segunda-feira, setembro 05, 2005

A cidade florida e pitoresca no outro lado da fronteira
Ayamonte ainda não tem 20 mil habitantes mas, no Verão, acolhe milhares de turistas
Ayamonte, no outro lado do estuário do rio Guadiana, frente a Vila Real de Santo António, é, cada vez mais, ano após ano, passagem obrigatória dos muitos turistas, portugueses e de outras nacionalidades, que povoam a costa algarvia. Depois de uma manhã de praia ou quando esta se apresenta cinzenta, sem sol, Ayamonte é um apetite.

As razões para esta afluência de gente são muitas primeiro, porque a pequena cidade andaluza, fronteiriça, está ali a dois passos; segundo, porque oferece uma paisagem urbana que a maior parte das cidades algarvias não retribui, com as suas frentes de mar onde há muito se instalou o mau gosto; depois e ainda porque o comércio ayamontino é rico, variado, exibido a um preço convidativo. Deste modo,encontram-se facilmente produtos das mais variadas franjas de mercado ou utilidades com design de ponta, o que é raro encontrar do outro lado da fronteira. Alimentação, vestuário leve, de estilo, sapatos, chinelas, malas de senhora, produtos de higiene. Os bolos de creme ou os bombons de Madame Dulce, uma belga há muito aqui radicada, têm fama e concorrência apertada. Até as bombas de gasolina aqui não escapam ao rodopio desta avalanche (devido à diferença no preço dos combustíveis).
O rio Guadiana separa dois mundos, duas maneiras de ver a vida, embora a civilização seja a mesma. Ayamonte não tem ainda 20 mil habitantes, mas em breve ultrapassará este número com a entrada em funcionamento do projecto Costa Esuri ( 12 mil camas, entre hotéis, vivendas, campos de golfe). Seja como for, a cidade conserva o aspecto plateresco das grandes urbes andaluzas, florida, aromática.
ler mais in DN, por Viegas Gomes

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