quinta-feira, dezembro 15, 2005
revolta
Pais de menina abusada ficam em prisão preventiva
Os pais da bebé de Viseu vítima de maus tratos ficaram em prisão preventiva após o interrogatório judicial, disse fonte do Tribunal de Viseu. A medida de coacção, aplicada por igual à mãe e ao pai da bebé, de 20 e 22 anos, respectivamente, assenta nos «fortes indícios» de que serão autores dos crimes de abuso sexual de criança e ofensa à integridade física agravada.
quarta-feira, dezembro 14, 2005
sabias que
terça-feira, dezembro 13, 2005
livros
"Oliver Twist" reeditado a par do filme homónimo de Roman Polanski
O livro "Oliver Twist", uma das mais conhecidas obras de Charles Dickens, acaba de ser reeditado pela Europa-América, a par da nova adaptação da história ao cinema, desta vez pela mão de Roman Polanski. O romance de Dickens, publicado originalmente entre 1837 e 1839 sob a forma de folhetim na revista Benttley's Miscellany, foi escrito nos intervalos de criação de outra obra e descreve a vida de escravatura das crianças de rua, crescendo entre criminosos.
A obra do escritor inglês (1812-1870), editada pelo 60º aniversário das Publicações Europa-América, conta a história de um órfão, Oliver, levado para uma casa onde rapazes sem família são ensinados a roubar para o seu "amo". O livro, que desde o início do século XX foi objecto de várias dezenas de adaptações para o teatro, o cinema e a televisão, acaba de regressar ao grande ecrã com argumento de Ronald Harwood e interpretações de Ben Kingsley, Barney Clark e Ian McNeice. Além de "Oliver Twist", a Europa-América inclui, entre as suas novidades, um outro clássico, "Quando Deus Ri", de Jack London, autor também de "O Apelo da Selva" (1903), "O Lobo do Mar" (1904) e "Presas Brancas" (1906). "Quando Deus Ri" é uma compilação de 12 contos escritos em 1911, na fase final da carreira do escritor (1876-1916), e que retomam os seus temas de eleição - a luta pela sobrevivência em ambientes hostis, os impulsos básicos do Homem e a exploração dos trabalhadores nas sociedades industrializadas.
London, que nasceu em São Francisco e começou por publicar histórias no Overland Monthly, foi correspondente para jornais durante a guerra entre a Rússia e o Japão e nos conflitos no México (1914), tendo lançado mais de 50 volumes, de ficção e não-ficção.
Outra das novidades das Publicações Europa-América é "Maquiavel - O Incompreendido", uma biografia de Michael White, jornalista e investigador que já assinou trabalhos biográficos sobre Leonardo da Vinci, Darwin, Einstein, Tolkien e Stephen Hawking.
woody com ele na boca
Woody Allen & New Orleans Jazz Band É um concerto único e imperdível tanto para os amantes do jazz como para os fãs do grande cineasta norte-americano. Ao clarinete, e na companhia da sua New Orleans Jazz Band, Woody Allen dá a conhecer a sua faceta de músico ao Centro Cultural de Belém. O repertório percorre números do jazz tradicional da Louisiana, a música que preenche boa parte da banda sonora dos seus filmes. Woody Allen e a sua banda (dirigida por Eddy Davis) actuam habitualmente no bar do Hotel Carlyle, em Nova Iorque. Os concertos são hoje uma forte atracção turística (a par do Empire State Building ou da árvore de Natal do Rockefeller Center). Mais do que isso: são uma autêntica instituição da cidade. Já gravaram dois discos - "The Bunk Project" e "Wild Man Blues" - mas a experiência maior continua a ser vê-los ao vivo e, especialmente, poder estar perto dessa figura de culto que é Woody Allen.
robot
O robot humanóide Asimo, que nos últimos cinco anos tem sido exibido como símbolo das proezas tecnológicas do Japão, vai ter o seu primeiro emprego como recepcionista, anunciou hoje a construtora de automóveis Honda.Usado até agora apenas em demonstrações pelo mundo inteiro, este robot de 1,30 metros de altura e 54 quilogramas de peso, vai acolher visitantes e servir-lhes café num escritório da Honda em Wako, nos arredores norte de Tóquio.
jrs
O livro «O Codex 632», de José Rodrigues dos Santos, destronou «A Conspiração», de Dan Brown, da liderança do top Bertrand, mas o autor de «O Código da Vinci» reconquistou o lugar cimeiro na tabela de vendas da FNAC.
segunda-feira, dezembro 12, 2005
wild australian thing

Russel Crowe 'curte' durante o concerto Russel Crowe ao Vivo, em Sydney, Australia, com fins benéficos. O concerto reune fundos para o programa "South Sydney Young Bucks".
vodafone e chapitô pelas crianças
Malabarismo e magia são algumas técnicas circenses que 600 crianças e jovens de várias instituições de carácter social vão poder aprender terça-feira no Mercado da Ribeira, em Lisboa, no âmbito de uma iniciativa promovida pelo Chapitô.
Os jovens são de 18 instituições dos concelhos de Amadora, Cascais, Lisboa, Oeiras e Setúbal tuteladas pelos ministérios da Justiça e da Solidariedade Social, disse hoje à Agência Lusa Luísa Pestana, directora de Comunicação Institucional da Vodafone, empresa que também patrocina o evento.
"O objectivo da iniciativa é proporcionar às crianças, com idades entre os quatro e os 16 anos, um dia diferente com várias actividades e dar a conhecer a escola Chapitô, que poderá ser no futuro uma alternativa profissional para estes jovens", adiantou Luísa Pestana.
Durante o evento, as crianças vão poder participar em ateliers de contos infantis e jogos de pintura, aprender técnicas circenses, malabarismo e magia e fazer esculturas de balões, pintura facial e corporal.
mais in Lusa
it's christmas!

Está na hora da àrvore de Natal, em Nova Iorque. Vou tentar colocar as luzes de Natal no meu quarto - sem árvore - amanhã à noite. Não faço promessas.

Madison Avenue, NY
tigre gelado

Competição de formas no gelo na Alemanha. Com o Inverno e o frio a cria tividade toma proporções geladas.
reportagem
Fabrizzio Gatti contou ao DN como foi estar na pele de um imigrante clandestino detido no centro de Lampedusa, Itália
De onde partiu a ideia para a reportagem sobre Lampedusa?
Trabalho com a questão da imigração há muito tempo e Itália é uma porta de entrada na Europa. Em Itália, em 1999, o Governo de esquerda abriu centros de detenção para imigrantes ilegais, mas a imprensa nunca foi autorizada a visitá-los. Já tinha feito um trabalho assim em Milão, como imigrante romeno. Passados cinco anos, as condições são piores e decidi fazer o mesmo trabalho no campo de Lampedusa. Houve uma delegação do Parlamento Europeu que pediu para o visitar, mas só encontraram 11 pessoas, o campo tinha sido limpo, mas eu tinha a certeza de que as condições eram muito diferentes.
E como iniciou o trabalho?
Saltei de um penhasco e estive quatro horas na água até que alguém me visse. Fui levado para o campo, onde disse que era Bilal Ibrahim el Habib, do Curdistão iraquiano.
Quanto tempo esteve em Lampedusa?
Estive no campo oito dias, o suficiente para ver muita violência e humilhação.
Passou por situações difíceis....
A 24 de Setembro esperávamos um repatriamento para a Líbia e outros campos. Estávamos num contentor, com água suja a sair da sanita, o chão estava coberto de água, fezes e urina e sentaram-nos ali. Estivemos horas assim e foi a primeira experiência chocante.
A justiça é aplicada?
Não há garantias legais. Segundo a Constituição italiana, um prisioneiro deve ser ouvido por um juiz dentro de 48 horas, depois da detenção. Se não houver essa possibilidade, tem que ser libertado. Estive ali oito dias e nenhum juiz falou comigo ou com os outros prisioneiros. Nos interrogatórios tive uma intérprete marroquina. No fim, ela disse aos polícias, em italiano, que eu devia ser iraquiano por causa do sotaque. O que era chocante era ser a intérprete a acabar por decidir de onde as pessoas eram.
Estes trabalhos, de Milão e Lampedusa, tiveram consequências pessoais?
Actualmente estou sob investigação e, pelo trabalho de há cinco anos, em Milão, fui condenado a 20 dias de cadeia. Vou ter uma audiência de recurso e veremos se terei de ir para a prisão. Esta é outra questão, porque joga também com o direito à informação. Se não fizesse isto, não teria forma de entrar no campo.
Como jornalista, como se preparou?
Trabalho com a questão da imigração há muitos anos e já sei o que perguntar, quando perguntar e o que responder. Tive de falar em inglês e francês. No caso de Lampedusa, o problema era o perigo da possível deportação para a Líbia, aí teria que dizer que era jornalista. Mas quando estive lá dentro tentei ser Bilal Ibrahim el Habib e não o Fabrizzio Gatti.
mais in DN
adeus kléber
TVI diz que 'Fiel ou Infiel?' vai manter-se, já que o apresentador tem cumprido
João Kléber, apresentador da Rede TV!, foi despedido, quinta- -feira à noite, desta estação, interrompendo o contrato que vigorava até Maio de 2006 e levando-o à perda de 400 mil euros, avançava ontem a Folha Online. O apresentador vai agora processar o Ministério Público Federal.
Na base deste desfecho está a suspensão do programa Tarde Quente a pedido do procurador da República Sérgio Suiama, juntamente com seis organizações não governamentais (ONG) de defesa dos direitos humanos e de direitos dos homossexuais. Recorde-se que no espaço deste programa, que consistia em emitir "apanhados" considerados "racistas, preconceituosos, homofóbicos e que incitam à violência", a Rede TV! foi obrigada a transmitir "conteúdos de direitos humanos", tal como noticiou o DN, dia 17 de Novembro.
francófono vs. anglófono
Durante séculos, os portugueses cultos foram francófonos. O diagnóstico oitocentista está num texto de Eça chamado "O francesismo". E o exercício moderno está em ensaios de adesão e divulgação de Eduardo Lourenço ou Eduardo Prado Coelho, entre outros.
Nas últimas décadas, essa influência da cultura francesa (e da língua francesa) entrou em enorme decadência, logo substituída pela língua hegemónica e universal. Na minha geração, o inglês (e o inglês americano) domina tudo. Reconheço que a televisão, e depois o cinema e música popular, formataram a minha cabeça no americanismo cultural. E não são apenas os filmes e os discos consumo de preferência a excelente imprensa americana (New York Times, New Yorker, New Republic, Vanity Fair, Harper's, New York Review of Books, Atlantic). Acho que os ficcionistas americanos são os melhores em actividade Pynchon, Oates, DeLillo, Roth, McCarthy, Auster. E não vejo que a Europa tenha grandes alternativas, excepto em Inglaterra, que é de algum modo a continuação do mesmo. Assim, eu anglófono me confesso consumidor quase monopolista da cultura em inglês. Há pouco tempo, aliás, descobri que tenho mais livros em inglês do que em português.
Já tive algumas discussões curiosas com francófilos mais velhos (quase todos) ou da minha idade (um punhado). Os francófilos tendem a argumentar que 1) a cultura americana é inexistente ou nefasta 2) a cultura anglófona esmaga todas as outras 3) a cultura anglófona se afasta demasiado do marxismo e cai nos braços do liberalismo 4) a cultura inglesa é snob 5) a cultura anglófona é uma cultura do presente que não tem memória. Eu compreendo algumas dessas objecções, congratulo- -me perversamente com outras e outras rejeito totalmente. Mas digo que para mim ser anglófilo e anglófono é como viver em democracia um estado que me parece natural porque me lembro disso desde que tenho memória activa. E é um estado que além do mais aprecio. A anglofilia não é um mérito nem um demérito: é uma circunstância histórica. Se eu vivesse noutra época, talvez escrevesse alexandrinos. Talvez usasse chapéu com plumas. Ou talvez (tudo é possível) apreciasse políticos inchados como o senhor Chirac.
anti natal
A batalha contra o Natal está lançada. O alerta partiu da direita conservadora nos EUA, após ter recebido um postal da Casa Branca, com as "boas-festas" do casal presidencial. Apesar de reproduzir um salmo bíblico, o cartão não faz qualquer referência ao Natal. Neste mês de Dezembro, os grupos religiosos, que tiveram um papel fundamental na reeleição do Presidente George W. Bush em 2004, decidiram denunciar o que consideram um "sectarismo louco", relançando o debate sobre a laicidade do Estado, num país em que 80% da população é cristã.
Apresentador da FoxNews, televisão que apoia esta campanha a favor do Natal, e autor do livro A Guerra contra o Natal, John Gibbons afirmou à AFP que esta "hostilidade anticristã não é liderada apenas por judeus". Tem também "aspectos puramente políticos", com a esquerda a "procurar vingar a derrota nas presidenciais de 2004", nas quais a mobilização da direita religiosa foi determinante, explicou.
A polémica já chegou a Washington, onde o presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Dennis Hastert, insistiu em que o pinheiro do Capitólio voltasse a ser designado "árvore de Natal" e não "árvore festiva" como aconteceu nos últimos anos. A questão também surgiu em Boston, onde o presidente da Câmara, Thomas Menino , citado pela ABC, garantiu "En- quanto eu for mayor, a cidade terá uma árvore de Natal."
por Helena Tecedeiro, in DN
ser idoso
Internamento coercivo em lar deve ser um crime de sequestroOs idosos encontram-se tão desprotegidos como as crianças. Mas, enquanto a sociedade está cada vez mais vigilante em relação aos mais novos, perante os velhos parece assumir uma atitude cúmplice com aqueles que, em vez de cuidar, maltratam.
flash anti paparazzi
The Anti-Paparazzi Flash
If you have ever felt sorry for celebrities hounded by cameras as they go about their daily business - be that pumping gas or entering a flashy nightclub - you can rest easy. A group of researchers at Georgia Tech has designed what could become an effective celebrity protection device: an instrument that detects the presence of a digital camera's lens and then shoots light directly at the camera when a photographer tries to take a picture. The result? A blurry picture of a beam of light. Try selling that to Us Weekly.
The Georgia Tech team was initially inspired by the campus visit of a Hewlett Packard representative, who spoke about the company's efforts to design cameras that can be turned off by remote control. Gregory Abowd, an associate professor, recalls that after the talk, the team members thought, There's got to be a better way to do that, a way that doesn't require the cooperation of the camera. The key was recognizing that most digital cameras contain a "retroreflective" surface behind the lens; when a light shines on this surface, it sends the light back to its source. The Georgia Tech lab prototype uses a modified video camera to detect the presence of the retroreflector and a projector to shoot out a targeted three-inch beam of light at the offending camera.
mais in NYTimes

The anti-paparazzi flash: 1. The celebrity prey. 2. The lurking photographer. 3. The offending camera is detected and then bombed with a beam of light. 4. Voila! A blurry image of nothing much
crimes
Morte de polícia em Lagos lança PJ em acção de caça ao homem
A morte de um chefe da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Lagos, na madrugada de ontem, após um assalto frustado ao multibanco de um supermercado em Búdens (Vila do Bispo) efectuado por um gang espanhol, provocou uma caça ao homem no Alentejo e Algarve.
lcd
Plasma ou LCD? É uma escolha que provavelmente muitos portugueses vão enfrentar neste Natal se quiserem adquirir uma televisão digital plana e com melhor qualidade de imagem. E no momento de dar o passo da TV tradicional de tubos de raios catódicos (CRT) para um sistema mais so- fisticado, convém ter presente as vantagens e desvantagens das duas alternativas.
A primeira coisa a ter em atenção é a dimensão do painel. Tipicamente, o plasma é uma tecnologia com melhor qualidade quando se pretende uma tela de grandes dimensões, acima das 40 polegadas. O LCD, por seu turno, é uma tecnologia de cristais líquidos que vingou nos computadores portáteis e que hoje está em ascensão, apresentando um excelente desempenho para ecrãs mais pequenos (tipicamente até às 37 polegadas, apesar de já existirem alguns modelos de 40 polegadas).
Em termos puramente comerciais, há que dizer que actualmente o LCD tem mais saída que o plasma. Segundo dados fornecidos por Filipe Sá Nogueira, director de marketing da Sonicel (que representa a Panasonic em Portugal), em 2004 vendeu-se um total de 35 300 aparelhos LCD e quase 17 mil plasmas. Para 2005, este responsável previa vendas totais de 32 500 plasmas (o dobro face a 2004) e 97 mil LCD (o triplo em relação ao ano passado).
mais in DN
frase
Albano Matos, in DN
bus atrasados
Autocarros portugueses demoram a chegar
Estudo europeu diz que Portugal é dos países onde se espera mais pelo autocarro
O tempo demora a passar nas paragens de autocarro do País. A pressa dos portugueses só tem um sentido, o do destino, e ninguém gosta de esperar. Mesmo que um estudo europeu divulgado esta semana diga que, em Lisboa, o tempo de espera médio é de apenas 11,22 minutos, os lisboetas são peremptórios "Todos os dias se espera 20 a 30 minutos para entrar num autocarro."
Portugal é dos países da União Europeia (UE) onde se aguarda mais tempo por um autocarro, revelou a "Auditoria Urbana 2005 - indicadores-chave sobre as condições de vida nas cidades europeias", um levantamento de dados sobre a qualidade de vida em 258 cidades dos 25 Estados membros da UE. Segundo o documento, sete cidades portuguesas estão entre as 20 onde a espera é mais prolongada.
Em Setúbal, que só fica à frente de três cidades polacas, o tempo de espera médio em "hora de ponta" é de 30 minutos - enquanto em Estocolmo, uma das melhores, a espera ronda os 60 segundos. De acordo com a Direcção-Geral de Política Regional - responsável pela compilação dos dados -, Portugal coloca três cidades no "top 10" daquelas onde a espera é mais prolongada.
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Portugueses gastam menos
Com o consumo das famílias em queda, economia cresce 0,2% no terceiro trimestre
saigon inglês
encenação. Com 96 pessoas envolvidas, todos os segundos contam nesta produção de cenários exuberantes assinada por Cameron Mackintosh'Miss Saigon' e a metáfora das cicatrizes do Vietname
Musical ainda esgota o Palace Theatre de Manchester. Chega a Lisboa em Janeiro
"Queres que eu seja só mais uma história de uma mulher vietnamita na tua vida?", interroga-se Kim (Ima Castro) com a voz amargurada pela incerteza, depois da sua primeira noite de amor com o soldado norte-americano Chris (Ramin Karimloo). Kim, ou melhor, Miss Saigon, não é apenas mais uma aventura, mas uma metáfora para as cicatrizes ainda visíveis da Guerra do Vietname - o centro nevrálgico deste espectáculo - e a heroína que dá nome ao musical, já visto por 31 milhões de pessoas em 18 países, que se estreia em Lisboa a 17 de Janeiro.
Antes de chegar ao Coliseu dos Recreios, onde estará duas semanas (há hipótese de prolongamento), Miss Saigon continua a esgotar os 1998 lugares do Palace Theatre de Manchester, espaço nobre que reavivou a sua arquitectura clássica e os acabamentos em dourado numa recente remodelação. O cenário perfeito para uma intensa história de amor, consumada apenas em breves encontros de bordel mas aprofundada pelas diferenças étnicas e o nascimento inesperado de Tam (interpretado por um pequeno actor amador - ver caixa).
Pelo meio, há ainda a reconstituição quase cinematográfica de Saigão entre 1975 e 1978, oscilando entre os conflitos bélicos e a vida boémia. E as canções, emotivas e possantes, bem características das produções do empresário Cameron Mackintosh - responsável por êxitos como Os Miseráveis, As Bruxas de Eastwick ou Mary Poppins.
mais in DN
Um filho escolhido em Lisboa
athina
Athina casa ao som de Sinatra
O casamento (segunda-feira) da milionária Athina Onassis com o cavaleiro brasileiro Álvaro "Doda" Miranda Neto, de 20 e 32 anos, respectivamente, foi regado a champanhe e a caipirinha; o noivo chorou copiosamente e o bolo não foi cortado pelos nubentes, mas sim pelos empregados. A boda realizou-se no sábado nos arredores de São Paulo, mas, atendendo ao secretismo, só ontem alguns convidados indiscretos contaram pormenores da cerimónia. A noiva, vestindo um modelo de Valentino, entrou no recinto de braço dado com o sogro, o brasileiro Ricardo Miranda, milionário ligado ao mundo hípico. Fly Me To The Moon, de Frank Sinatra, foi a música escolhida para iniciar o baile. O bolo, de chocolate, tinha recheio de pistácio.
sexta-feira, dezembro 09, 2005
mother xmas

Bem-vinda mãe Natal. A Triumph lançou lingerie especialmente para o Natal na Hungria.
adeus letras e músicas gratuitas
People offering unlicensed music tabs and lyrics on the web should be jailed, a music industry body says.
The joy of lyrics
Young 'prefer illegal song swaps'
Grokster quits file-sharing fight
clinton contra bush
Bill Clinton diz que Bush está “completamente errado” quanto ao protocolo de Quioto
O ex-Presidente norte-americano Bill Clinton disse hoje perante uma audiência de diplomatas e ambientalistas, que a administração Bush está “completamente errada” ao dizer que reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) irá prejudicar a economia norte-americana.
Com um “esforço disciplinado” para desenvolver tecnologia que permita poupar energia, “podemos cumprir e até ultrapassar as metas de Quioto de uma forma que iria reforçar e não enfraquecer as nossas economias”, disse Clinton, defensor do Protocolo de Quioto, nas últimas horas da conferência em Montreal.
“Já não existem grandes dúvidas de que as alterações climáticas são reais, causadas e agravadas pelas actividades humanas”, acrescentou o antigo Presidente. “Ainda não conhecemos bem quando chegarão as consequências [das alterações climáticas] nem a sua gravidade, mas sabemos que não vão ser boas”.
poluição

O mapa mostra em detalhe a presença forte de nitrogénio dióxido, um importante destruidor do ozono. (Image: KNMI/FMI/NIVR/Nasa)
Europe's pollution hotspots shown
Dutch scientists are putting together remarkable maps showing pollution over Europe and other regions of the globe. Using the US space agency's Aura satellite, the team can look right down to the troposphere, the lowest part of the atmosphere where we all live. The Ozone Monitoring Instrument (Omi) and other key equipment on Aura can build a daily picture of air quality.
The pollution maps, which can see detail at the city scale, will be used to identify problem hotspots. "This is the first time that we have been able to follow pollution globally from day to day," said Pieternel Levelt, of the Royal Netherlands Meteorological Institute, who is Omi's principal investigator.
Mais info na BBC
ipod no topo do mundo
Creative boss Sim Wong Hoo has told the BBC he plans to "pursue aggressively" a US patent it owns on a system used to navigate music on digital players.
Mr Sim was speaking at the launch of Creative's latest rival to the iPod video, the Zen Vision: M. Creative was one of the first to market digital music players in 2000, but has since been overshadowed by Apple.
Lucrative market
Portable media players have grown in popularity over the past year.
According to analysts Informa Telecoms & Media, sales of portable audio and video players have risen 71% in the last year.
lembranças de lennon
Ex-Beatle foi assassinado há 25 anos
Vinte e cinco anos depois, quem é John Lennon?
A imagem que dele se guarda é a do activista cantando Imagine ao piano. A música que dele se ouve é a criada com os Beatles. John Lennon é hoje, felizmente, um mito paradoxal
Uma voz na cabeça de Mark Chapman impelia-o a não ter contemplações. Falhara umas horas antes, quando pediu a Lennon que lhe autografasse Double Fantasy. Não podia falhar agora, quando o ex-Beatle por ele passava à entrada do Dakota Building, em Nova Iorque, de regresso a casa depois de uma rotineira sessão de gravação. Cinco tiros e cumpria o que as vozes lhe exigiam: matar o mito a que moldou a sua vida e que havia descoberto ser, afinal, um embuste.
Tragicamente, os tiros de Mark Chapman foram certeiros - ainda assim, falhou o alvo. Matou o homem, assinalou o nascimento definitivo do mito. A 8 de Dezembro de 1980, morreu o Beatle genial com uma errática carreira a solo, nasceu o Lennon que se implantou no imaginário comum sentado ao piano branco de Imagine.
Vinte e cinco anos depois da sua morte, quem é John Lennon? Muitas coisas, tal como o foi em vida. O activista liderando manifestações nas ruas enquanto declarava que "a propriedade não são nove décimos da lei, são nove décimos do problema", o vanguardista psicadélico criando obras-primas como A day in the life ou Tomorrow never knows e justificando-as resgatando o surrealismo como influência ("com ele percebi que as imagens na minha cabeça não eram sinal de insanidade"), o iconoclasta provocando um auto-de-fé contra os Beatles ("neste momento somos mais populares que Jesus; não sei quem desaparecerá primeiro, o rock"n"roll ou o cristianismo") ou o introspectivo dos primeiros anos a solo, utilizando a música como terapia para se libertar dos seus demónios interiores ("I don"t believe in Beatles/ Just believe in me/ Yoko and me", cantou em God).
mais in Público
minerais para mostrar e vender
Feira de minerais e fósseis abre hoje em Lisboa
A tradicional feira de minerais, gemas e fósseis de Lisboa, na sua 19.ª edição, começa hoje e prolonga-se até domingo. Quem quiser pode dar um pulo ao Museu Nacional de História Natural (MNHN), na Rua da Escola Politécnica, para comprar, vender ou trocar minerais, gemas e fósseis. Mas desta vez, o museu tem uma proposta especial para os visitantes: ajudar a comprar um grande exemplar de água-marinha, uma gema proveniente do Afeganistão, para a sua colecção de minerais.
"Esta é a melhor água-marinha que já vi. É uma peça verdadeiramente extraordinária. Tem cristais muito bem desenvolvidos, perfeitos e grandes", diz o geólogo Fernando Barriga, director do MNHN.
A intersecção desta água-marinha com o museu começou no ano passado, quando um casal de vendedores de minerais, um espanhol e uma francesa, a trouxe à feira. "Ficámos todos apaixonados por esta água-marinha", conta Fernando Barriga.
A peça, de um azul-pálido, que custa 18 mil euros, ficou desde então na posse provisória do museu, que procura financiamento para a comprar. Por isso, durante a feira, o museu vai propor uma subscrição pública, que pode ser anónima ou nominal. Um mecenas também será bem-vindo. "Na colecção do museu, esta peça passará a constituir uma das melhores na mineralogia."
A água-marinha é uma das variedades de berilo, um dos minerais dos pegmatitos, rochas semelhantes ao granito. Os pegmatitos são ricos em elementos exóticos, nos quais se formam grandes cristais de rara beleza, muitos deles constituindo algumas das principais gemas, como a esmeralda, o topázio ou a água-marinha.
mais in Público
onde anda o calor

Varios turistas aproveitam o sol da Ilha de Ko Phi-Phi Leh, na Tailândia. Cenário onde foi a rodagem do filme A Praia.
podcast
No início de 2006, a TSF vai disponibilizar conteúdos de seis programas para podcasting, revelou Luís Proença, director adjunto da rádio. Rui Pêgo, director de programas da RDP, gostaria de começar a produzir conteúdos específicos para podcasting antes do Verão. A rádio portuguesa está às portas de uma revolução digital que a vai tornar perene.
"A rádio durante muitos anos foi irrepetível. Com a Internet isso mudou e o podcasting é uma evolução desta questão. Há um código RSS que eu subscrevo no meu programa de gestão de podcasts e a rádio vem ter comigo ao meu computador", considera João Paulo Meneses, jornalista e autor do progra- ma Radio.com na TSF - um dos seis que serão para já disponibilizados em podcasting. Também Sinais, Fado Maior, Pessoal & Transmissível, Mel com Fel e Eureka serão disponibilizados na íntegra pela TSF, no seu site.
Também Rui Pêgo, director de programas da RDP, gostaria de contar com conteúdos específicos trabalhados para podcasting antes do Verão, mas ainda "não há nada de muito concreto". Pêgo assume que o podcasting é um "caminho incontornável que a rádio, particularmente a rádio pública, terá que percorrer" e que o projecto é transversal às três rádios - Antena 1, 2 e 3. A inclusão da "rádio digital numa plataforma de difusão é uma das coisas que temos vindo a trabalhar". Pêgo sublinha ainda que a RDP tem uma área multimedia "que cruza com a televisão".
mais in DN
comércio doente?
Haverá Cura?
O comércio internacional está doente. A conferência da Organização Mundial do Comércio que decorre na próxima semana em Hong Kong é a última oportunidade para fixar regras que beneficiem países ricos e pobres. No dia 12 de Dezembro a oikos apresenta algumas terapias para “curar este enfermo”.
No comércio actual prevalece a lei do mais forte. Essa norma é mantida artificialmente por instrumentos perversos, que distorcem as condições de mercado em favor das economias mais fortes. Advogados do liberalismo, os países ricos são campeões do proteccionismo.
Para protegerem os seus interesses, as economias mais robustas utilizam um conjunto sofisticado de instrumentos: os acordos de tratamento especial e diferenciado (acordos regionais), as tarifas progressivas e discriminatórias e, por último, os subsídios agrícolas.
A iniciativa Tudo Menos Armas foi introduzida em 2001 pela UE para facilitar, através de isenções de direitos aduaneiros, as exportações dos países menos desenvolvidos. Na prática, este e outros acordos do género são facilmente torpedeados pelas chamadas regras de origem, que no caso da UE obrigam a que “a maior parte” dos componentes do produto sejam produzidos no país exportador. Ora este preceito afunila as exportações elegíveis. Por exemplo, uma empresa da Guiné-Bissau que importe tecido da Índia para o estampar e depois exportar para a UE terá dificuldades em fazê-lo sem pagar as habituais taxas aduaneiras, embora à partida esteja no grupo dos países menos desenvolvidos.
A imensa maioria de países e produtos que não consegue passar neste “funil” fica exposta às tarifas discriminatórias e progressivas. As nações ricas taxam as importações de nações menos desenvolvidas, em média, a um nível três a quatro vezes superior ao que praticam nas importações de outras nações ricas. Para além disso, aplicam taxas baixas para matérias primas e taxas progressivamente mais altas para produtos intermédios e finais. Deste modo, as exportações de maior valor acrescentado podem continuar a ser produzidas nos países desenvolvidos.
Por fim, temos os subsídios agrícolas, que na UE se integram na Política Agrícola Comum (PAC). Veja-se o caso do açúcar: cerca de quatro milhões de toneladas que a União não consegue absorver inundam todos os anos os mercados mundiais a um preço abaixo do seu custo de produção. Isto porque os agricultores europeus recebem apoios à produção que correspondem a quatro vezes o valor internacional do produto - e ainda apoios à exportação. Este açúcar subsidiado faz cair 30% o preço nos mercados internacionais, com consequências devastadoras para países como o Brasil, a África do Sul ou Moçambique. Eis o dumping no seu pior.
As vacas europeias recebem em média um subsídio de €1,60 por dia, enquanto metade da população mundial sobrevive com menos de €0,90 por dia. Um dos argumentos em prol destas medidas é que promovem a coesão social nos países ricos, apoiando populações vulneráveis em áreas rurais. Nada mais falso. Nos Estados Unidos, os 5% de agricultores mais ricos recebem mais de 50% dos subsídios e na UE 75% dos pagamentos da PAC acabam nos bolsos dos 10% de maiores beneficiários. Dos 412600 agricultores portugueses, 150 mil não recebem qualquer apoio e dos 272 mil que são contemplados, 202500 recebem apenas 11,5% dos subsídios, numa média de €344 anuais. Em contrapartida, os 1655 agricultores mais ricos de Portugal, que representam 0,6% dos contemplados pela actual PAC, recebem cada um mais de €142 mil.
A oikos apela a que Portugal se bata por um comércio mais justo na Conferência da OMC que decorre em Hong Kong de 13 a 18 de Dezembro.
Flores para Lennon
Um jovem fã de John Lennon coloca flores na estátua do músico, erguida junto ao mítico Cavern Club, em Liverpool, onde os Beatles actuaram antes de se transformarem num fenómeno mundial. O mundo assinalou ontem os 25 anos passados sobre a morte do autor de "Give Peace a Chance", baleado à porta de casa, em Nova Iorque, por um homem com problemas mentais. Foto: Julian Hamilton/EPA - in Publico.pt

Em Nova Iorque, em Central Park, também houve um ritual que juntou milhares de pessoas.
quarta-feira, dezembro 07, 2005
conivências empresariais
terça-feira, dezembro 06, 2005
a dor de sobreviver





