Figo in color: Portuguese star veteran Luis Figo takes part in a practice session in Aveiro, Portugal, on the eve on Portugal's World Cup qualifier vs Lichtenstein. (AFP/Nicolas Asfouri)
O melhor da selecção: Luís Figo. Continua dedicado até ao final, apesar das coisas nem sempre lhe terem corrido bem nunca desistiu e trabalhou sempre para a equipa, ao contrário de Ronaldo. Mostrou também ser humilde e não trabalha para as fintas bonitas, como outros, trabalha para a equipa e para a vitória. Vi esta foto na primeira página do site de informação mundial Yahoo News, em destaque - o que também é digno de nota.
A selecção portuguesa de futebol, teve ontem uma exibição miserável contra uma selecção muito fraca, chamada Liechtenstein e a culpa é de: Daniel Oliveira.
O exercício habitual de bajulação à selecção que o repórter e autor de programas da rtp voltou a fazer na sexta-feira desconcentrou os jogadores, estando constantemente e durante bastante tempo a bajulá-los no seu meio mais intimo, pedindo-lhes para responder a questões parvas. A bajulação aos jogadores e Scolari é merda televisiva e resultou muito mal para o grupo de jogadores, como se viu.
Claro que o guarda-redes, Ricardo, também ajudou à festa... que má forma... e ainda é convocado.
Depois existe o jornalismo de merda ao jogo. Apesar de não gostar muito dos comentários do Gabriel Alves, vou apenas fazer referência às entrevistas ignóbeis feitas pelo reporter que entrevistou Scolari e os jogadores no final do jogo. Ao Cristiano Ronaldo (que fez um jogo péssimo, e mostrou não saber passar a bola!), o dito jornalista faz perguntas como:
Como é que se sente sendo o ídolo de Portugal?
O que promete para o Mundial de 2006? [parece que está a falar com um político]
Claro que as respostas de Ronaldo são tão parvas e ridiculas, despojadas de qualquer conteúdo, que nem vale a pena voltar a falar delas. Em relação ao dito jornalista irritante, convém esclarecer o seguinte: existe uma fronteira entre o entretenimento e o jornalismo. Existe também o bom jornalismo interessante, cativante e positivo, mas que não é entretenimento. Além disso, convém esclarecer que estar à vontade à frente da câmara não implica dizer-se as maiores barbaridades que passam pela cabeça. A declaração do primeiro-ministro no final do jogo também foi cómica...
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