Criticar ainda dá direito a prémios
O jornalista Miguel Gaspar, do Diário de Notícias, foi distinguido com o Troféu Mário Castrim, por crítica de televisão, nos prémios da Casa da Imprensa. O galardão foi entregue na terça-feira, no Casino Estoril, numa cerimónia que decorreu com falhas apenas na apresentação. O jornalista recebeu o prémio graças às crónicas que assina diariamente, referindo a sua utilidade "por reconhecer a crítica de televisão e a sua importância".
No seu centenário, a associação mutualista atribuiu, na área da imprensa, o prémio de reportagem a Alexandra Lucas Coelho, do Público, o prémio de jornalista desportivo a António Tadeia, da revista Dez, enquanto o prémio de repórter fotográfico foi para Lucília Monteiro, da Visão. Na rádio, Ricardo Alexandre, da Antena 1, foi distinguido como repórter. Como apresentador e entrevistador, foi premiado Carlos Vaz Marques, da TSF, que sublinhou ao DN ser este, antes de mais, "um prémio para a rádio, um meio que mantém o tipo intervenção social, mas cuja notoriedade é inferior. Não há crítica de rádio nos jornais e este é um estímulo à rádio".
Na área de televisão, foram ainda distinguidos Cármen Marques, da TVI, como repórter, Ana Lourenço e João Adelino Faria, da SIC, como apresentadores de informação, Fátima Lopes (SIC) no entretenimento e, como repórter de imagem, Luís Pinto, também da SIC "Aos repórteres de imagem, lembrem-se que têm um prémio para vocês, talvez o único", afirmou. Rui Monteiro Romano, da RTP, foi premiado como realizador, enquanto José Carlos Vasconcelos recebeu o prémio carreira. A Casa da Imprensa destacou ainda o projecto Os Humanos, na música, e o Ballet Gulbenkian, na dança.
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"Este é o vosso lead isto vai mudar, a SIC vai mudar". O director de programas da SIC, Francisco Penim, convocou ontem os jornalistas para uma conferência de imprensa e foi ele que disse como se fazem notícias. Já sobre a "nova SIC", avançou pouco e a custo.
Penim apresentou a sua equipa "Vamos fazer coisas novas que nunca se fizeram em Portugal" sem revelar quais. A empresa de Teresa Guilherme - a Teresa Guilherme Produções - "tem um contrato para produzir, em exclusivo, ficção a partir de 2006", explicou. Este contrato prevê que Teresa Guilherme esteja presente na SIC, com um gabinete ("lugar de estacionamento, telemóvel, etc"), mas "não é quadro" da empresa, frisou Penim. Quanto à compra da Teresa Guilherme Produções disse que "é um longo namoro, pode haver casamento lá mais para o fim". Disse que "a SIC hoje não comprou uma parcela" da produtora. O responsável pela programação revelou que a comunicadora não vai apresentar um programa, mas pode ter um papel, como actriz, em futuros produtos da SIC.
José Navarro transita da anterior direcção de programas e será o responsável pelas compras externas da estação (Head of Aquisitions). Paulo Bastos, ex-TVI, subdirector de marketing de programas, terá a seu cargo a promoção dos programas da estação e as relações com a imprensa. "É um trabalho que nunca foi feito dentro da SIC", disse Penim, assumindo que "na Globo há exactamente este cargo".
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Apresentadores sem programa... - Opinião de Miguel Gaspar, in DN
As televisões portuguesas sabem como valorizar os seus apresentadores?
Bárbara Guimarães foi a estrela da campanha para as autárquicas. Pelos vistos sem grandes reflexos na votação do marido. Mas, num certo sentido, a única coisa normal na campanha de Carrilho era o entusiasmo à volta de Bárbara Guimarães. É uma estrela. A sua popularidade resistiu ao facto, pouco lembrado, de ela não apresentar um programa em horário nobre há vários anos, em boa parte por opção pessoal.
Mesmo assim, o paradoxo da apresentadora sem programa que regressa à televisão generalista por causa da campanha do marido acaba por reflectir a forma como os canais cuidam pouco daqueles que são os seus rostos.
Há muito poucos profissionais em Portugal que tenham um programa com nome próprio. Hoje em dia, Herman José é o único que o pode fazer. No passado, havia mais casos assim. Carlos Cruz ou Nicolau Breyner, na programação, ou Maria Elisa, na informação, por exemplo. Hoje, é raro. Raros os programas em nome próprio e raros os programas feitos à medida de um apresentador. Está-se é a andar no sentido contrário. Ou seja, cada vez mais os apresentadores têm de se moldar às exigências dos formatos.
Esta realidade não é universal. Se pensarmos na televisão americana, há programas que são o seu apresentador, como o Daily Show, de Jon Stewart, o talk show de Oprah Winfrey ou as entrevistas de Larry King. Veja-se o exemplo de programas como o Tonight Show que conheceu dois apresentadores em 43 anos Johnny Carson (de 1962 a 92) e Jay Leno (desde 92). O próximo anfitrião, Conan O'Brien, substituirá Leno em... 2009. Ou seja, mesmo este formato histórico, que sobrevive aos seus apresentadores,existe em função das eras de cada um dos seus anfitriões.
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