sábado, outubro 18, 2008

desligar ou não desligar




A forma como receamos e sentimos o que nos rodeia muda à medida que o tempo passa. Cheguei a uma idade onde desligo alguns receios, desligo algumas preocupações e desligo algumas emoções. Cheguei a uma idade em que me não me preocupo tanto com o que pensam. Cheguei a uma idade em que não tenho tanto medo de me colocar em perigo. Se fosse piloto de Fórmula 1, seria uma espécie de síndroma de "até agora não me espetei, por isso não me devo espetar de futuro". Algo que me daria vantagens e grandes desvantagens.
Há uns anos, ir a um sítio pela primeira vez, ver um avião pela primeira vez, era algo emocionante... entusiasmante e marcante, agora já não tem tanto impacto, fruto desse "desligamento". Sinto falta desse deslumbramento...


1 comentário:

Maria disse...

Snto saudade dos olhos virgens com que se olha a vida pela primeira vez.
Deve ser isso a morte, o inevitável desligar de tudo...