Terça-feira, Julho 14, 2009

como testar soutiens...




Segunda-feira, Julho 13, 2009

experiência de crónica i

Texto escrito para a edição da última quinta-feira do jornal Destak como crónica, que será semanal até final do mês.



De scooter por Lisboa
A experiência de liberdade

O vento na cara, no corpo, nas mãos. Andar de moto transmite uma sensação de liberdade impressionante. Liberdade de pensamentos, movimentos e até estacionamento. Esta é a primeira impressão que podemos partilhar na primeira crónica desta aventura de um mês, que pretende relatar vantagens e desvantagens de conduzir uma scooter em Lisboa.

Munido de uma Piaggio MP3, a scooter das três rodas que traz claramente maior índice e sensação de segurança, os primeiros dias de passeio por Lisboa foram o recordar da experiência de scooter da adolescência, nas Caldas da Rainha. E, como se diz, é como andar de bicicleta. Quem aprendeu não esquece.

Este pequeno símbolo da liberdade de movimentos é menos exigente e mais rápido do que uma bicicleta (o meio mais económico do mundo). E consegue ser mais simples, prático, rápido, barato (em combustível e preço de compra) e amigo do ambiente do que qualquer carro – nem o minúsculo indiano Tata Nano lhe chega aos calcanhares.

Gastar oito minutos para sair de Benfica, chegar ao Marquês de Pombal e estacionar à porta da Cinemateca Portuguesa pode parecer cenário improvável, mas de mota essa liberdade é provável. Os semáforos passam a ser mais verdes do que vermelhos. Porquê? Passar por entre a fila de carros até ao semáforo ajuda. A bondade dos condutores também: a maior parte sempre que vê uma mota abre a brecha necessária para o “brinquedo” das cidades poder passar.

Chama-se scooter e é transporte privilegiado nas cidades italianas, espanholas, francesas e britânicas e até já os americanos, com a crise dos combustíveis, começaram a aderiram à moda que chamam “europeia”. E porque é que se vendem tão poucas em Portugal?


bicicleta iluminada

Reelight photo
Leave it to the Danes - though Reelight requires careful installation, you are battery free with these 'daylight running lights' that flash when the wheels rotate. They work by small magnets attached to your bike spokes, which create electric current enough to power the lights' LEDs each time the magnets pass the lights. As long as the wheel rotates, you get flashing red or white. The Reelight is a great step beyond static reflectors.

olhá bóla de berlim fresquinha!

Manhã de domingo deliciosa na praia foi adoçada por uma bola de berlim em pleno areal. É daquelas tradições (no Algarve já continuada por brasileiros e afins) que vale a pena continuar e que dá mais encanto à praia.
Ainda para mais era uma bola de berlim recheada deliciosa. Valeu o 1,40 euros.



ACT - nem de propósito:

Opinião de Ricardo Costa: Uma bola de berlim para o dr. Constâncio
O Banco de Portugal detesta barulho. O Banco de Portugal gosta que os bancos resolvam os seus problemas longe dos holofotes. E não faz diferença se o problema é bancário ou criminal. Isso são trocos.


heather graham, versão pirata

heather_graham_18_9




Domingo, Julho 12, 2009

há portas e portas


A porta dos bastidores do mítico Old Vic, em Londres.



vamos ao fim da rua, vamos ao fim do mundo

Como tudo que envolva a TSF é notícia neste canto, há-que dizê-lo:
A TSF terá novos editores e novos programas em Outubro

O novo editor de política, o Paulo Tavares, também é o responsável pelo programa Motores.


leituras sábias

O que lêem os grandes autores, como Aldous Huxley? O El País explica.


castigos a quem lixa as liberdades dos outros!

Esta história é incrível pelo grau de crueldade de bullies do secundário que pessoas numa cidade podem atingir. O castigo deveria de ser imediato para casos destes.


Impedir a vizinhança de dormir pode sair caro
Que marteladas eram aquelas que se ouviam no andar de cima durante a noite? Seria gente surda a que ali morava, para ouvirem a televisão aos altos berros? Nos primeiros tempos, o casal com duas crianças e uma terceira a caminho ficou à espera que a vida no prédio voltasse à normalidade. Mas o que se seguiu foi o calvário de noites a fio sem pregar olho, porque em lugar do silêncio ouviam-se estrondos, mais marteladas e música.
No início deste mês, fez-se justiça. O Supremo Tribunal de Justiça condenou a barulhenta vizinha desta família a indemnizá-la em cerca de 25 mil euros. "Não é uma sentença comum. Lamento que não haja mais tribunais a tomar este tipo de decisão", comenta o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, Romão Lavadinho, ressalvando que são raros os queixosos que decidem ir a tribunal, devido aos custos envolvidos. Isso, aliado ao facto de os autores do ruído se transformarem, perante as reclamações, em potenciais agressores dos queixosos, faz com que "a maioria das pessoas se acobarde" quando é confrontada com uma situação do género. "Esta sentença vai ajudar muita gente a recorrer a tribunal", antevê o representante dos inquilinos de Lisboa.

Menos de um mês depois das primeiras queixas na PSP, em Setembro de 2001, o casal e as duas crianças começaram a sofrer retaliações. Primeiro a vizinha de cima atirou-lhes água. O polícia que tomou conta da ocorrência escreveu no relatório que as roupas que vestiam cheiravam a lixívia. Depois foi um vaso em barro, que atingiu o pai das crianças na cabeça. Veio acompanhado de um rol de insultos e ameaças: "Seus cabrões de merda", "Porcos", "Podem ir chamar a polícia, que eu não abro a porta", "Vou fazer-vos a vida infernal com o barulho que vou fazer". A promessa foi cumprida, ao ponto de a família ter de ir dormir para pensões e hotéis várias vezes.



mourinho pressiona

José Mourinho começou esta sexta-feira a pré-época do Inter de Milão e já mostrou aquilo que é óbvio. Não conseguindo mais dois reforços, o Inter será inferior a alguns na Liga dos Campeões.



“Não sou Harry Potter”
# Técnico quer trabalhar com menos jogadores
# Mourinho insatisfeito com falta de reforços
# Inter "não está ao nível" dos melhores da Europa
Numa entrevista a propósito do regresso ao trabalho do Inter, publicada esta sexta-feira pelo jornal italiano “Gazzetta dello Sport”, José Mourinho considera “um problema” iniciar a época com 30 jogadores. “Não é bom para o trabalho. Sobretudo não é positivo reencontrar jogadores com quem não pretendo trabalhar e que sabem que não me servem. Talvez hoje os futebolistas sejam menos orgulhosos do que há uns anos”, disse o técnico.
“Eu devo respeitar os contratos, mas como treinador não mudo as minhas ideias sobre quem me serve e quem não me serve”, sublinhou Mourinho, que esperava também reforços para a nova temporada, algo que acabou por não se verificar. “Segundo o projectos para esta época, deveriam sair oito jogadores e entrar quatro. Neste momento saíram quatro, três em final de contrato e um em empréstimo, com encaixe zero. Das quatro entradas ainda faltam duas”, acrescentou o treinador do Inter.
“Isto não é uma crítica ao clube: não podemos gastar muito sem receitas. Não sou crítico, irritado ou desiludido: não é o plantel dos meus sonhos mas é o que temos, e os objectivos da equipa serão adaptados à realidade”, juntou Mourinho. “Não posso pedir demasiado ao presidente: vou trabalhar muito, mas não posso fazer milagres. Não sou Merlin ou Harry Potter”, afirmou.

A primeira conferência de imprensa da época:




Curioso ver, neste vídeo, quando o jornalista britânico da BBC pergunta a Mourinho: onde é mais difícil de treinar, Inglaterra ou Itália. Mourinho responde com um sorriso "é mais fácil em Inglaterra". O futebol inglês (jornalistas incluídos) e o Chelsea davam-lhe mais motivos para sorrir, nota-se.
Os motivos são simples, em Inglaterra "gosta-se mais dos 90 minutos de jogo, em Itália preferem o antes e o depois do jogos", "em Itália há 60 milhões de treinadores".

Curioso ainda quando o jornalista inglês lhe pergunta pelo "amigo" Ancelotti nno Chelsea e Mourinho diz de imediato: "he's not my friend". Sinceridade acima de tudo.


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José Morais, antigo treinador B do Benfica com percurso pela Suécia, a Alemanha, o Iémen (onde foi seleccionador nacional) e a Tunísia, onde estava actualmente ao comando do Esperance de Tunis, vai integrar a equipa técnica do Inter nesta nova época.
Ambos conheceram-se no Benfica, quando Morais treinava o Benfica B. Em breve será ele o substituto de André Villas Boas, que se lançará numa carreira a solo.


Sábado, Julho 11, 2009

desenhar um relógio por dia

designyourclock

nem sabe o bem que lhe fazia.

Design a clock a day!

Quarta-feira, Julho 08, 2009

procura-se: tipa que canta




Alguém me explica quem é esta senhora que começa a cantar o Heal the World na homenagem ao Michael Jackson? É que tem uma excelente voz!


ACT:
DESCOBRI o nome da misteriosa cantora que se destacou no meio de tanta gente famosa. Judith Hill é o seu nome. Era uma das vozes que iria acompanhar Michael Jackson na série de concertos em Londres a partir de Julho. Uma descoberta incrível, sem dúvida. Depois de ter ajudado a lançar Sheryl Crowe (que cantou na digressão de Jackson), agora, ainda sem concertos, apostou em algum com grande valor. Descobri isto graças à curiosidade da Rolling Stone, que já escreveu sobre a cantora-maravilha misteriosa por aqui.
A bela Judith Hill, norte-americana de Los Angeles de origem asiática, tem página no Myspace. Grande voz!


poucas palavras dizem mais



No final deste vídeo, uma miúda de 11 anos chamada Paris Jackson despede-se do pai (que não é o pai biológico), na primeira vez que falou publicamente.



Segunda-feira, Julho 06, 2009

raridade: elogios no parlamento

É engraçado ver que um deputado elogiar publicamente outros deputados de bancadas adversárias é considerado insólito e novo na Assembleia da República. Isso diz alguma coisa da política em geral e da nossa em particular. Ainda hoje estive a ouvir José Sócrates a falar para adolescentes numa espécie de aula, onde gritava (literalmente) que o TGV é fundamental para o futuro imediato do país. Devo confessar que o tom assustou-me (e vi a coisa na TV)... os miúdos lá se devem ter mijado todos. Levou para lá o tom agressivo do Parlamento...


Elogio de Paulo Rangel a outros deputados surpreendeu a Assembleia da República
Paulo Rangel, de partida para o Parlamento Europeu, dirigiu a deputados de todos os grupos parlamentares. Rangel assinalou, entre outros, “a cultura lúcida do Fernando Rosas” (BE), “a inteligência ímpar do António Filipe” (CDU), “a dignidade – que faz dele o melhor de todos nós – do Marques Júnior” (PS), assim mesmo: tratando-os por tu e sem poupar nos adjectivos. Por sinal, até teve mais pudor em falar da sua própria bancada. “Fui mais comedido. Como sou líder parlamentar, ficaria mal fazer essas distinções”, explicou ao PÚBLICO.


Domingo, Julho 05, 2009

a maravilha dos bikinis



A Time recorda a bela história do bikini, em fotografias.


The Original Itsy Bitsy Girl
Micheline Bernardini, a nude dancer, was the first woman ever to wear a bikini, in a July 11, 1946 showing for the press at the fashionable Piscine Molitor in Paris on July 11th 1946. The bikini was so small it could fit into a matchbox, like the one she's holding. Unsurprisingly, Bernardini received plenty of fan mail.

iphone ao preço da uva mijona?

http://www.oficinadanet.com.br/imagens/noticias/2444/gd_iphone_3gs.jpg


Os smartphones estão na moda.
O principal entrave para a sua utilização se tornar massiva está no preço elevado. Neste momento, pelo consigo perceber neste mercado em ebulição e evolução tecnológica constante, por mais argumentos que a concorrência apresente para combater o iPhone, o smartphone da Apple (que usei durante quatro meses) tem na personalidade vincada, na forma intuitiva de utilização, no ecrã táctil imbatível e nas aplicações que se podem obter à borla incríveis os seus pontos-chave que parecem não ter concorrência até ao momento.

Sou fã do iPhone e embora a HTC, a Nokia, a Samsung (Omnia), a Blackberry (gosto do teclado Qwerty) tenham soluções válidas e com alguma tecnologia bem superior à Apple, dificilmente uma destas marcas junta num aparelho tudo o que o iPhone (especialmente agora com a edição 3G S) consegue ter. Ou a forma de escrita não é tão fácil, ou o acesso à Internet não é tão agradável e intuitivo, ou as aplicações não são tão úteis e fáceis de obter.

Vejo iPhones um pouco por todo o lado. Em Portugal, em Londres (até no teatro). Ainda assim, qualquer smartphone decente continua a preços muito elevados. Mas a Vodafone disse hoje que tudo isso poderá mudar (fala-se em preços abaixo dos 200 euros até final do ano):


Vêm aí novos smartphones mais baratos até ao Natal
(LUSA) A Vodafone quer disponibilizar, até ao Natal deste ano, novos “smartphones” a preços reduzidos, procurando chegar a um maior número de clientes, revelou à Lusa o futuro presidente executivo da empresa.
“Vamos ter muitas novidades, até ao final do ano nesta matéria e para nós o grande desafio é trazer este tipo de equipamentos para níveis de preço que permitam a massificação”, disse António Coimbra.
Além de empresários, os clientes mais interessados nestes equipamentos são os jovens, mas não têm “independência financeira” para adquirir os “smartphones” existentes no mercado, como o Blackberry, iPhone ou HTC, disse António Coimbra.
Por isso, a Vodafone está empenhada em desenvolver parcerias para ter, até ao final do ano, “smartphones muito poderosos, com acesso aos sites sociais e à net, numa faixa de preços abaixo dos 200 euros", explicou o mesmo responsável.


O que também chega por estes dias à TMN e Vodafone é o HTC Magic, com o sistema Androyd do Google, que promete ser um excelente concorrente do iPhone. Ronda os 470 euros sem contratos com as operadores, segundo o Diário Económico.




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Smartphone em cima de uma mesa de reuniões numa empresa pode significar o seguinte, segundo este artigo do NY Times:


"I’m connected. I’m busy. I’m important. And if this meeting doesn’t hold my interest, I’ve got 10 other things I can do instead.”

viajar com um livro na mão

Viajar pode assumir muitas formas. Desde que o livro Código Da Vinci atingiu um sucesso planetário, que se iniciaram rumarias aos locais descritos no livro. Longe do mediatismo desse livro, existem outras viagens literárias disponíveis e bem interessantes. O jornal Telegraph dá conta de algumas disponíveis no Reino Unido e com autores britânicos.

Great British literary walks

Great British literary walks


We follow in the footsteps of the bards along the best literary trails in Britain.
WILLIAM BLAKE - Central London
Reading Blake by Peter Ackroyd (Vintage, £9.99)
Distance 2.5 miles

Ora aí está um artigo curioso e pertinente... sobre a condição humana, numa perspectiva um pouco extrema. O esquecimento é um dos flagelos...


Oops, onde deixei o meu filho?
Vivem nas nuvens, são uns cabeças no ar. Confundem pessoas, perdem a conta ao número de vezes que perderam tudo e mais alguma coisa. Até os filhos.
Esquecer-se de um saco de plástico com 800 contos em cima do tejadilho do carro... é apenas um dos muitos episódios de distracção de Luís Mendão, 51 anos



frase do dia

Bernie Ecclestone: "Pode parecer horrível dizer isto, mas Hitler mandava em muitos e conseguia que se fizessem as coisas. No fim perdeu-se e acabou por não ser um bom ditador, pois ou conhecia o que se estava a passar à sua volta e insistiu ou foi condescendente. Actualmente, os políticos preocupam-se em demasia com as eleições"
via ionline


Sábado, Julho 04, 2009

a streetcar named desire

Stella!! Hey Stellaaaaaaa! Steeeeeeeeella!



Sexta-feira, Julho 03, 2009

um puto português em alta




Gonçalo Brandão revelou-se esta semana um surpreendente entrevistado. Não é habitual conhecer/entrevistar um jovem jogador com tanta experiência e jeito para a partilhar em palavras.
Aos 22 anos, o defesa do Siena contou-me como foi a sua estreia pela Selecção e revelou que a aprendizagem de dois anos com Jorge Jesus foi fulcral para se adaptar a Itália. Jesus é, aliás, motivo de rasgados elogios, como um técnico perfeccionista na táctica defensiva que não admite falhas e "uma excelente contratação para o Benfica" (até eu fiquei convencido).

Gonçalo Brandão admite ainda que as suas estreias a titular pelo Belenenses, pelo Charlton e pelo Siena foram sempre frente às equipas de José Mourinho. O próprio Mourinho lembrou-o disso mesmo no intervalo do último Inter-Siena.

O central que também joga nas laterais revela ainda qual o jogador mais difícil de marcar na Serie A (não foi Ibrahimovic nem Kaká!), no sonho de jogar num grande europeu e de experimentar o futebol espanhol.
A entrevista anda por aqui, num formato longo.



PS: Sabiam que os jogadores de futebol estão proibidos, por contrato, de andar de mota seja a conduzir ou a ser conduzidos? Eu fiquei a saber esta semana.




reynolds, o invejado

Factos descobertos no dia de hoje (graças a perguntas feitas): o actor canadiano Ryan Reynolds, o actual marido da voluptuosa Scarlet Johansson, passou de férias pelo Porto em pleno período de confusão do Euro 2004, numa viagem de mochila que fez pela Europa.



mr. what's is name

Na longa viagem de volta a casa conheci um engenheiro informático americano que estava a pensar vir viver para Portugal. Vive em Londres há dois anos e está a pensar mudar de ares. É curioso conhecer a perspectiva de um norte-americano dos Estados Unidos, de Londres, de Portugal e da Europa em geral. Ele admitiu que "prefere bem mais a Europa para viver" e que "se Lisboa fosse nos Estados Unidos seria uma das pequenas cidades mais interessantes e cativantes do país". Um avião apinhado de gente tem destas coisas. Vá lá não caiu.


cai teatro em london city

Ver uma bela peça de teatro com actores conhecidos do cinema deixa um sabor especial de momento único. Na verdade uma peça é irrepetível. Podemos ver um filme na sala de cinema e levá-lo pouco depois para casa em DVD.
Mas uma peça de teatro não se leva para casa para rever. Apenas se leva a recordação dela e da experiência, que facilmente é bem mais forte e único do que um filme. Sim, existem peças televisionadas, mas não só são muito raras (especialmente as boas) como não é a mesma coisa. Nesse sentido, é um verdadeiro presente que um actor nos está a dar ali, directamente e sem intermediários (tirando o importante papel do encenador, mas que já é passivo quando a peça fica em exibição).
Quando se tratam de actores que poderiam basear a sua carreira apenas e só no cinema, fica a sensação que, de facto, é uma paixão e uma forma de estar na profissão da interpretação de personagens. Repetir as mesmas cenas muitos dias seguidos aparenta ser difícil e aborrecido, mas depressa a ideia do aborrecido passa ao lado. Os imponderáveis e as pequenas mudanças são o aliciante, a reacção directa e sincera do público é outro e a possibilidade de limar, melhorar e saborear pequenos pormenores da interpretação deve ser bem maior.
Londres é capaz de ser a capital mundial do teatro. E sente-se essa vibração no ar, em West End ou noutros teatros épicos afastados dessa zona como o Old Vic. Cada zona tem o seu próprio teatro, curiosamente.

A paixão pela interpretação é grande no país de Shakespeare. Ainda hoje vi uma reportagem no programa da manhã da BBC, sobre um grupo de alunos adolescentes que fizeram um verdadeiro filme, com a duração de uma longa-metragem, e repleto de valor ao ponto de terem uma antestreia na escola e até irem vender DVD's (a componente de negócio cultural não falta).



Quinta-feira, Julho 02, 2009

cai dia em londres

Às 4h da manhã já é de dia em Londres (já não é preciso luz artificial nas ruas)... e só ficou noite depois das 21h40.


a night at the old vic...

Não é todos os dias que temos oportunidade de conhecer um dos actores predilectos da adolescência: Ethan Hawke. Falhou a entrevista pretendida e com que cheguei a sonhar durante algum tempo, mas foi concretizado o desejo de o conhecer (guardado para a posteriori nesta foto).




Londres, Waterloo. 18h45.

Depois de andar uns minutos à procura da rua certa, de passar por pubs apinhados de gente dentro e fora do estabelecimento e de perguntar a vários ingleses por indicações, ei-lo. The Old Vic. Um dos teatros mais antigos e importantes de Londres, coordenado pelo actor norte-americano Kevin Spacey.
O teatro é relativamente imponente e tem o seu próprio quarteirão (sem prédios colados). Bilhete e programa na mão e com uns minutos para gastar, passei pelo Stage Door (a porta lateral dos bastidores), bati à porta, entrei e disse ao que ia: queria tentar falar com o actor Ethan Hawke para tentar uma entrevista (não conseguida pelos meios regulares).
Com grande compreensão, simpatia e honestidade explicaram-me que ele devia estar a chegar e que podia esperar por e perguntar-lhe.
No período de espera aparece um jovem húngaro (o único por ali) que mete conversa comigo (não, não me parecia gay) a perguntar: "estás à espera do Ethan Hawke?"
Estava, claro. Pelos vistos já tinha visto a peça no sábado (The Winter's Tale) e tirado foto com ele, mas tinha ficado tremida e como trabalhava mesmo ali e o Ethan Hawke revelou-se simpático tinha passado para novo foto, à luz do dia.
O jovem contabilista húngaro, a viver há quatro anos em Londres, revelou-se um grande apreciador de peças de teatro e aconselhou-me não perder as interpretações teatrais incríveis de Kevin Spacey (que só volta a actuar no final do ano) e de Jude Law.

As dicas sobre a cidade deste húngaro londrino: nunca vir trabalhar para Londres a ganhar menos de 25 mil libras por ano (a vida é muito cara e a cidade é cheia de vida e coisas boas, mas correspondem no preço). Após quatro anos como "londrino", disse estar cansado da vida frenética e cara da cidade e pensa mesmo em sair ("na Hungria dava para ver 5 peças de teatro nos melhores lugares por um bilhete num bom lugar aqui (45 libras)".

O tempo passava e Ethan não chegava (ele só entrava na segunda parte da peça The Winter's Tale). Perto das 19h20 sai dali e fui para a sala, que se revelou mais pequena e velha do que pensava, mas ainda assim imponente, clássica e agradável.
"No photos", recorda-me uma assistente. Só tirei uma da sala... foi pena (não vi nenhum sinal para não tirar fotografias).

A peça, encenada pelo inimitável Sam Mendes (Beleza Americana), começa pouco depois da hora combinada.
O início deixa-me algo apreensivo. O inglês é arcaico (é uma peça de William Shakespeare), as palavras iradas e ditas de forma muito rápida. É difícil acompanhar. Assim que começo a perceber a história e o que move as personagens, tudo se torna aliciante e envolvente, mas foi difícil entrar naquele mundo de reis gentlemans desesperados nas belas terras de Sicilia e Bohemia.

A mistura entre actores ingleses e norte-americanos (todos altamente reputados em teatro e muitos também em cinema) revelou-se engraçada - os estilos são, de facto, diferentes. A 1ª parte da peça, mas dramalhão e pesada, é mais inglesa, a 2ª parte é claramente mais norte-americana.

Pode parece óbvio, mas o actores mais conhecidos (do cinema) são de facto os que se revelaram mais talentosos. Fiquei maravilhado com três actuações: Ethan Hawke, Sinead Cusack (uma inglesa ao nível de Helen Mirren ou mesmo Judy Dench) e Rebecca Hall. Mas o talento abundava, e de que maneira, com os risos a estarem muito nas mãos de Ethan Hawke, que se revelou um espanto para a comédia shakesperiana (incrível), o experiente Richard Easton (já fazia filmes como Othello em 1953) e o jovem trapalhão Tobias Segel.
Ainda assim houve três enganos nos diálogos que suscitaram sorrisos no palco e risos na plateia (faz parte, é teatro!).

Ethan Hawke era um ladrão matreiro, esperto, profeta da desgraça e da graça, gozão e cantador de baladas (de viola em punho). Para além de não esperar que tivesse tanta piada, foi incrível a forma como fazia as cenas e fazia reparos directamente para o público, conseguiu dominar essa técnica com uma harmonia e graça contagiante, com estilo e personalidade muito própria.

Não espera tanto dele, confesso... ainda para mais de um tipo que ainda há umas horas atrás (14h30) tinha protagonizado outra peça de teatro, que faz parte deste projecto: The Cherry Orchard, de Chehkov - com o mesmo elenco.
Outra parte incrível foi a forma como cantou. Tem uma voz cativante, harmoniosa, ligeiramente roca (ao estilo rock)... notável. Diálogos e cantorias, tudo ao vivo e sem microfones (à antiga), a fazerem-se valer da boa acústica e da projecção das suas vozes. Tive sorte em ficar na terceira fila da frente... pertíssimo do palco... é uma sensação incrível. Uma experiência que recomendo.
No total a peça teve pouco mais de 2h30 (mais 15 min. de intervalo) e convenceu-me por completo. Confesso que 45 libras (há preços desde as 10 libras em lugares mauzinhos) é um preço justo para tanta emoção, drama, dança, cantoria e comédia junta.

Peça vista, fôlego recuperado. Passo outra vez pela pequena Stage Door (muita gente passa ali a pensar tratar-se do pub que fica mais à frente na rua e tem o mesmo nome, The Stage Door). Mas agora estão, à porta, umas 10 pessoas.
Começam logo a sair alguns actores e percebo que quem está ali à espera são amigos dos actores. A talentosa, promissora e lindíssima Rebecca Hall (Match Point, Vicky Cristina Barcelona, lembram-se dela?) sai, lança sorrisos e está mesmo ao meu lado a combinar qual o bar para onde vai com as amigas que a esperavam.

Ali os actores não são estrelas, são profissionais que saem do trabalho e vão ter com os amigos. Simples. Um dos actores americanos partilha com uns amigos compatriotas a experiência da peça e pergunta sobre o que eles andam a fazer. Outro actor, inglês, aproveita para voltar a apresentar o irmão aos outros actores.
Entretanto lá sai Ethan Hawke (sem ninguém conhecido à espera dele), curiosamente quando já todos os outros actores e respectivos amigos tinham saído dali.

Cumprimento-o e explico ao que venho: "não consegui entrevista pelo teatro, será que podias responder a umas perguntas..." Entretanto duas raparigas pedem-lhe uma foto. Ele, visivelmente cansado (peças todos os dias, hoje, duas vezes num dia), pede-me para esperar um pouco e aceita, "vamos lá num instante, é só sorrir não é?".
Depois lá me pergunta novamente: "então o que querias mesmo?" Lá lhe explico que era fazer umas perguntas de teatro, cinema... ele explica-me que está muito cansado mentalmente e com alguma pressa. "Sorry, interview maybe tomorrow, if you can... today i'm too tired"- pena eu não poder.
Sem entrevista, faço-lhe o pedido final, uma fotografia ao lado de um dos "lads" do Clube dos Poetas Mortos e do filme Exploradores. E ele diz, "Claro!"
Tiro a máquina da mala e ele chama as raparigas com quem tinha tirado uma foto antes, que já estavam a sair, e pede a uma delas para ser fotógrafa de serviço.

Fotografia tirada, ele ainda me diz que caso tenha alguma curiosidade pessoal para satisfazer sobre a carreira dele para o acompanhar um instante enquanto saimos do quarteirão e...

lá vou eu numa rua londrina ao lado do Ethan Hawke, esse mesmo que passeou pelas ruas de Viena e de Paris ao lado da bela Julie Delpy. Pergunto-lhe se há planos para fazer mais um filme da saga Before Sunrise/Sunset com Julie Delpy e o realizador Richard Linklater:
"Sem dúvida, queremos fazer o terceiro. Agora, é como os outros filmes, não sabemos quando nem onde... mas no futuro vamos voltar a juntarmo-nos, isso é certo".
Outra dúvida instantânea foi sobre as performances como cantor na peça. Foi mesmo impecável e cativante... lembrei-o da canção gravada no filme Reality Bites, em que a voz parecia demasiado rouca. E ele explica "nesse filme gravei isso com a voz completamente estoirada... foi giro mas pouco profissional, quase não tinha voz quando gravei". Já sobre a eventualidade de se aventurar na música com um álbum... "nunca pensei muito nisso, não é algo que procure. Ainda assim não excluo totalmente".
Terminado o mini-quarteirão do Old Vic, ele foi into the wilderness (disse que estava desesperado por chegar à cama), voltou a pedir desculpa por não dar a entrevista, cumprimentou-me e eu foi para o metro (tube) de Waterloo com uma história para contar e uma fotografia para recordar.

Amanhã, estar com a Sandra Bullock e Ryan Reynolds não se vai comparar em nada à experiência inesquecível de uma noite no Old Vic.





Vai sair em breve um filme curioso com Ethan Hawke, chamado Daybreakers, sobre um mundo povoado por vampiros onde o ser humano está em vias de extinção. Pelo trailer fiquei curioso.


Quarta-feira, Julho 01, 2009

london is calling

De partida para Londres... já tinha saudades. Wish me luck.


Terça-feira, Junho 30, 2009

k7 ou digital?

Scott Campbell with Walkman

O curioso teste de um miúdo de 13 anos entre o seu iPod do dia-a-dia e o velhinho Walkmen do pai. Um desafio curioso da BBC.



in scarlett we really trust



Vídeo da noite. Scarlett Johansson a cantar... não é brilhante, mas ao vivo é especial.


há sonho em emot

Já alguma vez tiveste aquela sensação (vinda de sonhos durante ou noite, ou nem por isso) que o dia para o qual acabaste de acordar já o tinhas vivido? Eu já e o filme O Feitiço do Tempo, um dos filmes da minha vida, reaviva-me essa sensação como mais nada o faz. Passou ainda há pouco na RTP1 e revi pela 333 vez. Há filmes a que não resisto e ver mais uma vez é quase como experienciar pela primeira vez, descobrem-se sempre sensações, ideias e reflexões novas. O Feitiço do Tempo (Groundhog Day, na versão original) pode ser uma comédia, mas consegue ser uma experiência de vida impressionante num só filme. A ideia de se repetir vezes sem conta o mesmo dia e a forma como Bill Murray vai aprendendo mais, desistindo, revoltando-se e simplesmente acomodando-se até se tornar no seu 'eu' melhor faz-me acreditar em mim próprio... algo do tipo, Yes I Can.

Adeus.




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Neste final de noite fiquei a saber que já entrevistei/conversei/sugeri um livro ao coreógrafo/realizador que estava preparar os concertos de Julho em Londres de Michael Jackson, Kenny Ortega.


Domingo, Junho 28, 2009

tracy chapman live na fnac do colombo

Sexta-feira, 20h30. Fnac, Colombo. Recebo um telefonema da minha irmã, Rita, que está em França. Estranhei, porque ela paga muito por ligar do telemóvel dela para o meu. Atendo, ouço muito barulho. Penso que ela fez a chamada sem querer e desligo. Volta-me a ligar. Atendo e ela diz-me bem alto "ouve bem isto".
Era nem mais nem menos a Tracy Chapman a cantar Fast Car e eu ali em plena Fnac, a ouvir um concerto em Paris pelo telemóvel. A incrível Tracy cantou ainda I'll be There, em homenagem a Michael Jackson, que é o seguinte vídeo (tirado desse mesmo concerto), no Zenith, em Paris (obrigado Rita!!):






ainda os híbridos

Híbridos: Mais leves e mais ecológicos


a arena do quase regresso

A tribune Friday at O2 Arena in London, where Michael Jackson had planned to kick off a 50-show comeback next month.


Police to Question Jackson’s Doctor Again

Web slows after Jackson's death
The internet suffered a number of slowdowns as people the world over rushed to verify accounts of Michael Jackson's death. Search giant Google confirmed to the BBC that when the news first broke it feared it was under attack. The microblogging service Twitter crashed with the sheer volume of people using the service. TMZ, the popular celebrity gossip site that broke the story following a tip-off that a paramedic had visited the singers home also crashed.

How plastic surgery changed the face of Michael Jackson
Life in pictures: Michael Jackson

Twelve facts about Michael Jackson

Michael Jackson could top charts this week

Michael Jackson bequeathed 200 unpublished songs for children

Michael Jackson: the unreleased album

Jackson 'working on new climate change song before death'

Michael Jackson's Thriller, interview with director John Landis




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E a história mais impressionante do dia sobre Michael Jackson é esta, da sua ama durante muitos anos a contar a miséria dos últimos tempos. Nota-se que ele assinava contratos sem lê-los, foi enganado milhares de vezes (sempre que comprava qualquer coisa ou mesmo nos alugueres de casas ou estadias em hotéis).
Quem tiver paciência para ler todo este texto da Times, vai ficar impressionado.


Michael Jackson's nanny reveals singer's tragic secret life

The former nanny of Michael Jackson's three children has told how she regularly had to pump Jackson's stomach to remove dangerous cocktails of drugs. (in Times)

e isto:

Psychopathic drive behind a little boy lost
In his book, Howling at the Moon, the president of CBS Records remembers working with legend that was Michael Jackson
Michael Jackson looked different. It had been only a month since my last meeting with him but his face had been altered, his skin lighter, his nose smaller.
Compared with the handsome young man he had been, he was starting to look downright weird. “What are you doing to yourself?”
“I never liked the way I looked,” he said. “Now I do.”
“Fine, but enough’s enough.”
“When I was a kid, my brothers teased me to death. They taunted me about my bad skin and my big nose.”
“So now you have good skin and a little nose. Leave yourself alone, Michael.”
“Surgeons these days can do wonderful things. They can perform miracles. They’re like sculptors.”
“Except you’re not made of clay. You’re a nice-looking guy. You don’t want to look like a piece of sculpture.”




clássicos divertidos e... recentes




Robbie Williams e Jon Lovitz, Live At The Albert Hall
dica de Luís Pedro Nunes, no Facebook

E como Robbie é um tipo às direitas e até faz umas coisas divertidas:
Polícia das Bahamas interroga Robbie Williams sobre paparazzi roubados


dica da semana *

Vindo do Mundo Digital, do Rui Tukayana:



Dica-Facebook: como ver apenas as novidades dos nossos amigos (mesmo)




* sem associações depreciativas relacionadas com o panfleto publicitário.


Sábado, Junho 27, 2009

neto sem o falâncio *

Jel fotografado durante a semana na Costa da Caparica, a sua sede de campanha


Jel é o novo candidato maravilha a eleições, depois de Mário Viegas e Manuel João Vieira. Da entrevista ao i, há margem para trazer alguma diversão à campanha. Será?

* personagens dos Homens da Luta, programa corrosivo e único em Portugal da SIC Radical.


rudo y cursi



O momento da tarde. Gabriel García Bernal a cantar no belíssimo filme Rudo y Cursi. Foleiro? Parolo? Desafinado? Sim, tudo isso e muito mais. Carlos Cuarón, argumentista dos filmes do irmão Alfonso, estreia-se na realização em grande, num filme com um enredo cativante, muito bem escrito, filmado, pensado e interpretado (Gael García Bernal volta a juntar-se a Diego Luna).


a normalidade do doping no futebol

Fernando Mendes fala num cenário incrível de doping no futebol português:



«Em determinado período da minha carreira cheguei a um clube que tinha uma grande equipa, um belíssimo treinador e um presidente carismático. Para além destas qualidades, existiram outros ingredientes que facilitaram o nosso percurso vitorioso. Devo dizer que antes de ir para este clube nunca tinha tido qualquer experiência com doping (pelo menos conscientemente)»

«Os incentivos para correr eram sempre apresentados pelo massagista. Passado pouco tempo de estar no clube, ele aproximou-se de mim, e de outros novos jogadores (...) Disse-me claramente que aquilo que ia dar-me era doping, embora nunca tivesse falado de eventuais efeitos secundários. (...) Com o passar do tempo assumi os riscos e tomei doping de todas as vezes que me foi dado. (...) Nunca vi um único colega insurgir-se perante essa situação»

«Lembro-me de um jogo das competições europeias contra uma equipa que tinha três campeões do mundo no seu plantel. Um deles era um poderoso avançado no jogo aéreo. (...) Apanhei-o várias vezes no meu terreno de acção. Ele era um armário, com um tremendo poder de impulsão. Mas nesse dia eu saltei que nem um louco e ganhei-lhe quase todas as bolas de cabeça (...) O meu segredo: uma pequena vacina, do tamanho de meia unha, chamada Pervitin»

«Em certos treinos víamos um ou dois juniores que apareciam para treinar connosco. Esses juniores não estavam ali porque eram muito bons ou porque tinham de ganhar experiência. Estavam ali para servirem de cobaias a novas dosagens. Um elemento do corpo clínico dava cápsulas ou injecções com composições ilegais a miúdos dos juniores (...) Diziam-lhes que eram vitaminas e que a urina era para controlo interno»

«Se um jogo fosse ao domingo, o nosso médico sabia na sexta ou no sábado quais as partidas que iriam estar sob a tutela do controlo antidoping. Mal tinha acesso à informação, avisava todo o plantel e o dia de jogo acabava por ser directamente influenciado por essa dica»


via Maisfutebol


mj

Estive esta manhã no estrangeiro e, por lá, fartei-me de ver jornais estrangeiros, de vários países, com capas e páginas dedicadas a Michael Jackson a serem lidos avidamente. Este estrangeiro foi a Baixa lisboeta.

Notícias de MJ do dia:
Vendas de discos de Michael Jackson disparam na Amazon
Michael Jackson: A crítica do concerto de Alvalade em 1992
Áudio: "Precisamos de ajuda. Ele [Michael Jackson] não está a respirar"
Biografia: Michael Jackson tinha 50 anos e o coração falhou
Programado para ser uma estrela
Não te deixarei morrer Peter Pan
Metamorfoses e videoclips
Madonna: "Não consigo parar de chorar". Mais reacções
Lisa Marie Presley: Michael Jackson receava "acabar" como Elvis
Favela onde Michael Jackson rodou videoclip vai ter estátua do cantor
Filhos e herança de Jackson devem chegar aos tribunais




a política que temos em 2009

Frase do dia mas que pode marcar o ano de 2009. É que este pode ser o ano de uma mudança governativa relevante em Portugal. Sócrates parece Santana Lopes no seu pior período e cada vez mais, tudo parece indicar, acredito que será substituído por Manuela Ferreira Leite.



“Portugal continua com os defeitos de sempre. Os privados servem o Estado e o Estado serve-se dos privados. Os tiques salazaristas mantêm-se: o Estado joga Monopólio e brinca às televisões. A PT fez uma figura triste.”

Ricardo Costa, Expresso, 27-06-09




A salvação de José Sócrates (caso a tenha) pode estar nos outros, que não ele. Na preparação do seu programa eleitoral, o primeiro-ministro desceu do pedestal (faz parte da estratégia após a desilusão das europeias, até porque Sócrates, percebe-se, está com muito medo de perder as legislativas o que, para mim, é muito mau sinal... detesto políticos tão agarrados ao poder que ficam cheios de medo de o perder).
Reuniu-se com personalidades independentes e cheios de valor, que nunca ouviu anteriormente, e ouviu as suas ideias para o país.

O encontro decorreu em Lisboa, na quinta-feira, e contou com a presença de António Mexia, presidente da EDP (ex-ministro do tempo do PSD de Durão Barroso), António Carrapatoso, presidente da Vodafone (que cedeu o lugar a António Coimbra e depois de participar no Compromisso de Portugal pode estar mesmo a pensar entrar na política, e ainda bem), Henrique Granadeiro, presidente da PT, para além de José Miguel Júdice (ex-bastonário da Ordem dos Advogados e ex-dirigente do PSD, agora desfiliado), Daniel Proença de Carvalho (advogado, antigo director de campanha de Freitas do Amaral em 1986) e Carlos Monjardino (presidente da Fundação Oriente e um nome sempre próximo do PS e de Mário Soares) - este último, o único nome verdadeiramente ligado à esquerda e ao PS, o que é muito curioso.


Sócrates prepara-se para combater a direita com a direita e com cara de esquerda.
Nota-se ainda que, apesar de estar no 4º ano de Governo, José Sócrates não faz a mínima ideia do que quer para o país (tirando querer deixar umas ideias de marketing (Simplex e Magalhães) e obras públicas de grandes dimensões (TGV) )


O primeiro sinal, discreto, foi dado pelo ministro da Presidência, já depois de Cavaco Silva ter exigido explicações da Portugal Telecom (PT) sobre o negócio da compra de parte da Media Capital, dona da TVI. No final do Conselho de Ministros de quinta-feira, Pedro Silva Pereira deixava no ar dúvidas sobre o negócio, ontem vetado pelo executivo de José Sócrates.



Ferreira Leite garante que não manda tudo abaixo se ganhar as eleições

Presidente marca eleições legislativas para 27 de Setembro