em qualquer plataforma). Quando chegou era arrojada, politicamente incorreta, com personagens ao estilo cinema, que tanto podíamos odiar como amar. Um protagonista gordo, careca e enorme hoje não seria pouco comum, mas não era nisso que Tony Soprano - interpretado com a indiferença, brutalidade, violência, crueza, assombro, sentimentalidade (fui ver, existe mesmo) e coração aberto exigidas pelo malogrado James Gandolfini - era brilhante e diferente. O grande Tony distinguia-se, isso sim, precisamente por ser um assassino sem escrupúlos com problemas reais que os quais o comum dos mortais também de pode, em parte, identificar. E só por isso ficavamos naquele conflito entre amá-lo ou detestá-lo, dependendo das circunstâncias. Essa mesma qualidade, nada pacífica nem aceitável nos tempos atuais, dos paradoxos humanos de figuras (neste caso ficcionais) nada consensuais, também se viu em Frank Underwood e em House of Carfs, provavelmente o último dos moicanos a ter um público vasto e sem ter medo do politicamente incorreto.
Sinto falta de Tony Soprano, era uma personagem tão diferente de um Seinfeld, dos protagonistas de Friends ou do Todos Gostam do Raymond, mas por quem tínhamos um carinho igualmente especial, mesmo que lhe desejassemos mal em certas circunstâncias.

Big Tony, em citações:
"I can't find Pussy anywhere."

Tony: "Uncle June, how was Boca?"
Junior: "Wonderful. I don't go down enough."
Carmela: "That's not what I heard."

"Hey, I don't even let anyone wag their finger in my face."

"You don't s**t where you eat. And you really don't s**t where I eat."

“Those who want respect, give respect.”

“Log off. That ‘cookies’ sh-t makes me nervous.”

“You got any idea what my life would be worth if certain people found out I checked into a laughing academy?”

“All due respect, you got no f—in’ idea what it’s like to be Number One. Every decision you make affects every facet of every other f—in’ thing. It’s too much to deal with almost. And in the end you’re completely alone with it all.”

“A wrong decision is better than indecision.”

“It’s good to be in something from the ground floor. I came too late for that and I know. But lately, I’m getting the feeling that I came in at the end. The best is over.”

"They say every day’s a gift, but why does it have to be a pair of socks?”

“When you’re married, you’ll understand the importance of fresh produce.”

“This is gonna sound stupid, but I saw at one point that our mothers are … bus drivers. No, they are the bus. See, they’re the vehicle that gets us here. They drop us off and go on their way. They continue on their journey. And the problem is that we keep tryin’ to get back on the bus, instead of just lettin’ it go.”

You know when I was depressed I said I didn’t want to live? Well, I’ll tell you something — I didn’t want to die

I’m like King Midas in reverse here. Everything I touch turns to shit.

“I find I have to be the sad clown: laughing on the outside, crying on the inside.”

“If you can quote the rules, then you can obey them.”

There’s an old Italian saying: you f–k up once, you lose two teeth.”

“What kind of person can I be, where his own mother wants him dead?”



domingo, janeiro 06, 2019

imagina

  • Author and political commentator, Frank Luntz, called the word imagine the most powerful word in the English language.
  • John Lennon used it as the title of his 1971 album, Imagine, and the lead track from the record.
  • Walt Disney famously said, "Laughter is timeless, imagination has no age, dreams are forever."
  • Nelson Mandela's words echoed the importance of the term. "Those who can't imaginechange reveal the deficits of their imaginations, not the difficulty of change."
in The Surprisingly Powerful Word You Should Use More Often in 2019

segunda-feira, dezembro 31, 2018

e algumas das histórias que contei em 2018 foram...

O ano chega ao fim e nós podemos contribuir com um verso. À falta de versos, este ano contou com o contar de algumas histórias que deram algum gozo a escrever e conhecer. Umas mais especiais do que outras. Aqui ficam algumas delas. Espero que gostem (incluindo tu, futuro eu).

































































domingo, outubro 08, 2017

a importância de saborear chá

O autor C.S. Lewis descreve assim a sua rotina 'perfeita':

I would choose always to breakfast at exactly eight and to be at my desk by nine, there to read or write till one. If a cup of good tea or coffee could be brought me about eleven, so much the better.
…At one precisely lunch should be on the table; and by two at the latest I would be on the road. The return from the walk, and the arrival of tea, should be exactly coincident, and not later than a quarter past four. Tea should be taken in solitude…For eating and reading are two pleasures that combine admirably…At five a man should be at work again, and at it till seven.



via Why Tea...

sábado, julho 08, 2017

two roads diverged in a yellow wood

“Now we all have a great need for acceptance, but you must trust that your beliefs are unique, your own, even though others may think them odd or unpopular. Even though the heard may go ” That’s bad.” Robert Frost said, ” Two roads diverged in a yellow wood and I, I took the one less travelled by, and that has made all the difference.” I want you to find your own walk right now, your own way of striding, pacing: any direction, anything you want. Whether it’s proud or silly. Anything. Gentlemen, the courtyard is yours. You don’t have to perform. Just make it for yourself…”
Dead Poet Society

terça-feira, dezembro 27, 2016

gather around, friends (for life)

Faz parte do estilo de governação, diria.


"Um conjunto de mais de 30 câmaras gasta mais de 40% do seu orçamento apenas em despesas com pessoal. A maioria dessas autarquias é governada pelo PS ou pelo PCP e situa-se em zonas com pouca actividade económica, nomeadamente no Alentejo." in Negócios

sábado, novembro 12, 2016

destaques em números da Web Summit

·  53,056 people from 166 countries joined us in Lisbon for Web Summit.
·  Over 4 million views on Facebook Live
·  Those who couldn’t join us in Lisbon for Web Summit were watching our Centre Stage talks live on our Facebook page. Our stream picked up 4,207,053 views over the course of the three days.
·  97,000 Pasteis de Nata consumed. That’s a lot of pastry. What was it washed down with? Coffee. And lots of it.
·  We had 17 stages for our 21 redesigned, standalone conferences.
·  1,490 startups from across the globe
·  1,300+ of the world’s most influential tech investors from the world’s leading funds joined us.
·  677 world-class speakers
·  One iPhone smashed by two of the NFL’s greatest ever wide receivers Terrell Owens and Greg Jennings. Two of the NFL’s greatest ever wide receivers. Throwing an iPhone 40 yards. Only at Web Summit.
·  2,000 of the world’s leading media came to tell the stories coming out of Web Summit.



Gary Vaynerchuk, Dave McClure, Shailene Woodley, Luís Figo e Ronaldinho foram alguns dos oradores mais falados nas redes sociais

segunda-feira, outubro 31, 2016

Axl Rose 'rocka' no trono dos AC/DC

Os ‘deuses do Rock’ deram tréguas, a chuva parou momentos antes do concerto de ontem e os 60 mil fãs de várias nacionalidades, que tiveram de suportar chuva e lama para chegar ao Passeio Marítimo de Algés, foram brindados com um concerto tão épico quanto histórico dos AC/DC que estão, diga-se, em grande forma apesar dos membros sexagenários (Axl Rose foi o ‘jovem’, com 54 anos).

João Tomé, para o Destak



Na Fila da Frente
07 | 05 | 2016

Perante uma expetativa esmagadora, Axl Rose cumpriu na perfeição o papel de novo vocalista dos AC/DC (pelo menos para a digressão europeia), isto depois de muitas dúvidas de alguns fãs sobre o papel do ‘senhor Guns N Roses’ na banda australiana (houve quem devolvesse os bilhetes).Antes do concerto o temporal, com respetivo alerta laranja, fazia temer o pior. Num hotel perto de Passeio Marítimo de Algés e perante a fúria do vento, da chuva e do Tejo, dezenas de jornalistas – onde os portugueses estavam em minoria – aguardavam pelo momento histórico. Revistas americanas reputadas como a Rolling Stones e a Billboard marcavam presença, tal como o inglês The Guardian, entre muitos outros, de França à Alemanha, passando pela Áustria, Bélgica e Espanha. Isto para além de muitos convidados da banda.

Certo é que os fãs foram resistindo à chuva com gabardines (estava proibida a entrada de chapéus de chuva) e, pelas 19h30, começou a tocar o rock dos Tennessee dos Tyler Bryant & The Shakedown. Esforçados, inicialmente à chuva, foram cativando o já muito público que preenchia o recinto com um rock simples e tradicional. Uma hora depois saíram de cena, já com o por do sol a invadir o recinto, e sem sinal de chuva. Mas foi preciso esperar que a produção destapasse o equipamento (já não chovia) e garantisse que os últimos detalhes da parafernália de efeitos e do som da guitarra de Angus Young cumprissem a sua missão sem falhas.

Viagem à Lua by AC/DC


Ao passar das 21h, o espectáculo começou com uma viagem espacial à Lua (projetada nos três ecrãs gigantes, um dos quais por cima do muro de colunas, atrás do palco) que introduziu a banda, a surgir entre chamas. Os primeiros acordes foram do único membro fundador na banda, o seu principal guitarrista e mentor, Angus Young. Vestido à rapaz colegial, entrou feroz com Rock or Bust. Atrás dele Axl Rose, sentado numa espécie de trono do rock, com a perna partida esticada (ainda não está totalmente recuperado) acompanhava com a voz poderosa, rouca e dedicada. Já o pé (o bom) seguia a batida. Não faltou o já habitual chapéu à cowboy de Axl, o lenço vermelho e o microfone vermelho.


Apesar de limitado pela perna partida e pelo facto de ter de estar sentado (o ‘trono’ utilizado foi uma adaptação ao que Dave Grohl lhe emprestou), foi um Axl dedicado, pronto a fazer uso da sua incrível voz para a causa dos AC/DC e sempre comunicativo com o público. Foi sempre ele que falou e quando o público gritava «Axl», ele fez questão de pedir: «gritem pelo Angus».Seguiu-se Shoot to Thrill, mas foi ao quarto tema que o público foi ao rubro. Não era motivo para menos: Back in Black, pela primeira vez com a voz de Axl Rose. Assistia-se a um momento histórico mas também épico e ‘rock and roll’ num cenário verdadeiramente diabólico, com muitos dos 60 mil fãs, alguns deles eram crianças, a ostentarem os míticos cornos vermelhos (cintilantes).

A temperatura já estava alta mas ficou a escaldar ao oitavo tema: Thunderstruck. Alta voltagem numa noite onde a banda estava a acolher na perfeição o novo, mas experiente nas lides do rock, elemento. O público correspondia aos solos de guitarra do energético Angus Young, o único a deambular de uma ponta do palco à outra e, ocasionalmente, a seguir pela passerelle que faz parte do palco AC/DC. À falta de Brian Johnson, Angus estava imparável e incansável. Seguiu-se High Voltage, Rock 'n' Roll Train e o notável Hells Bells.A noite já era épica por essa altura, mas épica continuou com o famoso You Shook Me All Night Long e com o incrivelmente explosivo (repleto de efeitos especiais dignos de um filme de Hollywood) T.N.T..


Numa cascata de sucessos bem interpretados pela banda e por Axl, seguiu-se o Whole Lotta Rosie, onde não faltou a Rosie gigante a aparecer em palco. Axl Rose já tinha feito uma cover da música em concertos dos Guns N Roses mas a versão com os próprios AC/DC superou por completo a outra versão. Seguiu-se, antes do encore, Let There Be Rock e Got Some Rock & Roll Thunder, onde Angus Young presenteou o público com um espetáculo a solo de guitarra tão longo quanto maravilhoso, que o levou por todo o palco – subiu inclusive para cima das colunas.


O encore trouxe duas pérolas com que não podia terminar a noite de AC/DC com Axl Rose: primeiro Highway to Hell e no final o hino do rock For Those About to Rock (We Salute You). Aqueles que queriam ouvir rock ‘puro’ e ao estilo AC/DC no seu melhor, foram saudados da melhor maneira por esta união com início prometedor entre os AC/DC (repletos de mudanças nos últimos anos) e o seu fã Axl Rose.

terça-feira, agosto 02, 2016


Stranger Things, uma espécie de Goonies meets Twillight Zone.