domingo, setembro 11, 2005

hup hup hup, volver

Militares à beira de um ataque de greve
Num momento em que a polémica em torno da possibilidade dos militares se poderem manifestar esteve na ordem do dia, nada melhor que analisar a eficácia, dos meios de reivindicação que estes profissionais de defesa do nosso país têm ao seu dispor. O meio mais conhecido é a greve. E a seguir é a manifestação - sim, claro que existem outros, mas dar porrada no patrão e fazer chantagem não entra numa opinião tão séria quanto esta.
Os militares portugueses querem manter certas regalias já adquiridas anteriormente e ser bem pagos. Algo legítimo. Sem dúvida. A forma de reivindicação escolhida foi a manifestação - desde logo selváticamente proíbida por um ministro já chamado de salazarista. Mas resta uma questão pertinente: porque é que os militares decidiram-se directamente pela manifestação, que é uma solução vista como mais radical e póstuma à greve?

Pois bem, aqui fica uma pergunta/resposta:
E se os militares portugueses fizessem greve? Como ficaria o país? Como poderiamos viver o nosso dia a dia da mesma forma? É que, atenção, existem mais de 60 mil militares das forças armadas portuguesas.
Pois bem, nada mudaria a nível prático. Poderiam fazer greve de um mês, força nisso!! OS autocarros continuariam a andar, as pessoas continuariam a ir aos serviços habituais, fazer as suas vidas, continuariam a ir a concertos, ouvir música, ler jornais, pegar incêndios, matar e roubar... tudo na mesma. Aliás, até o Iraque continuaria igualmente inseguro, e o Kosovo continuaria a ter soldados para manter a segurança.

Segundo a CIA, Portugal - um país 100% pacífico há algumas dezenas de anos -, gastou em 2004 $3,497.8 milhões (3 mil e quinhentos milhões de dólares), cerca de 2,3% do nosso PIB. Talvez umas quantas greves dessem para o governo português poupar os mesmos 500 milhões de euros (uma parte ínfima do que se gasta a nível militar) que deverá conseguir poupar com o aumento do IVA de 19 para 21%.
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Ramos militares em Portugal
Exército, Marinha Portuguesa; inclui Corpo da Marinha, Força Aérea Portuguesa, FAP) e, a Guarda Nacional Republicana(GNR), que não está incluida nas manifestações que referi à pouco. Aliás, a GNR quer deixar de ser uma polícia militarizada.

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